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Dia do Orgulho LGBTQIA+: sua empresa tem tudo a ver com a data

Seja na publicidade, oferta de produtos e serviços e em empregabilidade para pessoas LGBT, marcas ainda estão muito longe do que o público espera. Entenda comportamento, dores e oportunidades

Por Redação - 28/06/2021

Junho é o mês do Orgulho LGBTQIA+ e muitas marcas já anunciaram suas ações de apoio a causa que busca pedir maior diversidade nas campanhas, empresas e, principalmente, o fim da homofobia. Desde maio, por causa do Dia Internacional Contra a Homofobia (17 de maio), as agências e empresas já estavam atentas às comunicações sobre o tema. Apesar de muitas marcas se posicionarem, ainda há muito o que ser feito.

A diversidade é aceita pela grande maioria da população, mas ainda é preciso transpor o discurso para maior representatividade dos públicos em todos os âmbitos, sejam sociais ou profissionais. Um estudo da Oldiversity mostrou que 77% dos entrevistados declaram aceitar a diversidade, 70% acreditam que as empresas e marcas devam integrar o tema diversidade e 54% dos entrevistados acreditam que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante.

Mas o público LGBTQIA+ deseja maior participação no mercado de trabalho, segundo os dados da pesquisa, 75% dos entrevistados apontam que as empresas têm preconceito em contratar um profissional LGBTQIA+. 68% dos entrevistados declaram que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante à diversidade e que 72% dos entrevistados gostariam de ver mais propagandas com elementos de diversidade. Algumas empresas já despertaram para este cenário e há tempos vem investindo em elementos e mensagens para o público LGBTQIA+. 

Para Edmar Bulla, CEO da Croma, as empresas estão muito longe do que o público espera, seja na publicidade, oferta de produtos e serviços e em empregabilidade para pessoas LGBTQIA+, longevos e pretos.

Veja neste material as principais ações e dados sobre esse consumidor.

Pesquisa

A preocupação em criar um ambiente de trabalho diverso e inclusivo está ganhando cada vez mais força no mundo corporativo. Há anos este tema é abordado, inclusive com datas que ressaltam essa importância, como o Dia do Orgulho LGBTQIA+, que é celebrado em 28 de junho. Mesmo assim, ainda existem fortes barreiras a serem quebradas – afinal, não basta estabelecer políticas de incentivo à contratação desses profissionais, sem a preocupação em transformar o dia a dia da organização.

Infelizmente, os desafios encontrados por esse público no mercado de trabalho ainda não são enormes. Em uma pesquisa feita pela consultoria de engajamento Santo Caos, 61% dos profissionais LGBTQIA+ brasileiros entrevistados disseram que escondem sua orientação sexual em suas empresas. Para piorar, 41% dos gays afirmam terem sofrido discriminação em seu ambiente de trabalho por sua identidade de gênero.

A falta de conscientização da importância da inclusão em um ambiente de trabalho pode ser fator determinante para uma péssima imagem da empresa – não somente perante os concorrentes, mas principalmente para os clientes. Os novos consumidores prezam e dão preferência por organizações diversas, que se preocupam em incentivar a vinda desses profissionais e em estimular uma cultura de respeito entre todos.

Para Camila Paiva, Gerente de RH da Pontaltech, e Jonathan Franklin, especialista em Gente e Gestão da Pontaltech, - que levantaram os pontos desse tópico - ser uma empresa diversa não significa somente contratar profissionais LGBTQIA+, mas sim respirar isso todos os dias. Não adianta colocar um logo colorido nas redes sociais, se a cultura não for algo real na empresa. “Vivemos em um mundo que preza por um equilíbrio e, para isso, não temos que trabalhar com igualdade, mas sim com equidade – reconhecendo essas diferenças entre cada pessoa e lutando para que todos tenham as mesmas condições e oportunidades”, escreveram em um artigo.

Para aqueles que ainda não encontraram o melhor caminho para iniciar essa jornada de inclusão, existem diversas plataformas online e ONGs que podem ser excelentes parceiros na atração desses talentos. Mas é preciso se atentar para desenvolver essas ações continuamente, e não apenas em casos pontuais.

