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Geração 6.0: conheça 3 perfis atitudinais de quem tem tempo e dinheiro

Eles não querem ser tachados como idosos, pesquisam muito antes de comprar e são mais fiéis às marcas. Veja os detalhes sobre este público na pesquisa da Officina Sophia Retail

Por | 04/10/2016

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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Valéria Rodrigues, Diretora da Officina Sophia Retail e responsável pela pesquisa Geração 6.0Eles não querem tratamento diferenciado, boa parte está preocupada com a saúde, em curtir a vida e já enxergaram na internet um caminho rápido e simples de fazer suas compras. Assim é o brasileiro acima de 60 anos, que como boa parte da população exige atendimento de qualidade. Empoderados, em geral com renda estável e com mais tempo disponível, este público oferece grande potencial para o varejo, que precisa entender como se dá o processo de compra deste grupo.

Para conhecer as necessidades deste target e identificar o que ainda precisa ser melhorado, a Officina Sophia Retail realizou a pesquisa "Geração 6.0", em parceria com a eCGlobal. O levantamento online entrevistou pessoas acima de 60 anos e pertencentes das Classes A, B e C. A maior parte dos respondentes pertence à classe B (53%), seguido da C (28% e A (19%). A minoria mora sozinha (15%) e a maior parte mora somente companheiro(a) (56%), o restante (29%), ainda contam com os filhos em casa.  

Com projeção de aumentar 48% na próxima década, este público não pode ser desprezar por conta da sua importância econômica e de consumo. "A nova terceira idade não quer ser rotulada, quer ter acesso aos mesmos produtos e serviços que as pessoas mais jovens têm. Isso pede uma adaptação das empresas para atender essa demanda de uma forma mais simplificada. Eles não querem excursões para velhinhos, mas programar a própria viagem, por exemplo", explica Valéria Rodrigues, Diretora da Officina Sophia Retail e responsável pela pesquisa Geração 6.0, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Estrutura de gastos x perfil do idoso
Para entender melhor as características do brasileiro acima de 60 anos, os respondentes foram classificados em três perfis atitudinais: "Curtindo a Vida", "Levando a Vida" e "Deixando a Vida". O primeiro é formado por pessoas com autoestima estima elevada e configura o maior grupo, 72%. O segundo é composto por 25% dos respondentes que estão "dançando conforme a música" e que sempre foram pessoas mais acomodadas. O último e menor grupo (3%) é formado por pessoas que já perderam a esperança e que estão um pouco mais desanimadas e sem perspectivas.

Entre todos eles os gastos com supermercado (26%), moradia (24%) e saúde (18%) são os que mais impactam o orçamento. Entretanto, a maneira como levam suas rotinas impactam diretamente no consumo. Os que mais gastam com vestuário, tecnologia, lazer e empregados são os "Curtindo a Vida" - representam 34% das despesas. Os que mais gastam com supermercado são os idosos do grupo "Levando a Vida", que deixam 30% da receita nessas compras. Os mais desanimados, aqueles com perfil "Deixando a Vida", são os que menos gastam com roupas, destinam apenas 5% do orçamento.   

Apesar de terem hábitos de compras distintos, eles têm um ponto em comum independente do perfil atitudinal e da classe social: a preocupação com o futuro. "Mesmo entre as classes mais baixas, em que o orçamento tende a ser mais apertado, a pesquisa mostra que quase metade dos idosos sempre busca fazer investimentos ou guarda o dinheiro em poupança para possíveis necessidades", acrescenta Valéria.

Loja ideal
Com um pouco mais de tempo - mesmo que este seja ocupado por inúmeras atividades - o público mais velho enxerga a ida ao supermercado como um passeio (57%). Eles gostam de acompanhar as novidades e passam bastante tempo dentro das lojas, principalmente as mulheres (65%). Justamente por conta dessa característica eles pesquisam muito antes de comprar e estão atentos às promoções feitas pelas marcas preferidas (76%). Enganá-los é uma tarefa difícil, pois eles sabem exatamente o valor dos produtos e quando a oferta é real.

Preço baixo e fácil visualização das etiquetas ou nas gôndolas também são determinantes na escolha das lojas para os integrantes dos três perfis. Programas de fidelidade exclusivos e exposição ostensiva de itens adequados para a idade não estão entre as prioridades deste público. "Eles não querem aquilo que rotule como terceira idade, querem ter acesso a tudo aquilo que as outras pessoas têm. Não precisa ter um programa de fidelidade exclusivo para a idade. Na verdade, tem que atender às necessidades deles, mas sem rótulos", reforça Valéria.

Apesar de destinarem 18% do orçamento com saúde, que compreende convênio médico e remédios, a experiência em farmácia não é das melhores. Mais de 80% dos entrevistados disseram que a ida ao canal é uma obrigação e que a fazem da maneira mais rápida possível. "Essa terceira idade ainda não descobriu a farmácia como um lugar que valoriza questões de bem-estar e qualidade de vida. A percepção deles é que esse é o local onde se vai apenas para comprar remédios e não se dá ao prazer de olhar um creme, maquiagem ou outro produto funcional que melhore a própria disposição. Este é uma grande oportunidade a ser trabalhada pelo setor", sugere a Diretora da Officina Sophia Retail.

Experiência no mundo online
Enquanto em alguns canais a experiência precisa ser aprimorada, na Internet esse relacionamento está bastante promissor. Cada vez mais conectados, esse público já descobriu o e-commerce. Mais de 90% dos entrevistados já experimentaram a compra online e 74% pretendem utilizar o canal nos próximos três meses. "Isso significava que eles tiveram a experiência e a aprovaram. Agora, as empresas devem se preocupar uma melhor experiência, entregar uma melhor navegabilidade, simplificar os processos para facilitar a vida dessas pessoas", pontua Valéria.

Entre as principais categorias compradas pela internet estão os eletroeletrônicos e eletrodomésticos; roupas e acessórios, com destaque para o público feminino; livros, CD´s e DVD´s; medicamentos; viagens e artigos esportivos. Além disso, a Geração 6.0 já incorporou entre as atividades online a leitura de notícias, pesquisa de preços e interação nas redes sociais. O uso do canal para jogos online, como Candy Crush e Bingo, foi apontado com baixa adesão.

A forte presença no digital reforça uma das grandes qualidades desta geração, que é a capacidade de adaptação, que não deve ser subestimada. "Este público está conseguindo se adaptar com bastante facilidade ao meio online e aos poucos vai inserindo outras atividades neste ambiente. Claro que muitas vezes precisam de ajuda de filhos e netos, mas o que é muito marcante é que eles não se acomodaram. Eles buscam estar sempre por dentro do que está acontecendo", finaliza.

Veja a pesquisa completa "Geração 6.0", realizada pela Officina Sophia Retail, no Mundo do Marketing Inteligência.

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