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10 principais hábitos de consumo do brasileiro impactados pela crise

Entretenimento e beleza foram os que mais sofreram redução de gastos e frequência. Dados são da pesquisa “Como a crise afetou os hábitos de vida dos brasileiros”, da Opinion Box

Por | 11/10/2016

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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Felipe Schepers, COO da Opinion BoxOs gastos com entretenimento e cuidados com a estética foram os principais hábitos impactados pela crise econômica. Por conta da recessão, o brasileiro teve que rever suas despesas e criar novas maneiras de cuidar do corpo e se divertir. A ida a restaurantes, bares, boates e salão de beleza foram ficando para trás, já que a prioridade é pagar as contas mais urgentes como aluguel, água e luz. Mas não são apenas os gastos com lazer que estão encolhendo, 67% dos brasileiros estão cortando até no supermercado.

Os grandes projetos de vida também foram adiados. Planos como casamento, filhos, iniciar um novo curso ou realizar a viagem dos sonhos foram paralisados por sete em cada 10 brasileiros. As incertezas do futuro, provocadas pelo aumento do desemprego, estão deixando a população receosa e com medo de assumir riscos. Os dados fazem parte da pesquisa "Consumo x Crise: Como a crise afetou os hábitos de vida dos brasileiros", conduzida pela Opinion Box e realizada em parceria com o Mundo do Marketing.     

O levantamento ouviu moradores de todas as regiões do país, classe social e faixa etária e apesar de mostrar que o comportamento está mudando, ainda há muitas oportunidades. "Embora haja uma redução no consumo, as pessoas ainda continuam consumindo, o que abre uma oportunidade para as empresas. O importante é se diferenciar e se destacar diante da concorrência no meio da crise para o seu negócio ser escolhido pelo cliente. Os hábitos não irão desaparecer, o que acontece é um remanejamento e quem tiver um diferencial se manterá em um nível positivo e pode até crescer", comenta Felipe Schepers, COO da Opinion Box, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Veja os 10 hábitos que foram impactados com a crise.

1° Jantar fora
A ida a restaurantes foi o principal hábito impactado na vida do brasileiro por conta da recessão econômica. Sem dinheiro para os extras, o consumidor está encontrando novas maneiras para continuar se divertindo, mas com pouco dinheiro. Nos últimos 12 meses a atividade teve uma queda de 15 pontos percentuais, passando de 70% em 2015 para 55 em 2016. Entre aqueles que abriram mão, 58% foi em função da crise, outros 20% disseram que perderam o emprego. Dos que mantiveram o hábito, 58% estão gastando menos.

Algumas pessoas reduziram a frequência, outras estão aproveitando para experimentar novos restaurante e há ainda aqueles que diminuíram as saídas, mas quando saem para jantar querem ter a melhor experiência possível. "Em outra pesquisa, percebemos que aumentou o número de pedidos de delivery, pois com a crise, as pessoas deixaram de sair para jantar, mas continuam pedindo comida em casa. Isso mostra que um hábito impactado pela crise, não quer dizer necessariamente que aquele dinheiro está perdido, mas ele pode estar sendo usado em outra categoria que oferece alguma inovação ou condição melhor", pontua Schepers.

2° Ida ao salão de beleza
As mulheres estão readequando suas idas ao salão de beleza, como apontou o estudo "O consumo feminino em tempos de crise". Sem dinheiro para as visitas semanais, o jeito foi reduzir o número de serviços e a frequência. Este foi o segundo hábito mais impactado na rotina do brasileiro por conta da crise, segundo a pesquisa da Opinion Box. 

O item teve redução de 11 pontos percentuais se comparado o último ano e entre os que o mantiveram, quase a metade (49%) passou a gastar menos e 38% continuam gastando a mesma quantia. "As mulheres passaram a dividir os procedimentos, como fazer apenas o pé e não mais o pé e a mão e também estão experimentando outros profissionais. Por região e faixa etária, este item foi o que mais impactou os moradores da região Sul e consumidores acima de 60 anos", reforça o COO da Opinion Box.  

3° Ida a bares e boates
Assim como os restaurantes, a ida a bares e restaurantes também foi atingida. Com uma redução de frequência de 10 pontos percentuais entre 2015 e 2016, o item ficou entre os três mais impactados com a crise econômica. Quase a metade (47%) disse que a recessão foi o principal motivador. Entre os que continuam frequentando esses lugares, 53% afirmam que reduziram o gasto, o que gera um impacto direto no tíquete médio nas contas desses estabelecimentos.

Entre os mais impactados estão os consumidores entre 50 a 59 anos (67%), moradores da Região Norte (64%), pessoas da classe AB (61%) com 40 a 49 anos (61%). "Com mais frequência nos hábitos, o público AB também é o maior impactado na hora de cortes", explica o COO da Opinion Box e responsável pelo levantamento.

4° Ida ao cinema e teatro
Programas culturais, como ida ao teatro e cinema tiveram importante impacto no orçamento do brasileiro. Comparando este tipo de hábito no último ano, a queda é de 13 pontos percentuais. Quase metade (47%) dos que deixaram de ir a esses estabelecimentos o fez por conta da crise, seguido da perda de emprego (22%). Entre aqueles que mantiveram o hábito, 49% estão gastando menos e 13% um pouco mais.

Quase um terço dos respondentes (29%) não tinham o hábito nem antes e nem agora, 17% apenas antes e somente 4% começaram a desenvolvê-lo agora. Metade disse que mantém o hábito. Entre os mais afetados estão as pessoas dentre 50 a 59 (72%) e moradores da região Norte (60%). "Analisando todos os itens, este foi o que mais impactou os brasileiros entre 40 a 49 anos", acrescenta Schepers.

