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Especial Olimpíadas: Lições dos esportes influenciam a gestão

Na segunda reportagem da série, executivos mostram como suas experiências como atletas são importantes na hora de lidarem com os desafios corporativos diários

Por | 03/08/2016

renata.leite@mundodomarketing.com.br

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David Grinberg, Diretor de Comunicação do McDonald’sO Revezamento da Tocha Olímpica e as Casas dos Países são alguns exemplos de como as marcas se apropriam dos Jogos Olímpicos para realizarem importantes investimentos de Marketing. O esporte, entretanto, não inspira só ações. Especialmente a prática por parte de profissionais acaba levando valores importantes para a gestão das equipes e a condução dos negócios. Não são poucos os executivos que, nas horas vagas, assumem a faceta de atletas amadores.

Um deles é Jorge Paulo Lemann, Sócio da 3G Capital, que joga tênis desde os sete anos e chegou a consagrar-se campeão em Wimbledom. A experiência, para ele, foi importante por lhe fazer associar suor a resultado e por lhe ensinar a perder, como foi destacado na primeira reportagem da série "Especial Olimpíadas: Histórias inspiradoras de gestores campeões".

Aqueles que não se esquivam da vida dupla - de executivo e de esportista - enumeram aprendizados. David Grinberg, Diretor de Comunicação do McDonald´s, é atleta desde pequeno. Da natação que praticou diariamente na infância, absorveu valores como disciplina, força de vontade, respeito e resiliência, que ajudaram-no a chegar a executivo da marca global. Grinberg acorda diariamente às 5h30 para correr e nadar antes de chegar à companhia, treino que lhe permite participar de provas de triathlon com frequência.

Lições do esporte
As metas e os resultados estão sempre no foco do Diretor de Comunicação do McDonald´s, David Grinberg - seja no ambiente corporativo ou nas provas de triathlon. Rumo ao pódio, ele sublima o cansaço, supera obstáculos e vence concorrentes, mas sem atropelar os valores. Essas são as forças motrizes que Grinberg também busca nos profissionais que atuam junto a ele.

Isso não quer dizer que só haja atletas em sua equipe. Ele também aprendeu a respeitar e tratar com igualdade pessoas que fazem escolhas muito diferentes das suas. "Precisamos saber respeitar onde cada um busca sua inspiração. O mundo corporativo vive de metas e resultados, que precisam ser perseguidos com respeito, excelência e divisão de poder entre a equipe", analisa o executive, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Essas competências já ganham mais relevância do que as capacitações técnicas no mercado de trabalho. "A universidade moderna não é mais feita apenas de cursos teóricos, mas forma pessoas antenadas e que sabem conviver com o multitarefa. Hoje, a busca é por pessoas que sejam ativas, dispostas. As formalidades vão se rompendo. A sociedade atual exige que os profissionais sejam mais cidadãos e menos técnicos", ressalta Grinberg.

Do futebol para os brownies
Luiz Quinderé tornou-se conhecido por seus brownies. Abrir o Brownie do Luiz foi seu gol de placa, mas o que nem todos sabem é que importantes passos na formação de seu caráter aconteceram dentro de campo. O empreendedor jogou bola nas equipe de base do Botafogo e do Flamengo.

Esse período deixou importantes lições. "No futebol, o atacante e o meio-campo têm um destaque midiático maior, mas quem está ali dentro sabe que é todo mundo tão importante quanto os outros para o resultado final. Nas empresas, ocorre o mesmo: as pessoas acham que o CEO é o mais importante quando, na verdade, ele é tão importante quanto o funcionário da limpeza, ou da entrega ou do financeiro. Claro que há níveis de responsabilidade diferentes, mas ninguém consegue fazer nada sozinho", ressalta Quinderé, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As palavras vão muito além do discurso e permeiam a cultura de valorização dos funcionários. No Brownie do Luiz, o quociente anual entre o maior e o menor salário da empresa nunca passou de sete. A empresa produz cerca de 12 toneladas mensais de brownie distribuídas em duas lojas próprias e 250 pontos de venda no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O Brownie do Luiz existe formalmente há quatro anos, mas já adoça o paladar de muitos amigos há pelo menos 11. A amizade, e mais umas pitadas de açúcar, levaram longe Luiz Quinderé. Assim como muitas outras pessoas, o jovem vendia brownies no intervalo das aulas da escola para conseguir um dinheiro extra. Seus primeiros clientes foram essas pessoas bem próximas. "Hoje, meus esforços são no sentido contrário, o de transformar os clientes em amigos. Também trabalho com muitos amigos. No Brownie do Luiz, a amizade é uma questão muito forte", finaliza.

Luiz Quinderé





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