Comportamento do Consumidor

O levantamento “Comunidade LGBTQIA+: o que está em foco?”, feito pela Nielsen Brasil em parceria com a Toluna, mostrou que a comunidade LGBTQIA+ está mais conectada e consome avidamente o conteúdo das plataformas de streaming de vídeo. Além disso, é a maior consumidora de produtos que defendem a causa. 

A pesquisa mostrou que 81% dos respondentes consomem streaming de vídeo com alta frequência semanal, com a maior presença em todas as plataformas, com preferência para o YouTube, seguido pela Netflix e Amazon Prime Video. No que diz respeito à conexão, é o grupo mais conectado à internet – mais de nove horas por semana – e, para isso, recorre mais aos smartphones, seguidos por notebooks. 

Grande parte da conexão realizada após às 22h é para acompanhar as notícias por meio de sites ou aplicativos e realizar compras online – atividades apontadas como as principais entre os que não participam da comunidade. Sobre a percepção acerca da publicidade de causa, uma parcela (27%) afirma não se lembrar de campanhas voltadas para o movimento. Outra parte desse público, a maioria, acredita que se tratam de campanhas divulgando o movimento com base nos interesses da própria empresa.

Ao ver uma propaganda na televisão ou na internet, 52% dos respondentes LGBTQIA+ afirmaram se sentir representados. O tipo de representação, por sua vez, fica mais concentrado no que é comum, ou seja, as pessoas que estão fora dos padrões de peso, portadoras de deficiência ou as que se declararam amarelas não se sentem representadas na publicidade voltada à causa LGBTQIA+.

Quando perguntados se compram produtos de marcas que apostam na causa, a maioria do público que faz parte do movimento (72%) afirma que sim. Em contrapartida, 33% dos que não pertencem à comunidade disseram não comprar. Ao todo, foram entrevistadas 1.455 pessoas na semana de 18 de maio, sendo que 15% se identificaram como membros da comunidade LGBTQIA+. Trata-se de uma população jovem, entre 24 e 35 anos, em que 49% se identificaram como brancos, 13% como negros e 33% são pardos. A maioria, 42%, estão na região Sudeste e 23% no Nordeste. 

As dores 

O público LGBTQIA+ ainda sofre preconceito por sua orientação sexual e acredita que o atual governo influencia o aumento dele: 73% dos LGBT+ entrevistados dizem que o governo influenciou no aumento do preconceito de gênero ou orientação sexual, ou seja, sete em cada dez brasileiros LGBT+ afirmam que o atual governo influenciou negativamente a diversidade e 53% já sofreram algum tipo de discriminação pela sua orientação sexual.

Uma pesquisa do coletivo #VoteLGBT mostra que 28% dos LGBT+ relataram já ter recebido algum diagnóstico de depressão – o número para a população em geral fica em torno de 6%. É por isso que os cuidados com a saúde mental não podem ser deixados de lado – e, hoje, há até uma plataforma on-line especializada no acolhimento e atendimento psicológico LGBT+ - o projeto Acolhe LGBT+.

De acordo com a organização Coqual, em 2016, cerca de 40% dos profissionais LGBT+ já sofreram algum tipo de discriminação no trabalho por conta da sexualidade ou identidade de gênero no país. Desde a piada homofóbica “inofensiva” até a dificuldade de se manter empregado.

Um estudo recente da UFMG e da Unicamp mostrou que 21,6% dos LGBTs entrevistados estão desempregados (de acordo com o IBGE, o índice total no Brasil é de 12,2%). Para transexuais e travestis, as oportunidades e no mercado de trabalho são ainda mais precárias, e cerca de 90% das travestis no Brasil sobrevivem da prostituição.

Não por acaso, segundo dados da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) da Prefeitura de São Paulo, 5,3% e 8,9% do total da população em situação de rua em São Paulo pertencem à comunidade LGBT+. Ou seja, a qualificação e a inclusão profissional dessas pessoas são mais do que necessárias.

Relatório divulgado no ano passado pelo Grupo Gay da Bahia informa que 329 LGBTQIA+ tiveram morte violenta no Brasil, em 2019. Foram 297 homicídios e 32 suicídios - isso equivale a uma morte a cada 26 horas. É importante lembrar a subnotificação e ausência de dados governamentais.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a crise global causada pelo novo coronavírus “está exacerbando as dificuldades da população LGBTQIA+, que muitas vezes encontra discriminação e estigmatização ao buscar serviços de saúde, e é mais vulnerável à violência e outras violações dos direitos humanos”.

