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A carência de inovação no Mercado Pet

Alimentação saudável e serviços que unam saúde e tecnologia são algumas lacunas do setor que os pet consumers mais sentem falta. Pesquisa avalia perfil de donos de cães

Por | 07/08/2017

priscilla@mundodomarketing.com.br

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Daniela Chammas Daud Malouf, Diretora Geral do Instituto QualiBestA máxima de que o cachorro é o melhor amigo do homem já não consegue mais descrever plenamente a relação dos humanos com seus animais de estimação. Mais do que companheiros fiéis, os pets são hoje vistos e tratados como verdadeiros integrantes das famílias, segundo o Estudo Pets feito pela QualiBest. A atenção com esse nicho vem aumentando consideravelmente, por parte dos donos, principalmente no que diz respeito a alimentação mais saudável para cães.

O reflexo do maior cuidado com os animais está no faturamento anual do setor, que teve um crescimento de 4,9% em 2016, fechando o ano com R$ 18,9 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Desse montante, 67,5% corresponde a alimentação, ponto que os respondentes da pesquisa QualiBest mais indicam sentir falta de inovações.

A venda de produtos sem corantes, conservantes e sabores artificiais foi um dos pontos abordados. "Hoje há uma preocupação maior com a saúde do animal de estimação, porque as pessoas se afeiçoaram mais e os tratam como filhos, então buscam alternativas mais saudáveis, assim como buscam para si. Essa questão é bastante frisada pelos pertencentes às classes A e B", conta Daniela Chammas Daud Malouf, Diretora Geral do Instituto QualiBest, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Pet Food
A pesquisa mostrou que 48% dos pets consumers são fiéis às marcas de ração, enquanto 24% variam dentre as que confiam. Já 17% revezam várias marcas, 7% compram as mais baratas e 4% gostam de comprar marcas novas no mercado. A casa de ração segue como local preferido de compra (52%), seguido do Pet Shop de bairro (37%) e Supermercado (36%). O alimento industrializado é o preferido dos brasileiros para cachorros - 38% buscam uma ração para o tipo específico de porte, 32% compram a versão comum e 27% adquirem a específica para raça.

Na contramão aparecem aqueles que consomem a mesma comida do dono e os que tem a comida especialmente preparada para eles com, 12% cada um. "A maior predominância dos que oferecem comida do dono ou feita em casa vem do nordeste. Não é uma questão de buscar a chamada alimentação verde, é algo de necessidade mesmo, já que os respondentes estão associados às classes C/D, mas isso pode acabar sendo fortalecido pela tendência mais saudável", afirma Daniela.

A questão da raça também vem impactando a forma de consumir ração, já que 41% dos respondentes possuem vira-latas, que não se encaixa em um tipo específico de ração. Além disso, é o que menos tem problemas de saúde - apenas 15% alegaram vir a precisar de cuidados veterinários com o cão. Esse tipo é o que mais consome ração a granel e chegam aos lares oriundos de adoção ou resgate direto da rua.

Serviços
Por outro lado, há um mercado voltado aos cães de raça que exigem muitos cuidados. Os Poodles, por exemplo, utilizam pelo menos cinco tipos diferentes de serviços em Pet Shop. Já o Labrador é o que mais recebe vacinação nas clínicas dentro da loja feita para eles. Entretanto, são versões mais propensas a doença. O Lhasa Apso, um dos mais vendidos em Pet Shop (26%), possuem histórico de dermatite e alergia cutânea, já o Poodle tem a genética da catarata.

Por esses motivos abre-se outra lacuna no mercado, carente de serviços de diversão e relaxamento, acompanhamento nutricional e exames de sangue, plano de saúde, consultoria veterinária e um cemitério parque, para ter onde enterrar o bichinho após a morte. "Há um interesse também por tecnologia voltada a esse nicho. Aplicativos que tirem dúvidas sobre tratamentos e elo direto com um profissional foram alguns pontos de necessidade. O que eles buscam pra si, também querem para o cachorro", afirma a Diretor Geral da QualiBest.

Do mesmo modo, como houve uma maior conscientização sobre adoção de animais, pode existir um impacto na venda de pets e aumento no de produtos, já que mesmo o cão sem raça definida recebe mimos do dono. "Apenas 21% pagaram para ter o animal que possuem, contra 73% que adotaram ou ganharam. Isso não significa que gastem menos no setor, mas o direcionamento da renda está indo para produtos e serviços", conclui Daniela.





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