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O artista Gilberto Strunck

Referência no Brasil quando o assunto é design, o sócio-diretor da Dia Comunicação e membro do Conselho Consultivo do Popai faz de tudo um pouco para as marcas venderem.

Por | 28/06/2007

bruno@mundodomarketing.com.br

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O artista Gilberto Strunck

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

 Ele desenha, planeja, cria, pinta, toca violão, faz Tai Chi Chuan, corre, planta árvores, dá aulas, escreve, compõe. Na foto ao lado, o nosso personagem está quase que disfarçado sem seus característicos óculos coloridos, mas ele é Gilberto Strunck, sócio-diretor da Dia Comunicação e membro do Conselho Consultivo do Popai Brasil. Ele faz de tudo um pouco, mas a sua principal dedicação e paixão é o design.

Já são 33 anos dedicados à arte de desenhar que virou referência no Brasil. Mas o design não se limita às retas, curvas e cores. Prova disso é que Strunck trabalha com branding, embalagem e ponto de venda. Na sua carteira há clientes como Coca-Cola, Petrobras, Revlon, L'Oréal, Banco Itaú, Santander, Ampla e Aliança Francesa. No Brasil, o empresário-artista é responsável por uma escola de pensamento que deu origem a quatro livros: Identidade Visual - a Direção do Olhar, Marca Registrada, Viver de Design e Como Criar Identidades Visuais para Marcas de Sucesso.

A incursão de Strunck neste mundo se deu ainda na faculdade. Ele se formou em Engenharia Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UFRJ -, fez até estágio na área, mas viu que esta não era a praia em que gostava de surfar. Conheceu o desenho e foi fazer design na Esdi - Escola Superior de Desenho Industrial - antes ainda de se formar engenheiro. Nesta época, ele se juntou com colegas de faculdade e já criava. Ora só para passar o tempo, ora para clientes que o deixaram conhecido pelo traço.

Um dos responsáveis pelas aventuras de Strunck foi um tio arquiteto que emprestava as salas de uma grande casa para os filhos de amigos desenvolverem suas habilidades. "Ficava cada um numa sala brincando de fazer design. Não tinha o que fazer e fomos fazendo projetos às vezes até para nós mesmos, de móveis", lembra o executivo, datando que foi nesta época que surgiu a Dia. Primeiro como Desenho Industrial e Arquitetura. "Era um sonho ainda de integrar arquitetura com o Design", conta. Depois virou Desenhistas Industriais Associados. "Nessa época a empresa era eu e eu porque todos foram se formando e indo para outras empresas e outras áreas". Mas a coisa foi indo, como ele mesmo diz, e hoje trabalham na Dia Comunicação 50 profissionais no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O tempo não pára
Se antes não tinha o que fazer, hoje é bem diferente. "Gosto de trabalhar, mas preferiria não trabalhar tanto. Há 30 anos eu tinha fim de semana, hoje fico respondendo e-mail, preparando palestra, trabalho e esperando no aeroporto", afirma Strunck, que tem mais preocupações. "Quando você trabalha numa empresa em que você é responsável por 50 pessoas, tem que entender que tem 50 famílias que estão dependendo daquilo. Aí você aprende que administrar pessoas não é uma tarefa fácil. E tem a parte financeira, da qual precisamos para funcionar bem. Isso, num mercado muito competitivo e que será ainda mais competitivo", ressalta.

Este verdadeiro guia da profissão
está na quinta edição 

O mundo realmente mudou. Há quase 15 anos, o mundo digital não estava impregnado em nossas vidas como hoje. Em função disto, a forma de trabalho de Strunck se alterou radicalmente. "Antigamente você apresentava uma idéia num raff, rabiscava duas ou três idéias, um esboço mesmo, algo como uma obra de arte, e o cliente tinha um certo pudor em mexer naquilo. Hoje a quantidade de idas e vindas é muito grande porque o cliente participa do processo", aponta. Mudou também o perfil dos interlocutores.

Com a chegada de novos e jovens profissionais no mercado, e principalmente em cargos de alta gerência, houve uma contribuição de muita estética e pouca semântica, segundo o designer. "São pessoas inteligentes, que tem uma formação acadêmica muito sólida, mas que ainda não tem os cabelos brancos. Vamos supor que eu tenho um problema de apendicite. Aí tem um jovem talentoso que acabou de fazer uma pós-graduação, mas ainda não fez nenhuma operação. E tem outro que ninguém sabe a escola em que ele se formou, mas que já fez 500 cirurgias daquela. Eu prefiro fazer com esse que já fez as cirurgias porque espera-se que ele não cometa erros", salienta.

E se um executivo comete um erro, a comunicação será falha. "Qualquer relação que nós como pessoas tenhamos com as marcas deve ser emocional. Quando é uma relação puramente comercial o vínculo é muito fraco e a fidelidade é muito baixa", acredita. "Não interessa você fazer uma coisa muito bonita, mas que não vai funcionar para o consumidor. Por isso, tem que entender o que vai funcionar na cabeça da pessoa, quais são os seus valores e o que vai encantá-la", ensina. Deve-se fazer o possível e o impossível para entender o seu cliente, e principalmente o público do seu cliente, e fazer algo que vai resultar em mais vendas", completa.

A boa estratégia
E como fazer isso hoje demanda muita inspiração e mais ainda transpiração, Gilberto Strunck tem uma fórmula infalível. Ele inventou o termo TBC, que significa tirar a bunda da cadeira. "Se começa um projeto e não teve o TBC não adianta nem falar comigo como está o andamento, pois a possibilidade de erro é gigantesca. Com a Internet é muito fácil ficar baixando informações, mas nada substitui você ir para a rua, conversar com gente e observar o que está acontecendo porque esta experiência é muito rica, é colorida, tem sabor, cheiro, som e luz", garante.

E ninguém como o próprio Strunck para aplicar esta tese de maneira nevrálgica. "O meu dia-a-dia na agência é uma coisa meio de maluco. Acordo cinco horas da manhã, vou fazer Tai Chi Chuan, depois faço musculação, depois corro e vou trabalhar", diz. "Fico um dia e meio dando aula (na Escola de Belas Artes da UFRJ), mais dois dias em São Paulo e sobra um dia e meio para ficar no Rio, mas ganho o dia quando reencontro um ex-aluno que hoje tem a sua agência, pessoas que tiveram aqui que estão bem no mercado, que se conheceram aqui e que até se casaram", conta.

Além de ser daqueles professores que não dá nota 10, Strunck gosta de observar. Quando sobe a Serra, fica contemplando a paisagem e faz jardinagem. Quando está nas metrópoles, seu passatempo é ver como as pessoas compram. Do ponto de vista capitalista, ele é um consumidor em potencial. "Gosto de fazer compras e gosto de marcas. Gosto de entrar nas lojas e conversar com as pessoas, saber o que compram, o que não compram e porque não compram, pois você aprende muito", atesta. Sobre o futuro de quem já fez muita coisa? "Sou uma pessoa esforçada, produtiva, que teve sorte e que ainda tem muita coisa para fazer".

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