Em 2013: Parada Gay tenta patrocínio de Coca-Cola, Ambev e Nestlé sem sucesso

Agências

Trazendo a empregabilidade LGBTI+ como ponto principal da conversa, o projeto Meu Melhor Defeito, do coletivo Papel & Caneta, retorna após três anos e lança filme que questiona metas e pressiona o mercado para aumento de contratações de pessoas LGBTI+. A iniciativa vem após a mobilização popular e de agências contra o PL504/2020, no final de abril. 

O projeto de lei que proibia pessoas LGBTQIA+ em propagandas infantis voltou às comissões para ser reavaliado e efetivamente alterado, retirando o caráter discriminatório. Com isso - mesmo que por um lado o mercado publicitário tenha celebrado essa conquista - três grandes problemas foram expostos: a falta de pessoas LGBTI+ dentro das agências, a ausência de dados atualizados, além de práticas bem definidas para mudar a situação.

Nessa nova fase, o Meu Melhor Defeito traz como voz principal All Ice, cantor, MC e articulador cultural de 23 anos que já fez parte do TransMercado, programa educacional de desenvolvimento profissional para a comunidade trans. O projeto, que é desdobrado em filme de dois minutos no IGTV e sequência de posts no Instagram, foi criado de forma independente e colaborativa ao longo de duas semanas por profissionais de diferentes agências.

"Por mais que a movimentação das agências contra o PL504 tenha sido super importante e necessária, não dá para aceitar que tudo acabe em um post no Instagram ou Linkedin. Isso só cria uma ilusão de que tudo está mudando", afirma André Chaves, idealizador do Papel & Caneta.

De acordo com pesquisa da Coqual.org realizada globalmente em 2016, 33% das empresas brasileiras não contratariam pessoas LGBTI+ para cargos de chefia. "O que precisamos é que as agências aceitem o lugar de desconforto, abram dados e estruturem metas de empregabilidade para que deixem de ser parte do problema - ou que continuem sendo parte da solução. Como lésbica e líder, pergunto: quais agências e lideranças vão se aliar de verdade pra mudar esse número?", comenta Gabriela Rodrigues, Líder de Estratégia e Cultura da SOKO e co-criadora do projeto. 

Na primeira fase do Melhor Melhor Defeito, que foi ao ar em junho de 2018, o projeto lançou um vídeo-manifesto de quatro minutos que acabou sendo exibido em Cannes e reuniu 31 depoimentos de profissionais do mercado para falar sobre temas como machismo, sexismo, assédio, maternidade, gordofobia, etarismo e racismo.

Startups

O setor de startups, tão associado à inovação, tem um longo caminho a seguir nessa questão. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Startups no ano passado, com mais de 5 mil empresas associadas, identificou uma baixíssima diversidade no segmento. O mapeamento aponta que os homens são maioria entre os fundadores de startups no Brasil (59,2% do total), enquanto as mulheres respondem por 12,6%. E nas startups em que há mais de um fundador, a presença feminina é maioria em apenas 2,4% delas.  

Na divisão por etnia, a maioria se autodeclara branca (64,8%), seguida pelos pardos (22,7%) e negros (5,8%). Quanto à orientação sexual, 92,3% se declaram heterossexuais, 3,9% são homossexuais e 1,5% são bissexuais. Os dados sobre presença feminina nos demais cargos das equipes também surpreendem, negativamente: 26,5% das startups não têm sequer uma mulher no time, enquanto que apenas 15% têm metade do time composto por mulheres. 

Os transexuais também estão ausentes em 96,7% das empresas participantes do levantamento. Os negros, por sua vez, não são encontrados em 52,8% das empresas do setor e pessoas com deficiência também não estão bem representadas no ecossistema: menos de 6% das startups têm pelo menos uma pessoa com necessidades especiais.

