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Metade dos brasileiros ainda não sabe o que é Economia Colaborativa

Entre os que conhecem, apenas ¼ já adquiriu produtos ou serviços provenientes desta modelo. Dado é da pesquisa “Consumo Consciente. Mudança de cultura ou efeito da crise?”, da REDS

Por | 26/09/2016

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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Karina Milaré, Diretora-presidente da REDSTroca de vestidos de festa entre amigas, empréstimo da panela grande para a vizinha preparar o almoço comemorativo, uso da furadeira do amigo. As práticas tão comuns na rotina do brasileiro mostram que o compartilhamento sempre fez parte da nossa sociedade. Apesar do hábito comum, totalmente alinhado à economia compartilhada, que questiona o capitalismo, quase a metade dos brasileiros (48%) ainda desconhece esse modelo disruptivo, que abre mão da propriedade em prol do uso.

O conceito é mais difundido entre os consumidores da classe A, pessoas mais jovens e aqueles perfil de consumo mais consciente. Em geral, o que todos têm em comum é a busca pela melhor relação entre custo e benefício na hora da compra. Os dados fazem parte da pesquisa "Consumo Consciente. Mudança de cultura ou efeito da crise?", realizada pela Research Designed For Strategy (REDS), que ouviu 1.025 pessoas, moradores de todas as regiões do país, das classes A, B e C, acima de 18 anos. Entre os respondentes, a maior parte é composta por jovens até 29 anos (51%) e pessoas da Classe C.

O período de recessão, que está impactando pessoas de todas as camadas, serviu para apresentar o modelo para boa parte da população. "A crise econômica impactou e deu um empurrão para que as pessoas experimentassem as empresas que fornecem este tipo de serviço. Depois que elas tiveram acesso, houve também uma maior conscientização em relação aos benefícios que este modelo pode trazer para a sociedade", explica Karina Milaré, Diretora-presidente da REDS, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Benefícios da economia compartilhada
Mais da metade dos entrevistados (52%) concorda totalmente que a economia compartilhada veio para ficar, pois a cultura do brasileiro está mudando e cada vez mais as pessoas vão aderi-la. Apenas 17% acreditam que o acesso a produtos e serviços por meio deste modelo é fruto da crise econômica e assim que ela acabar os consumidores a deixarão. A mudança de comportamento, apesar de ainda no começo, deve se consolidar, pois a prática conta com alto potencial de adesão e fidelização. Entre os que já usam a economia colaborativa, 90% disseram que continuarão a usá-la cada vez mais. E 73% daqueles que ainda não experimentaram, pretendem fazê-lo.

A percepção dos benefícios trazidos pelo novo modelo de consumo se dá de acordo com índice de consciência do consumidor, quanto mais escolarizado, maior tende a ser o nível de exigência e consciência. "Apesar de ainda termos muitos problemas com a educação, mais brasileiros tiveram acesso a universidades nos últimos anos. Além disso, a internet também ajuda a disseminar informações que levam a maior senso crítico", pondera Karina.

Os fatores positivos gerados por esta nova maneira de acessar produtos e serviços são reconhecidos por 80% dos que conhecem o modelo (52%). Entre eles são apontados fatores relacionados à sustentabilidade, como diminuição de resíduos e emissão de poluentes, e ainda a ganhos financeiros, como a possibilidade de oferecer renda extra, uma das promessas do Uber, por exemplo. O APP, inclusive, é uma das empresas que pratica e ajuda a difundir a economia colaborativa pelo mundo.

Pontos positivos e negativos
O consumo colaborativo conta com três pilares: Social, promovendo a integrando pessoas, Economia, por conta do compartilhamento de custos e Sustentabilidade, reduzindo resíduos ao otimiza o consumo. Apesar da prática ser baseada na troca, no compartilhamento, ela também movimenta muito dinheiro. Segundo projeções da consultoria PwC, esse novo modelo pode chegar a faturar cerca de US$ 335 bilhões até 2025, o que desafia as marcas a repensarem suas ofertas.

Quase a metade dos que que já ouviram falar sobre o assunto ainda tem uma percepção ruim sobre a prática. Entre os aspectos negativos apontados estão a falta de segurança e fiscalização, seria negativo para negócios e empresas, pouca divulgação e aceitação e baixa acessibilidade. "Aqui no Brasil as pessoas ainda têm muita desconfiança e dificuldade em emprestar seus carros, casas, pois há muita dúvida em relação a como eles serão usados. Além disso, falta regulamentação desses negócios. Ainda acompanhamos muita discussão em relação a impostos, por exemplos. As pessoas que ainda experimentaram tem um pouco mais de resistência", pondera a Diretora-presidente da REDS.

Acesse a pesquisa "Consumo Consciente. Mudança de cultura ou efeito da crise?", realizada pela REDS, no Mundo do Marketing Inteligência.

Leia mais sobre Economia Compartilhada, em estudo no Mundo do Marketing Inteligência. 

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