Anunciar se torna indispensável para vendas pelo Facebook | Mundo do Marketing

Publicidade

Patrocínio

Publicidade
Publicidade
Mundo do Marketing Inteligência

Reportagens

Anunciar se torna indispensável para vendas pelo Facebook

Marcas se viram obrigadas a destinar verbas de Marketing para a rede social, após redução do alcance das postagens. Quem optou por não pagar, assistiu à queda das vendas

Por | 27/10/2014

priscilla@mundodomarketing.com.br

Compartilhe

Desde 2012, quando o Facebook começou a alterar as formas de levar as publicações aos usuários da rede, as empresas buscam formas de driblar as perdas. Com a redução do alcance orgânico das postagens, muitos se viram obrigados a desembolsar algum valor para ter retorno - atualmente apenas 1% dos seguidores, em média, recebe conteúdo não pago. Entre os que não destinam alguma verba para a rede social, a redução das vendas foi marcante e, em algumas, o comércio praticamente não existe mais.

Por este motivo, boa parte das marcas - pequenas ou grandes - considera investir em anúncios e impulsionar posts, mesmo que o retorno financeiro não seja alto como antigamente. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos, três em cada cinco pessoas são engajadas às empresas, com interações que vão desde a leitura de seus conteúdos até a relacionamentos por comentários ou compartilhamentos. Atualmente, os brasileiros são os que mais interagem com as marcas no Facebook entre todos os latino-americanos, o que torna o investimento mais atrativo.

O enfraquecimento de interações obrigou parte dos empresários a destinarem recursos para a rede social, mas há aqueles que deixaram de ver o site como solução para as vendas. "Foi bem complicado para nós, porque 50% do nosso faturamento vinha do Facebook e focava basicamente nele. Toda a nossa verba de Marketing era para post patrocinado e, apesar da taxa de conversão ser baixa, era tanta gente que entrava no site que valia a pena. Mas foi reduzindo o alcance cada vez mais e, hoje, a taxa é de 0,3% de conversão", afirma Vitor Gomes, Fundador da Fábrica9, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Partir para novos caminhos
Com pouco mais de 160 mil seguidores em sua página, a Fábrica9 deixou de aplicar verba na plataforma e, com isso, sentiu cada vez mais sua audiência reduzir. Atualmente a empresa atinge três mil pessoas e um número muito menor de curtidas e comentários nas publicações. Ainda assim, as atualizações continuam sendo postadas e os conteúdos preparados constantemente, a fim de deixar a página atualizada. A rede social de Mark Zuckerberg, no entanto, deixou de ser prioridade nas ações e, hoje, divide a atenção com outras ferramentas.

Por vender itens diferenciados para a casa e escritório, as publicações da Fábrica9 de imagens de lançamentos ou kits especiais sempre atraíam interessados. Pensando nisso, a empresa passou a adotar o uso do Instagram como uma nova saída. "Estamos apostando nessa rede e já chegamos a mais de 50 mil seguidores. O retorno das curtidas deles é maior do que o Facebook, ainda que o número seja menor. Hoje, ele é nosso principal foco. Já ouvi que essa rede também pode passar a ter anúncio, mas creio que dificilmente, e não por agora, irá reduzir alcance", conta Vitor Gomes.

Por ser um empreendimento com apenas três anos de existência e nascido no auge da descoberta das redes sociais pelas marcas, somente após a redução do alcance é que a Fábrica9 adotou novos modelos de vendas. "Acabamos nos voltando para a base de clientes que conquistamos e investimos em assessoria de imprensa, num blog que atraísse mais pessoas pelo conteúdo e também em SEO. Antes olhávamos exclusivamente para o Facebook e tivemos que dissolver ele em outras mídias. Hoje já conseguimos faturar como antes", revela Vitor.