Criada em 2019, a Finplace tem um programa para promover contratações de minorias e, a partir dos resultados de uma pesquisa de clima entre os colaboradores, fundou, em parceria com a área de Gente & Gestão, o Comitê de Empatia, que atua no sentido de implementar a cultura de diversidade em seus mais variados aspectos. Além disso, há também uma ouvidoria, que faz o acompanhamento de problemas que possam surgir relacionados a condutas inadequadas. A empresa possui cerca de 25% dos cargos representados por alguma minoria, e pretende chegar a 35% em um ano. 

Indústria de alcoólicos
Diversas marcas de bebidas alcóolicas apoiam a causa LGBTQIA+, sejam em produtos específicos, em doações ou campanhas de combate à homofobia. A Smirnoff Brasil aderiu ao movimento por meio do projeto #MulheresRevolucionárias. O projeto #MulheresRevolucionárias é composto por cinco ensaios fotográficos pilotados pela retratista carioca Julia Rodrigues, que tem se notabilizado pelos cliques via videochamada durante o período de distanciamento social imposto pela pandemia de Covid-19. 

Como parte das ações previstas, a Smirnoff também convida as pessoas LGBTQIA+ a fazer uma grande onda de autorretratos, postando selfies e marcando @Smirnoffbr no Instagram. As imagens serão divulgadas na página da marca. Para ajudar os participantes, a fotógrafa Julia Rodrigues preparou um tutorial com dicas para a criação de autorretratos.

Já a Amstel patrocinou a Live da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. O evento on-line, ocorrido no dia 6 de junho, teve oito horas de transmissão ao vivo e a presença de diversos artistas. A ação é um desdobramento da campanha “I Am What I Am” lançada por Amstel em maio, que conta as histórias e as trajetórias de grandes nomes como Pabllo Vittar, Mateus Carrilho, Marcela Mc Gowan, Heey Cat, Pepita, Bielo Pereira e Raphael Dumaresq.

Durante a transmissão, a marca disponibilizou um QR Code para venda, via Mercado Livre, do Pack Pride Amstel, com 12 latas de Amstel 350 ml e um par de meias pride exclusivo. 100% da renda arrecadada com essas vendas serão destinados às ONGs em prol da comunidade LGBTQIA+ apoiadas pela Associação da Parada de São Paulo. A marca também está programando algumas inserções com os artistas da campanha, onde eles contarão um pouco mais sobre suas histórias, destacando ainda os projetos apoiados na ação.

Lançada no início de maio em rede nacional, a campanha de Amstel toma como inspiração o sucesso “I Am What I am” da cantora norte-americana Gloria Gaynor, que significa “Eu sou o que sou” em português. O filme, produzido de maneira totalmente colaborativa com os artistas, apresenta histórias reais, em que os talentos contam o que são, celebrando o orgulho que sentem de suas trajetórias.

Além disso, a marca também busca reforçar seus valores de diversidade, liberdade e autenticidade, já que é uma cerveja puro malte nascida em Amsterdã, cidade conhecida por abraçar a diversidade e deixar as pessoas à vontade para serem quem elas são. Junto ao lançamento do filme, Amstel também assumiu o compromisso de destinar 10% da sua verba de mídia para iniciativas que apoiem e deem visibilidade para a comunidade LGBTQIA+. A campanha foi idealizada em parceria com a LAB WPP e com a PROS, agência de PR da marca.

Ainda na indústria de alcóolicos, a Beats trabalhou a ação de Dia dos Namorados com o público LGBT. Na noite do dia 12, a marca projetou fotos dos apaixonados em prédios na Rua Maria Eugênia, no Humaitá. A ação ocorreu simultaneamente nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Salvador.

Leia também: Sua marca é “cringe?”

Beleza
Cinco em cada dez pessoas que se identificam com a sigla LGBTQIA+ revelam que já precisaram mudar o estilo de cabelo devido a pressões sociais. O dado faz parte de pesquisa encomendada pelo site Tudo pra Cabelo, hub da Unilever sobre cabelos, para a empresa Opinion Box, no mês que é comemorado o Orgulho LGBTQIA+.

O cabelo geralmente é visto como uma forma de expressão da personalidade, mas as pessoas LGBTQIA+ revelam que primeiramente, por questões profissionais, o estilo desejado muitas vezes tem que ser evitado. A pesquisa revela que 28% delas afirma que sentia que precisava mudar o cabelo para serem aceitas nas empresas. 

