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7 nichos de moda para investir em 2015

Mercado se destaca nas vendas mesmo em período de crise econômica. Estratégia de diferenciação e segmentação dentro do setor pode ajudar empreendedores a alavancarem vendas

Por | 05/05/2015

priscilla@mundodomarketing.com.br

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O período de recessão econômica que o Brasil vive trouxe uma baixa expectativa de vendas para o comércio em geral. Mesmo com as datas festivas e promocionais, como Natal, Páscoa e Dia do Consumidor, as receitas não alcançaram um patamar que deixasse os empresários despreocupados. O setor de vestuário, no entanto, é um dos que mais vem encontrando oportunidades. Por conter itens necessários e de preços diversos, a categoria tem sido uma das mais procuradas tanto por quem quer presentear, como para gastos pessoais. Com isso, a concorrência entre as lojas ocorre na oferta de preço e qualidade, no melhor custo e benefício.

A solução para não abrir mão da margem de lucro ou mesmo para quem abrir uma empresa está em observar nichos em ascensão no mercado, como Plus Size, Gestante, Evangélica e Brechós. Investir em diferenciação e adicionar valor agregado ao produto é um dos caminhos para o desenvolvimento da moda brasileira, que ainda encontra muitas oportunidades, inclusive em mercados internacionais. O Brasil exporta US$ 1,9 bilhão em têxteis e vestuários por ano, ocupando a 41ª posição, segundo dados do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI). Já a China, líder neste ranking, fatura US$ 167 bilhões.

Atuar nesta direção é um caminho para os pequenos negócios, que devem, antes de tudo, conhecer bem o público e o mercado em que irãoinvestir. "Cada nicho tem sua particularidade, bem diferente dos demais. Não adianta começar achando que é uma loja qualquer, porque envolve situações como ideologias, tamanhos especiais, crenças e estilo de vida. É preciso vender um propósito junto, para que seu produto faça sentido na vida do consumidor. Para isso, é necessário ir a feiras e se profissionalizar no seu ramo", conta Wilsa Sette, Analista responsável pelo varejo da moda do Sebrae, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O Sebrae apontou sete nichos de moda promissores em 2015 e elencou os aspectos mais importantes em cada um deles:

1. Moda Gestante
Um dos mercados que apresenta grandes oportunidades, mas ainda é pouco desbravado, é o de gestantes. As roupas para grávidas seguem pouco presentes nas grandes redes de fast fashion. O segmento exige peças confortáveis e adaptáveis à rotina de diversas mulheres, que continuam suas atividades, apesar da nova condição. As principais consumidoras são as mães mais jovens, antenadas nas tendências e que buscam elegância para ir ao trabalho ou algum evento em especial.

Mesmo oferecendo um produto com um tempo útil de uso restrito e trabalhando com clientes que podem demorar a voltar, as lojas voltadas para esse público seguem aquecidas, uma vez que o nicho está sempre em renovação. O trabalho de atração das consumidoras que engravidam é constante. "É difícil encontrar lojas especializadas para elas e as que existem mantém as cores sóbrias e um estilo mais adulto. As jovens pedem mais cores, estampas e algo mais despojado para o dia a dia delas. É preciso antes de mais nada estudar o seu consumidor de forma ampla. Além disso, os mimos na loja contam pontos. Ter assentos suficientes, banheiro, água e biscoitos fazem a diferença", conta WilsaSette.

2. Moda Plus Size
A falta de padronização de medidas em roupas no Brasil fez com que diversas marcas excluíssem tamanhos maiores em suas grades, tornando o GG mais próximo a corpos mais voluptuosos do que a pessoas efetivamente acima do peso. Com isso, um nicho apareceu para suprir essa necessidade, conhecido por seus recortes especiais com números acima do 44. Este segmento encontra-se em expansão e cresce 6% ao ano, movimentando cerca de R$ 5 milhões, o que representa 5% do faturamento total do segmento de vestuário, segundo a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest).

O foco são homens e mulheres, de todas as idades que não querem apenas vestir algo que atenda ao seu manequim, mas sobretudo ressaltar seu estilo e beleza por meio do uso de roupas e acessórios que estão na moda. "Não basta apenas criar peças maiores, porque esse é um público exigente, que busca consumir a mesma moda que está em outras vitrines. É preciso pensar em realçar seus atributos e oferecer diversos tecidos, além da malha", conta Maria Carolina Franco, Administradora da confecção Francamente, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Há 10 anos no ramo de fabricação de peças em tamanhos especiais, a empresa começa a organizar a criação de sua loja online, deixando a posição exclusiva de fornecedora. "Vamos abrir um e-commerce no meio do ano e iniciar uma série ações nas redes sociais. Não pensamos em unidades físicas, porque já temos clientes que atuam nesse canal. Nossa fábrica fica no Rio de Janeiro e, além do estado fluminense, vendemos para São Paulo, algumas cidades do Sul e Salvador", conta Maria Carolina.

3. Moda Sustentável
Um consumidor bem engajado e consciente do que consome é o frequentador de lojas de moda sustentável. Eles valorizam muito mais o conceito do que a moda em si e são extremamente críticos. Segundo os Institutos Akatu e Ethos, o percentual da população brasileira que adere a valores e comportamentos mais sustentáveis de consumo é de 5%, quase 10 milhões de pessoas. Nesse movimento de mudança de atitude percebe-se a nova posiçãodesse público perante as roupas, por exemplo.

Nesse nicho, a busca é por um produto mais ético, que não afete o meio ambiente em sua produção. "Esse movimento é grande em outros países da Europa e mesmo nos Estados Unidos. Os empresários brasileiros que quiserem investir no ramo precisam vestir a camisa da economia verde, avaliando desde o processo de produção até as embalagens que serão utilizadas. Tudo tem que ser reciclado, natural ou renovável", pontua WilsaSette.