Pagar para ser visto
Pensar em sair do Facebook não é algo considerado por outras empresas que continuam a lucrar dentro da rede social. Para elas, o investimento em anúncios é inevitável. "Achamos essa mudança muito ruim em relação à visibilidade. A diferença de alcance da publicação impulsionada é absurda, e a visibilidade, sem pagar, chega a quase zero. O resultado é muito melhor quando fazemos posts pagos. Somos praticamente obrigados a pagar para sermos vistos. Como é uma ferramenta que nos gera vendas, tivemos que encarar isso como um novo investimento", afirma Flavia Vargas, responsável pela Comunicação da Amélia Gastrô, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O serviço de catering e encomendas de comidinhas foi aberto quando a redução do alcance já era uma realidade. Ainda assim, os gestores percebem a diferença entre pagar ou não por uma impulsão, uma vez que o volume de interações é muito maior quando desembolsam algum incentivo. O controle da verba destinada para a rede social ainda é feito de forma holística, baseando-se em ações as quais eles acreditam serem importante para alcançarem outras pessoas.

Apesar da necessidade de se pagar por resultados efetivos, a maior rede social do mundo é a principal ferramenta de divulgação do empreendimento carioca. "Estamos no Instagram, no qual também temos um retorno considerável, mas não pretendemos sair do Facebook tão cedo. A rede nos atende muito bem, tanto para vendas quanto para parcerias com outras empresas e profissionais", relata Flavia Vargas.

Caminho natural
Ao contrário da empresa de gastronomia, a AmoMuito.com aposta nos anúncios e não nas impulsões para atrair mais consumidores. Para o site de venda de acessórios, pagar para estar em evidência é um caminho natural que qualquer rede social seguirá. Atualmente 90% da verba de Marketing é destinada aos anúncios da rede. "A diminuição do alcance foi um baque para muitas empresas. Pensar como isso impactará as suas vendas é importante. Pelo estudo que fizemos, os anúncios eram a solução que daria mais retorno e certamente dão. Outras redes também permitem anúncios e os destacam, o Instagram mesmo já testa esse modelo nos Estados Unidos. Não sabemos se dará certo, mas é preciso estar preparado para isso", conta Ariel Alexandre, Co-Fundador da AmoMuito.com, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A escolha por impulsionar, partir para publicidade ou mesmo não fazer nada disso é tomada após análises da empresa caso a caso. Se o objetivo é conseguir visibilidade para a agência, impulsionar uma publicação pode gerar mais curtidas. Se o foco está nas vendas, o anúncio também é recomendado. Optar por não gastar na rede social coloca o empresário em uma posição estacionária, em que ele falará apenas para quem já mantém uma relação mais próxima com a marca.

Retomar a intensidade de vendas como era há alguns anos será cada vez mais difícil às companhias que não apostarem pelo investimento, enquanto estiverem no Facebook. "Para quem pensa em começar a destinar uma verba, eu recomendo que estude muito o Facebook Ads. Ele é muito complexo, bem diferente do Google. Quem se empenhar em aprender vai conseguir vender muito bem, como nós vendemos hoje", afirma Ariel.

As publicações que aparecem nas timelines dos usuários, normalmente, são selecionadas com base em critérios de interesse comum ou de assuntos relevantes. Por outro lado, o próprio Facebook indica investir em anúncios. Uma porta-voz do Facebook disse à revista Time que, como em muitos meios, se as empresas desejam ter certeza que seus conteúdos serão vistos, a melhor estratégia é, e sempre foi, investir em anúncios pagos.

Leia também: O uso das redes sociais e ferramentas de análise entre as empresas. Pesquisa no Mundo do Marketing Inteligência.

Marca | Redes Sociais | Digital | Branding

Comentários


Publicidade

Voltar ao Topo

Copyright © 2006-2018.

Todos os direitos reservados.

Assine o Mundo do Marketing Inteligência

Copyright © 2006-2018. Todos os direitos reservados. Todo o conteúdo veiculado é de propriedade do portal www.mundodomarketing.com.br. É vetada a sua reprodução, total ou parcial sem a expressa autorização da administradora do portal.

Auditado por: Metricas Boss