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Descurtir: consumidores estão deixando de seguir marcas

54% de internautas deixaram de acompanhar perfis de empresas por não encontrarem informação atraente. Falta de diálogo e percepção de retorno eficiente são motivações para unfollow

Por | 13/09/2016

priscilla@mundodomarketing.com.br

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Davi Bertoncello, CEO da Hello ResearchA presença das marcas nas redes sócias já é algo intrínseco. Se existe uma nova, que esteja ganhando a atenção dos usuários, certamente uma empresa estará lá para se comunicar com seu público. Mesmo com algumas bagagens de experiência, ainda são poucas que se dedicam a criar um conteúdo atraente e exclusivo, obedecendo as linguagens de cada meio. Esse é um dos motivo pelos quais os consumidores estão deixando de seguir esses perfis comerciais, já que não encontram algo interessante e que acrescente informação relevante.

Apesar do crescente número de usuários em redes como Facebook, Instagram, Twitter e Snapchat, 54% deles deixaram de acompanhar as publicações de lojas ou fabricantes de produtos e serviços, segundo dados da pesquisa Papo Social realizado pela Hello Research. Desse volume de descurtidas, 26% estão associados ao conteúdo irrelevante, enquanto 10% saem por não encontrarem promoções ou benefícios - ação que possui grande interesse dos Millenials. Os posts repetidos foram responsáveis pela evasão de 8% dos usuários de internet, o que mostra que as companhias vêm produzindo pouca novidade.

Ainda que haja diversas oportunidades de inovação, são poucas as marcas dispostas a criar um diálogo de maneira divertida e que gere retorno eficiente ao cliente. "A web permitiu que diferentes públicos se concentrassem nela. As empresas precisam entender como conversar com seu target, porque algumas demonstram querer falar para todos e, com isso, perdem audiência de quem poderia se engajar verdadeiramente. Hoje, apenas 27% das pessoas curtem uma página de um perfil comercial - isso mostra uma lacuna imensa de oportunidades perdidas", conta Davi Bertoncello, CEO da Hello Research.

Motivações
Os jovens são os mais abertos a acompanharem as postagens de marcas. O público de 16 a 24 anos é o que mais acessa, com 39%. Em seguida, aparecem o recorte de 25 a 34 anos (29%), 35 a 44 anos (21%), 45 a 59 anos (17%) e de 60 anos ou mais (16%). As classes sociais também foram analisadas: os pertencentes à A/B somam 33%, enquanto a DE ficam com 25%. A classe C totaliza 24% e é um dos que mais acompanham as empresas por causa do conteúdo - para eles, as novidades do mercado é o que os movem a acessarem as páginas comerciais.

Outra motivação é ficar por dentro das promoções - interesse apontado por mulheres jovens e da classe média. "Essas pessoas buscam algo que possa gerar um retorno para elas, como a possibilidade de ganhar um sorteio. Elas não querem simplesmente ser passivas nas publicações, querem algo com que possam interagir e sentir que fazem parte daquela fanpage", afirma Davi.

Para 29%, sendo eles a maior parte de homens das classes A/B, o interesse é em seguir instituições relacionadas ao setor em que trabalha. Já para 18%, incluindo todas as faixas etárias, o motivo de acompanhar a marca é porque percebem que dela combina com sua personalidade. Os jovens das classes D/E passam a curtir um perfil com o propósito de saber de vagas de trabalho, enquanto 9% seguem porque o conteúdo é engraçado.

Mesmo com motivos distintos, todos eles caem no mesmo funil: informação que agregue valor, fato que cada vez mais os afasta das redes sociais das companhias. "Cada vez mais será cobrado algo que não fale em vendas. Quando uma marca utiliza um meme, por exemplo, ela mostra ser mais humanizada. Por isso os internautas buscam perfis que sejam divertidos e falem de algo além de produto ou serviço", conta o CEO da Hello Research.

Felipe Iacocca, Sócio-Diretor da IWM AgencyUso de influenciadores
Na ausência de publicações que sejam atrativas vale recorrer a quem sabe fazer isso de maneira bem natural: os influenciadores digitais. Diversas marcas, de setores distintos vêm criando diálogos com esses jovens formadores de opinião. O que eles usam e são percebidos como verdadeiros acabam se tornando objetos de desejo. Por outro lado, quando a ação é entendida como publicidade o efeito é o contrário e o produto acaba ganhando rejeição.

Os blogueiros sabem falar de marcas de maneira que não soe como um catálogo de vendas, algo que comumente é visto nas páginas comerciais. "Se for feito um trabalho alinhado com alguém que tenha o perfil da marca, o retorno será muito positivo. O conteúdo pode ser gerado tanto para a página da loja ou dentro do que essa web celebridade usa. Tem que haver uma troca e gerar buzz. De nada adianta criar algo em que os comentários da Youtuber, por exemplo, serão "linda". É preciso fazer algo que acrescente na vida dos internautas ao ponto deles gerarem questões e sentirem que foi feito para eles", afirma Felipe Iacocca, Sócio-Diretor da IWM Agency, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As companhias devem atentar a três fatores ao criarem uma estratégia de Marketing que seja realmente efetiva para atrair e fidelizar estes seguidores/consumidores cada vez mais exigentes. "Seja autêntico, conte a verdade e procure um especialista, caso não saiba o que criar. Pense sempre no contexto e na narrativa. Não pense além do target, pense em valores e conceito. A empresa está criando conteúdo e ele tem que contar uma história por si só, não é um ambiente para ser tratado com publicidade - isso você faz em anúncio", pontua Felipe.

Veja a pesquisa completa produzida pela Hello Research no Mundo do Marketing Inteligêcia. Conteúdo exclusivo para assinantes.

 Veja o estudo "O potencial do mercado de Influenciadores Digitais".

Leia também: "11 passos para trabalhar com influenciadores digitais".

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