5° Procedimentos estéticos
Apesar de visto por muitos como algo supérfluo em tempos de crise, os procedimentos estéticos ficaram no meio da lista dos itens mais impactados pela recessão econômica.

O hábito teve queda de três pontos percentuais se comparado a 2015. Entre aqueles que não mantiveram o costume, a crise foi responsável pela maior parcela (56%), seguida de perda de emprego (13%), falta de tempo (10%). Já aqueles que continuam fazendo este tipo de tratamento, 46% passaram a gastar menos, 38% mantiveram o valor e 16% mantiveram o investimento.

Entre os mais impactados estão os consumidores entre 50 a 59 anos (78%), da região Norte (70%), das classes AB (65%) e 40 a 49 anos (60%) da Região Sudeste (59%). "Para as empresas deste segmento que atuam na Região Norte ou que tenham público da classe AB é o momento de pensar alternativas de como vender valor para não perder mais mercado", comenta Felipe Schepers.

6° Dar presentes
O hábito de agradar entes queridos com presentes continua entre os brasileiros. O costume teve queda de 12 pontos percentuais, entre 2015 e 2016, mas ainda continua alto, permanecendo com 70% das pessoas. Entre os que deixaram de gastar com isso, 69% afirmaram que o motivo foi a crise e 15% disseram que perderam o emprego. Os que permaneceram presenteando, a maioria passou a gastar menos (45%), seguido daqueles que mantiveram o gasto (43%). Apenas 12% disseram que estão gastando mais.

O mapa do hábito aponta que apenas 14% não presentavam e o fazem nem agora, 16% só o faziam antes e somente 4% passaram a dar presentes. A maioria (66%) mantiveram o hábito. Entre os mais afetados estão as pessoas entre 50 e 59 anos. "Esta é uma faixa bastante impactada pela crise econômica, pois muitos perderam o emprego por conta da recessão. Eles tiveram muitos hábitos modificados em função da nova realidade econômica", pondera.       

7° Atividade física paga
O cuidado com o bem-estar físico também foi impactado pela período de recessão. Na tentativa de economizar, os brasileiros estão abrindo mão da academia ou atividades físicas pagas. O hábito teve queda de 10 pontos percentuais de 2015 para 2016. Entre os que deixaram, a crise foi o principal motivo para 42% e 18% afirmaram que perderam o emprego. Já os que continuaram investindo neste item, 42% mantiveram os gastos e 41% estão gastando menos.

A redução de custos pode representar a busca por academias ou atividades mais baratas. "A crise abre possibilidades para o consumidor experimentar novas empresas, o que mostra que o cliente não é tão fiel assim quando ele precisa mexer no orçamento", pondera Schepers.   

8° Cursos extras
O sonho de cursar uma faculdade, pós-graduação ou cursos extras também está sendo colocado de lado, mas ainda tem uma certa prioridade na vida do brasileiro. Na escala dos 10 itens que foram impactados, o investimento em educação está na oitava posição. O índice teve queda de oito pontos percentuais se comparado os últimos 12 meses. Entre os que deixaram de investir, 43% afirmam que foi por conta da crise, 11% disseram que perderam o emprego, 24% estão sem tempo e 22% justificaram como outros motivos.

Já os que mantiveram, 51% estão gastando a mesma coisa e 34% passaram a gastar menos. Apenas 15% afirmaram que estão investindo mais neste setor. O mapeamento do hábito aponta que 43% não tinham o hábito e nem agora, 14% apenas antes e 6% apenas agora. Pouco mais de um terço (34%) permaneceram com o hábito. "Este dado traz um insight para as empresas de educação que podem oferecer cursos mais rápidos e mais baratos. Temos observado o crescimento de cursos à distância e webinars que possibilitam as pessoas a estudarem sem gastar muito ou gratuitamente", comenta.

9° Levar almoço de casa
Com redução de apenas três pontos percentuais, a crise não modificou muito o hábito de levar a refeição para o trabalho. Há um ano, o índice era de 51%, atualmente são 48%. Entre os que deixaram o hábito, um terço diz que perdeu o emprego e outros 30% declararam outros motivos. Já os que continuam levando a marmita, 62% disseram que mantiveram o gasto e 29% estão gastando menos.

O retrato deste hábito mostra que 40% dos entrevistados não tinham o costume de levar comida e continuam assim. Apenas 9% passaram a fazer agora e 12% só faziam antes, enquanto 39% mantiveram o hábito. Entre os mais afetados estão pessoas entre 50 a 59 anos (42%) e moradores da Região Norte (40%).    

10° Assistir à TV em casa
Com a grana curta e precisando abrir mão de passeios e saídas que gastem dinheiro, o brasileiro está fazendo da televisão sua grande aliada. O item foi o que teve menor índice no ranking dos hábitos mais impactados por conta da crise econômica, cerca de quatro pontos percentuais em um ano. "Como a queda não foi significativa, podemos afirmar que este hábito não foi alterado por conta da crise", afirma Felipe Schepers.

Dentre as poucas pessoas que afirmaram que deixaram de assistir TV, aberta ou fechada, 40% disse que foi por conta da crise e 25% afirmou não ter tempo. Já os que mantiveram o hábito afirmaram que os gastos permaneceram os mesmos e 20% reduziram este custo. Nenhum perfil teve destaque nesta categoria, ou seja, independe de classe social, faixa etária ou região onde mora.

Assista ao hangout com Felipe Schepers falando sobre os principais pontos da pesquisa "Consumo x Crise: Como a crise afetou os hábitos de vida dos brasileiros", conduzida pela Opinion Box e realizada em parceria com o Mundo do Marketing. Conteúdo exclusivo para assinantes.





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