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Economia e compartilhamento entram para o repertório das crianças

Segunda reportagem sobre a pesquisa “A Voz das Crianças”, realizada pela Officina Sophia, mostra oportunidades para novos serviços financeiros e modernização das escolas

Por | 09/06/2016

renata.leite@mundodomarketing.com.br

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Já existe uma consciência de economia entre as crianças, segundo mostra a pesquisa "A Voz das Crianças", realizada pela Officina Sophia. A geração mais jovem, com idade entre sete anos e 12 anos, busca economizar o pouco de dinheiro que recebe dos pais para poder gastar em itens de valor mais elevado do que balas e lanches, como em um celular. As tecnologias mobile já estão inseridas no cotidiano delas. Tanto é que 62% das crianças com idades entre sete e 12 anos já contam com seu próprio celular, sendo que, delas, 36% já tiveram mais de dois aparelhos, como mostra a reportagem "Crianças estão hiperconectadas ao celular, aponta Officina Sophia".

O levantamento aponta ainda que, para 69% dos pequenos, os pais são os principais orientadores em relação ao uso do dinheiro e, mesmo se com frequência irregular, a maioria recebe quantias deles. Nestes casos, os gastos com lanches (52%), doces (51%) e comida (22%) predominam. Há também compra de roupas e calçados (26%), games (18%), cinema (14%) e crédito para celular (14%). Apenas 11% nunca recebem cédulas em mãos. O valor médio entregue aos pequenos é de R$ 24,50. Assim que o ganham, 63% guardam uma parte ou guardam tudo e apenas 37% gastam a totalidade.

O valor economizado vai para um cofrinho (68%) ou é entregue aos pais. Os 29% que marcaram essa segunda opção dizem que não sabem qual o destino das cédulas a partir de então. "Há aqui uma boa oportunidade para a área financeira desenvolver uma oferta voltada para a necessidade desse público, que economiza valores baixos e por pouco tempo", analisa, em entrevista ao Mundo do Marketing, Naira Maneo, Diretora da Officina Sophia e responsável pelo levantamento que foi apresentado no congresso da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep).

Turma colaborativa
Além dessa percepção, mesmo que embrionária, de economia - o que marca uma visão já mais consciente em relação ao dinheiro -, a pesquisa evidencia ainda uma intenção de colaborar com a família e com o social. As crianças manifestaram vontade de proteger os entes próximos e os grupos mais vulneráveis em diversos momentos. Quando questionados para que serve o dinheiro, 74% marcaram a opção "ajudar minha família"; 42%, "pagar minha escola"; 23%, para "ajudar os amigos". Apenas 8% disseram desconhecer a finalidade do dinheiro.

O desejo de colaborar com o entorno aparece também quando são perguntados sobre o que fariam caso ganhassem na loteria. Entre os entrevistados, 85% responderam que ajudariam a família e 24% ajudariam os amigos. Deles, 49% afirmaram que comprariam uma casa ou apartamento e 42% pagariam seus estudos. A maioria (87%) também doaria uma quantia para ajudar pessoas e animais em condições de vulnerabilidade: 56% marcaram que fariam doações para cuidar de crianças carentes; 46%, para cuidar dos animais; e 36% para cuidar de idosos.

Apenas 13% afirmaram que não doariam nada. "As crianças já manifestam preocupação com o social e o conceito de compartilhar já faz parte da essência deles. Como os adultos estão falando, hoje em dia, em economia compartilhada (https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/33336/economia-compartilhada-desafia-marcas-a-repensarem-ofertas.html), elas já estão sendo educados com essa visão. Parecem menos inclinadas ao egoísmo. Mesmo que esse discurso seja apenas uma reprodução do que os pais dizem, não importa. Os conceitos são bons e mostram que a semente está sendo plantada", opina Naira.

Diversidade
Também moldam essa personalidade e visão de mundo a convivência alta que têm com amigos diferentes de si mesmo. Quase a totalidade (97%) informou ter amigos de cores diferentes da deles; 75%, de classe social mais alta; 79%, de classe social mais baixa; e 53% com algum tipo de deficiência física. O núcleo familiar vem orientando também sobre questões relacionadas ao desperdício de água, energia e alimentos, enquanto a escola contribui com a preocupação em relação à degradação do meio ambiente e ao lixo.

A temática da diversidade de orientações sexuais, entretanto ainda é pouco falada por ambas as partes. Mesmo assim, as crianças demonstraram que têm acesso a esse tipo de informação. Provavelmente, esses dados vêm por meio de seus novos ídolos: os youtubers. As novas formas de os pequenos apreenderem o mundo, entretanto, ainda não é contemplada pela maioria das escolas. "As crianças não se veem mais em uma profissão só. Conseguem entender a complementaridade das atuações. A escola está muito longe de entender isso. Elas querem a prática, o discutir, o falar, em vez do modelo passivo de ouvir o professor", destaca Naira.

Economia Compartilhada, Officina Sophia, comportamento do consumidor, público infantil





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