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Flávio Maia: de capitão da Marinha a marqueteiro

O diretor de marketing do Bobs já deu uma volta ao mundo e navegou pela propaganda, Shell e Fórmula 1. Administrador, engenheiro e ex-capitão da Marinha, o executivo já foi publicitário, promotor de eventos, empres&aacut

Por | 03/04/2006

bruno@mundodomarketing.com.br

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Flávio Maia: de capitão da Marinha a marqueteiro

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

O currículo profissional do diretor de marketing e franquias do Bobs, Flávio Maia, é recheado de histórias que dão um livro e de muitas batalhas dignas de uma guerra. Administrador, engenheiro e ex-capitão da Marinha, o executivo já deu uma volta ao mundo, trabalhou em agências de publicidade, anunciantes, se lançou como promotor de eventos, empresário e sempre se preparou para comandar a tropa fazendo cursos de comunicação e marketing na Fundação Getúlio Vargas, Escola Superior de Propaganda e Marketing e PUC.

Até chegar ao posto que ocupa hoje na rede de fast-food e elevar o número de franquias de 170 para 478 lojas, Maia passou 15 anos prestando serviços militares. Ao sair da Marinha, trabalhou na Ogilvy do Rio de Janeiro de onde foi para o marketing da Shell. Da petrolífera, o executivo decidiu organizar um Campeonato de Carros de Turismo. Porém, a taxa de importação dos bólidos importados que compunham o grid subiu de 20 para 70% e inviabilizou o projeto. Mas nem por isso ele deixou as pistas. Foi convidado para ser empresário e levar um piloto brasileiro à Fórmula 1. Três anos depois, de volta ao Brasil, o executivo foi um dos responsáveis por montar o escritório da Y&R no Rio de Janeiro. Na Y&R, Flávio estava tentando conquistar a conta do Bobs quando foi fisgado para trabalhar na empresa como diretor de expansão.

O perfil profissional de Maia tem um traço marcante: a dedicação. Foi ela quem mudou o rumo da vida dele ainda na Marinha. "Teve um dia que caiu a ficha porque descobri que estava me preparando para algo que eu mesmo não queria que acontecesse, que era a guerra", lembra. "Quando você é militar você tem que se preparar para a guerra", explica ao Mundo do Marketing. A partir daí, o executivo começou a se dedicar a outras atividades que pudessem tirá-lo daquele mundo. Estudou marketing e foi parar na Ogilvy. Começou como trainee e chegou a diretor de contas.

Uma das contas que Maia atendia era a da Shell, que não demorou muito a lhe convidar para trabalhar no departamento de marketing. Na empresa, ele desenvolveu um programa de TV pioneiro para o caminhoneiro que ajudou a fortalecer e a consolidar a marca da Shell no Brasil. Depois, Flávio passou por outros setores da companhia até chegar ao projeto que patrocinava a equipe McLaren de Fórmula 1, escuderia pela qual o tricampeão mundial Ayrton Senna competia. Nesta nova área, o desafio de Maia era aproveitar o fato de trabalhar com a equipe campeã mundial, mas sem poder contar com a imagem de Senna. Mesmo assim, "Era uma coisa fantástica, extraordinária", relata.

"Tivemos a sorte ao nosso lado por trabalhar com uma equipe vencedora e aproveitamos todo o lado emocional que era o Ayrton dentro daquele carro. Fizemos marketing de relacionamento, levando o Senna ao HC da Shell a onde ele explica os detalhes do Grande Prêmio e premiava os vencedores das campanhas de vendas. E, no final de uma temporada, conseguimos fazer um filme com ele com autorização do Banco Nacional, que tinha exclusividade do uso de imagem do piloto no Brasil", afirma. Nesta época, o executivo também gerenciava o patrocínio automobilístico da Shell, o que lhe abriu diversas portas para a realização de um campeonato com carros de turismo.

Rumo à Fórmula 1
A competição acabou não indo para frente por conta do Governo que impôs uma série de restrições à importação naquela época e Maia ainda perdeu a oportunidade de assumir a direção de comunicação e marketing da Shell na Espanha e em Portugal. Porém, o executivo não ficou nem um dia sequer sem ter o que fazer. Recebeu um convite para ser empresário do piloto brasileiro Tarso Marques que competia na Fórmula 3000, na época, categoria de acesso à Fórmula 1 e que corria como preliminar da principal categoria do automobilismo mundial. "Nunca fui empresário de piloto. Não tinha a mínima noção. Mas analisei a proposta, montei um projeto e fomos em frente", afirma. Foi mais uma batalha que Maia enfrentou com honradez.


O executivo já acompanhou de perto o
circo da Fórmula 1 como empresário
do piloto brasileiro Tarso Marques

Aquele era um momento de baixa da Fórmula 1 no Brasil - dois anos após a morte de Senna, em 1996. A audiência da TV só fazia cair e as empresas pensavam duas vezes antes de patrocinar um piloto. "Era difícil você convencer um diretor de marketing a entrar com dinheiro para patrocinar os custos de uma Fórmula 1 que, na época, era de US$ 500 mil por corrida". Mesmo assim, Maia conseguiu levantar 70% dos custos que tinham sido arcados pelo pai do piloto. Na época, mesmo pilotando pela extinta Minardi, acostumada a formar a última fila do grid, o piloto de Maia se classificou em 14º e chamou a atenção de todo circo da Fórmula 1 no Grande Prêmio do Brasil. Mas, por inúmeros fatos que o executivo qualifica como pura falta de sorte, Tarso Marques deixou a competição três anos depois e o executivo voltou ao Brasil para trabalhar na Y&R como diretor de atendimento. "Tive a oportunidade de aprender muitas coisas. Fórmula 1 é business o tempo todo e você tem que se segurar porque sempre tem gente querendo te passar para trás", relata.

De volta ao Rio de Janeiro, Maia planejou uma ofensiva para conquistar a conta do Bobs, na época, presidida por Peter Vader, seu ex-chefe na Shell. "Até que um dia ele me chamou para conversar. Aí eu disse: ganhei a conta! Coloquei o champanhe na geladeira, mas o Peter falou que não era nada daquilo. Queria que eu fosse trabalhar com ele na área de franquia. Argumentei que não sabia nada de franquia, que nunca tinha trabalhado com aquilo e que entendia de fast-food porque estudei para poder ganhar a conta do Bobs", diz.

Mais uma vez, lá estava o capitão Flávio Maia a postos para mais uma batalha. O Bobs passava por um momento difícil, mas havia uma boa proposta de crescimento. "Peguei todo mundo, juntei e comecei a aprender com a empresa. Tenho uma equipe muito boa. O meu trabalho maior é conversar com as pessoas. Principalmente no campo. Tenho consciência de que tenho que prestar serviço às pessoas que estão na linha de frente", conta o executivo que reposicionou a empresa no mercado.

No dia-a-dia, Maia tem dois chapéus e se divide entre as áreas de expansão e franquia e a de marketing. "Me divirto e curto trabalhar todos os dias. Acordo e sinto prazer em vir trabalhar", admite o executivo que é adepto da gestão participativa. "Você não faz nada sozinho. Precisa estar junto da sua equipe, discutindo idéias, buscando consenso e indo para frente, sobretudo numa rede de franquias como a nossa. Procuro sempre conversar com os franqueados, discutindo, analisando, colocando para eles o que pretendemos fazer", diz. "Gosto de mesa redonda. O tempo todo estou trocando idéia com o pessoal de operações, suprimentos, os franqueados e por aí vai. Isso é fundamental em qualquer empresa que queira fazer um trabalho de resultado", aponta.

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