Este mercado é pouco explorado no Brasil, dando aos pequenos empreendedores uma grande oportunidade em negócios. Por outro lado, há o desafio de encontrar fornecedores que aceitem as regras impostas ao setor. "Quando há quem fabrique, os preços chegam mais altos, porque o item é exclusivo. É algo que não dá para deixar de lado: quanto mais diferenciado mais sobe o valor da mercadoria", conta a Analista do Sebrae.

4. Moda Brechó
Outro nicho com apelo de sustentabilidade e já descoberto por muitos empreendedores éo de brechós. Esse negócio possui a facilidade de se moldar a diversos públicos, levando produtos com teor de exclusividade a quem deseja pagar mais barato ou a quem valoriza o consumo consciente. As possibilidades de especialização dentro desse recorte são várias, entre elas, a oferta de um mix com peças de grifes famosas, nacionais e internacionais em ótimo estado, que atrai principalmente quem deseja continuar adquirindo itens de marca, mas já vem sofrendo com a crise econômica.

Abrir esse tipo de empresa requer um bom relacionamento interpessoal, uma vez que o estoque inicial demanda o boca a boca com pessoas próximas dispostas a doar ou vender suas roupas. "No início, quando abri a loja física, fiz muita divulgação nas redes sociais e consegui peças que faziam parte da minha linha de venda: infantil, estilo retro e marcas top. Muitas mães sequer usavam todas as roupas que ganhavam e se identificaram com nossa proposta. Outras sabiam que a peça seria perdida rapidamente e compravam por causa do preço mais em conta", conta Marina Leite, Fundadora do Petit Luxe, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O número de pequenos negócios do comércio varejista de artigos usados com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões cresceu 210% nos últimos cinco anos no Brasil, segundo cadastro nacional do Sebrae. No comércio eletrônico de itens usados, especificamente relacionados à moda, o crescimento também é expressivo. Uma opção para quem não quer correr tantos riscos é abrir uma loja online. "Fechei o ponto físico e vou focar na loja virtual. O aluguel estava muito caro e as vendas no bairro sofreram muita queda. Agora nossa meta é vender para todo o Brasil e, assim, melhorar a receita", conta Marina Leite.

5. Moda evangélica
Os brasileiros adeptos da religião evangélica formam um grupo que movimenta um mercado próprio de artigos religiosos e de produtos feitos sob medida para eles. O público alvo são mulheres, na maioria, que buscam roupas tidas como comportadas, com decote fechado e saias e vestidos mais longos do que a média. O objetivo desse consumidor é estar discreto e comportado, mas usando cores e estampas dentro das tendências da moda.

Em 2010, o Brasil possuía 42 milhões de evangélicos, o equivalente a 22% da população nacional segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é de que este número chegue a39% até 2020. "Existem regiões em que há predominância desse público.As lojas próximas a igrejas tem muitas chances de darem certo. Hoje em dia, algumas funcionam dentro dos próprios templos, de maneira informal. Os que possuem melhor poder aquisitivo acabam encomendando as roupas em costureiras", afirma WilsaSette.

A presença na internet, em redes sociais ou e-commerce é um caminho facilitador para atrair pessoas de outras religiões e que também gostam de estar vestidos mais discretamente. "Uma característica marcante desse nicho é o cuidado do atendimento e da linguagem, uma vez que alguns cumprimentos são característicos do público evangélico. Os funcionários devem se portar da mesma maneira", pontua Wilsa.

6. Moda Country
Assim como na moda evangélica, o estilo country é bem segmentado, ganhando destaque em algumas regiões. Estados como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e algumas cidades do Sul são adeptas do visual vaqueiro, com uso de botas e peças de couro. De forma geral, é utilizado por homens e mulheres que gostam de música sertaneja, frequentam rodeios e estão envolvidos de alguma forma com o cenário agropecuário nacional.

Um dos fatores que influenciam os negócios nesse nicho são os eventos, como os rodeios. Anualmente, são realizados mais de mil rodeios no país, evento que vem crescendo ao ritmo de 7% a cada 12 meses, segundo dados do Clube dos Independentes, responsável pela organização do rodeio em Barretos. "É um setor ainda novo, mas muito promissor no Brasil. Nas grandes lojas, as camisas com estampa xadrez e cintos mais afivelados aparecem em épocas específicas, como junho. As PMEs que venderem durante todo o ano para esse público possuem muitas chances de sucesso, assim como aquelas que ofertarem as peças tradicionais complementando o look", conta WilsaSette.

7. Moda Streetwear
Ao contrário do country, a moda streetwear é voltada a um público mais urbano e com peças mais leves. O estilo remete ao frescor da juventude, com apelos à modalidade de skate. Apesar de não ser o esporte mais praticado no Brasil, em 2010 existiam 3,8 milhões deadeptosno país, 20% a mais do que em 2006, segundo a Confederação Brasileira de Skate. O público consumidor abrange diversas classes sociais, o que permite uma segmentação dos produtos e da comunicação.

O conceito é adotado por pessoas de 16 a 21 anos, que adotam o skate como um estilo de vida. "Esse consumidor vive um período da vida em que os amigos e o meio influenciam diretamente no comportamento e na escolha de compra. Parcerias com artistas e influenciadores sempre dão certo, porque a comunicação é feita de forma mais próxima. Muitas vezes, atinge aquele que nem anda de skate, mas se sente representado no estilo urbano", afirma WilsaSette.

Leia também: Hábitos e preferências da consumidora de Moda. Pesquisa no Mundo do Marketing Inteligência.

E-commerce | Moda | Mulher | Comportamento do Consumidor

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