Em segundo lugar, com 21%, apareceu a opinião de amigos ou colegas, os quais fizeram comentários sobre o cabelo. A pressão familiar também surgiu no mesmo nível, com 21% dos respondentes dizendo que a família havia feito comentários negativos sobre o estilo escolhido. 

Provavelmente, a busca por padrões influencia na escolha do cabelo mais usado no dia a dia. Para os respondentes do gênero masculino, o cabelo repartido de lado se despontou como o cabelo mais popular, sendo usado por 39% no dia a dia. Já para as mulheres o rabo de cavalo saiu na frente, mencionado por 30%. 

Porém, o estilo black power mostrou semelhança entre os gêneros feminino e masculino, mencionado por 12%, mostrando que hoje em dia cabelo cruza distinções de gênero. Aliás, black power é o cabelo mais usado pelos não bináries mencionado por 24%.   

A pesquisa detectou que a comunidade LGBTQIA+ também tem seus cabelos prediletos em eventos ou lugares específicos para o público. Por exemplo, quando perguntados se usam o cabelo de forma especial para essas ocasiões, 40% disseram que sim. O cabelo colorido ganha destaque, sendo mencionado por 18% dos respondentes. 

A Natura trabalha sua comunicação na diversidade e está atenta às necessidades desse consumidor. A nova Coleção do Amor, de Natura Faces, foi lançada com seis novas cores do Batom Matte, que vem com cartucho estampado com a nova bandeira da causa LGBTQIA+. Os batons são genderless e multiuso, podendo ser usados como batom ou como blush. Junto à novidade, a marca que possui como identidade o respeito e o suporte da diversidade e da visibilidade para todas as pessoas da comunidade LGBTQIA+ desde 2017, apresenta seu posicionamento “Orgulho de ser quem você é” e campanha em apoio à causa. 

A linha Natura Faces, que faz um convite para que a comunidade LGBTQIA+ (re)conheça sua própria revolução e garra nas pequenas grandes atitudes que faz diariamente, lançou ainda um vídeo criado pela agência Africa nos canais digitais da marca. O filme leva a assinatura “Orgulho de ser quem você é” e convida o público para expandir sua visão sobre estereótipos criados pela sociedade.  

Para traduzir o posicionamento em situações cotidianas reais, uma série de cenas convida o público a pensar sobre determinadas figuras, como uma mãe, um empreendedor e uma biomédica. Logo em seguida, várias imagens ilustrativas, resultado de uma busca na internet a partir das palavras-chave, aparecem. Ao pedir ao público para que pense novamente sobre essas figuras, os filmes respondem mostrando pessoas reais como Ariane e Pâmela, mães de Fernando, o empreendedor Fel Lara e a biomédica Mariana Lacorte, todas as pessoas da comunidade LQBTQIA+. 

Além dos filmes, a campanha contempla forte ação no social, com peças para redes sociais como Instagram e desafios no TikTok, entre os nomes que participaram das iniciativas estão Gloria Groove, Igor Saringer, Mandy Candy, Bielo Pereira, Emerson Damascena, Maicon Santini e Spartakus.

Tecnologia

A Predator e Intel anunciaram que serão as patrocinadoras principais da edição 2021 da Pride Cup, campeonato de e-sports organizado pela Gamers Club e pensado especialmente para a comunidade de gamers brasileiros LGBTQIAP+. Nesta segunda edição, o evento, que foi pensado para reforçar a importância de questões como gênero, sexualidade e diversidade racial na comunidade gamer promete, mais uma vez, dar visibilidade às minorias e levantar questionamentos sobre respeito e igualdade durante torneios de três jogos de bastante sucesso no cenário – CS:GO, VALORANT e League of Legends. 

Entre nomes para a Pride Cup 2021 estão Olga Rodrigues, mulher trans e jogadora profissional de CS:GO pela Black Dragons, Atlanta que jogou profissionalmente de League of Legends pela Vivo Keyd, Sher, streamer mais conhecida por Transcurescer e a Drag gamer e streamer LolaDvil. O campeonato foi transmitido ao vivo nos canais da Gamers Club na Twitch nos dias 11, 13 e 18 de junho.

