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Shoppings vendem mais do que produtos

Oferecer serviços amplia número de consumidores e faturamento

Por | 02/10/2009

sylvia@mundodomarketing.com.br

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Shoppings vendem mais do que produtosPassar um dia inteiro em um shopping com a sensação de que gastou apenas algumas horas é cada vez mais comum para o consumidor. O mix de produtos e de atrativos oferecidos pelas empresas é ampliado na mesma proporção em que o fluxo de pessoas circulando pelo espaço aumenta. Muito mais do que grandes centros de compras, os shoppings se consolidaram como espaços para resolver a vida das pessoas. Hoje, além dos produtos e serviços convencionais, os empreendimentos aparecem como um aglomerado de soluções para necessidades e desejos de consumidores.

De agências bancárias a quiosques que fazem massagem, passando por academias, salões de beleza, correios, pet shops, conserto de roupas, lavagem de carros e uma infinidade de serviços, os shoppings buscam oferecer tudo o que o cliente precisa para que ele passe o maior tempo possível no estabelecimento. É o caso de empreendimentos como o Riosul, que tem mais de 25 serviços, o NorteShopping e o Botafogo Praia Shopping, no Rio de Janeiro, o Plaza Shopping, em Niterói, e o Morumbi Shopping, em São Paulo, só para citar alguns.

Atualmente, o Brasil possui 385 shoppings - 213 apenas na região Sudeste - onde circulam 325 milhões de pessoas por mês, de acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Ainda para este ano, a expectativa é de que sejam inaugurados mais 17. Em 2008, o faturamento do setor foi de R$ 64,6 bilhões, o que representou um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. O segmento é ainda responsável por 18,3% do varejo nacional.

Shoppings vendem mais do que produtosMorumbi: Completo como São Paulo
Reunir serviços em um mesmo espaço é um diferencial. Tanto que o Morumbi Shopping explora isso em seu slogan "Completo como São Paulo". O shopping é uma cidade e como tal precisa prestar bons serviços aos cidadãos. "Um centro de compras, além de oferecer um ótimo mix, deve se preocupar em ter operações que possam resolver a maioria das necessidades do dia-a-dia. Com o crescimento das cidades e a dificuldade de deslocamento nos grandes centros, o shopping passa a ser o lugar onde praticamente tudo pode ser resolvido", explica Kátia Ardito, Gerente de Marketing do Morumbi Shopping, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Não são só os consumidores que ganham com o grande número de serviços em shoppings. As empresas que prestam serviços conseguem dar maior visibilidade as suas marcas em um espaço visitado por pessoas de todos os perfis, enquanto o shopping vê um aumento do fluxo de visitantes. "Quanto mais serviços o shopping tem, mais o cliente ganha comodidade e mais aumenta o fluxo de pessoas. Um exemplo disso são as salas de cinema", conta Afranio Camara (foto), Gerente de Relacionamento do Botafogo Praia Shopping.

Shoppings vendem mais do que produtosOs serviços já estão tão integrados aos centros de compras que é difícil mensurar qual a participação do público neste segmento. De acordo com os responsáveis pelos shoppings ouvidos pelo Mundo do Marketing, de uma maneira geral, as mesmas pessoas que compram produtos consomem também serviços. São aquelas que vão ao cinema, aos restaurantes, fazem compras, utilizam os serviços dos salões de beleza, o estacionamento, consertam roupas adquiridas no próprio shopping, entre outros.

Juan Dubini, Gerente de Marketing do Plaza Shopping de Niterói, ainda aponta outra vantagem para os próprios lojistas e funcionários dos empreendimentos. "Os serviços têm importância também para quem trabalha no shopping e tem a oportunidade de resolver inúmeras questões no próprio ambiente de trabalho", afirma, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Grandes centros precisam de shoppings que ofereçam serviços
Em grandes centros, a união de vários serviços em um mesmo espaço é essencial para facilitar a vida do consumidor. "Em São Paulo, é quase uma necessidade estar no shopping. Especialmente pela questão do conforto do estacionamento e por possibilitar que as pessoas resolvam suas vidas em um só lugar", diz Henrique Netto Silva, Gerente de Marketing da rede de academias A! Body Tech, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Shoppings vendem mais do que produtosAtualmente, a A! Body Tech possui 19 unidades espalhadas por Brasília, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas. Dessas, sete estão localizadas em shoppings. O espaço nos empreendimentos permitiu que a rede investisse em um tipo de academia diferente das de rua: a club. São academias que oferecem uma infraestrutura maior, que se aproxima do conceito de clube. É o caso da unidade do Norte Shopping, segunda maior da rede, que possui três andares e, além de todas as funcionalidades de uma academia normal, tem modalidades esportivas.

Além da A! Body Tech, o NorteShopping conta com uma gama de serviços para todos os gostos e necessidades. A localização do centro comercial, no bairro de Cachambi, permite que vários outros bairros adjacentes sejam atendidos. No local, os clientes encontram centros de depilação, consultórios médicos, Detran, caixas eletrônicos, Loteria, Correios, Ministério do Trabalho e Secretaria Municipal de Fazenda, além do supermercado Carrefour, dos salões de beleza Werner e Walter´s Coiffeur, da locadora Blockbuster, da Universidade Estácio de Sá, do colégio CEL e do curso Aliança Francesa, entre outros.

Crescimento de serviços é uma tendência
Para Maria Fernanda De Paoli, Gerente de Marketing do Norte Shopping, há uma tendência cada vez maior para que o consumidor realize várias tarefas em um mesmo lugar. "Acredito que as pessoas queiram fazer o máximo possível dentro de um mesmo lugar. No NorteShopping, por exemplo, elas podem alugar DVD, malhar, fazer compras no supermercado, ir a agências bancárias e a salões de beleza, permitindo uma otimização do tempo, praticidade e comodidade", conta ao site.

O Botafogo Praia Shopping, também aposta nos shoppings como extensões das casas dos consumidores. "A segurança, o conforto e a praticidade encontradas nos shoppings fazem com que eles se tornem cada vez mais centros de consumo. Mas o Brasil ainda tem muito que percorrer comparado a mercados mais maduros, como os Estados Unidos, que possuem um número infinitamente maior de shoppings", diz Camara, Gerente do shopping. Os Estados Unidos contam hoje com 103.000 shopping centers (de todos os tamanhos), segundo dados do Internet Council of Shopping Centers. O contraste entre os números do mercado norte-americano e do brasileiro são o maior indicativo de que o setor ainda tem muito espaço para crescer.

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*atualizado às 11h45 do mesmo dia

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