Já a Microsoft lançou a campanha #JuntosSomosMais, criada e desenvolvida por um dos grupos de colaboradores da Microsoft e voluntários dos pilares de Diversidade e Inclusão da empresa – GLEAM (Global LGBTQI+ Employee & Allies at Microsoft). A campanha, que contempla ações internas e externas, visa incentivar colaboradores e sociedade a refletir sobre a diversidade e a importância do mês de orgulho, além de apoiar causas sociais e voluntariado.

Dentre as ações, está o lançamento de um vídeo manifesto com o mesmo título da campanha, que reúne colaboradores da Microsoft e integrantes do GLEAM declamando o poema-cordel "Identidade de Gênero”, de Bráulio Bessa, em apoio a comunidade LGBTQI+. Além disso, a campanha também inclui o patrocínio da Corrida Virtual do Orgulho LGBT+, promovida pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e organizada pela Fuse Eventos Esportivos. 

O evento esportivo será realizado em prol da Rede Parada pela Solidariedade, uma iniciativa da APOLGBT SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), que tem como objetivo ajudar outras entidades, ONGs e coletivos que trabalham com o público LGBT+ e contribuir com instituições ligadas à causa e que atendem pessoas desta comunidade que se encontram em situação de vulnerabilidade diante da crise causada pela pandemia do COVID-19.

A iniciativa #JuntosSomosMais também encabeça uma campanha de doações de cestas básicas pela Microsoft, via GLEAM, para a Associação da Parada do orgulho LGBT de São Paulo, que será revertida para a Rede Parada pela Solidariedade. A companhia também está incentivando seus colaboradores em campanhas internas para doações monetárias à Associação ou para algumas das ONGs sugeridas e estimulando a doação de sangue aos hemocentros de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.  

Recentemente a empresa lançou globalmente o Self-Identification (Self-ID), um processo voluntário e confidencial no qual seus colaboradores têm a oportunidade de compartilhar mais informação sobre sua autoidentificação. Com o Self-ID, cada um poderá fazer sua identificação como: Pessoa com Deficiência (por tipo de deficiência), Orientação Sexual, Identidade de Gênero e/ou Transgênero, Raça e outras opções. Desde 2018, a Microsoft faz parte da Associação do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, além de apoiar a ONG Transconvida na capacitação de pessoas Trans.

Já a TIM, criou um aplicativo que alerta os usuários sobre o uso de palavras e expressões discriminatórias em seu dia a dia e explica a origem e sugere substituições. O Teclado Consciente TIM, foi atualizado com a inclusão de termos LGBTfóbicos, como parte das iniciativas da operadora para o Mês do Orgulho LGBT.

A ferramenta foi lançada em novembro de 2020 com alertas sobre expressões com conotações racistas, como “denegrir”, “lista negra” ou “cor do pecado”. Na nova versão – disponível gratuitamente para smartphones com sistemas operacionais iOS e Android – foram inseridas mais 500 palavras e frases LGBTfóbicas, aproximadamente. São exemplos “sapatão”, “baitola” e “traveco”, utilizadas de forma pejorativa para se referir a pessoas LGBTI+. O app foi criado para a TIM pela BETC HAVAS em parceria com a consultoria Vírgula.

Para usar o teclado, não precisa ser cliente da operadora. Basta baixar o app na App Store ou Google Play. A atualização é automática para quem já fez o download da primeira versão. A ferramenta fica visível somente quando o usuário digita seus textos em redes sociais ou aplicativos de comunicação, por exemplo, e destaca as palavras e expressões consideradas inadequadas. Ao clicar em cima desses termos, o Teclado Consciente TIM explica por que são considerados racistas e LGBTfóbicos e oferece opções para a sua substituição — tal como um corretor ortográfico social.

O lançamento da segunda versão do Teclado Consciente TIM e o patrocínio a #ParadaSPaoVivo, edição virtual da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, marcam o início das ações programadas pela TIM para junho, celebrando o Dia Internacional do Orgulho LGBT. As cores da bandeira LGBTI+ já estão na logomarca da operadora em diversos canais e em painéis digitais, cordões de crachá e sacolas nas lojas TIM. Estão previstas iniciativas voltadas para o público interno e sociedade, como uma campanha nas redes sociais com o mote “amor é amor de todas as formas”, desenvolvida pela BETC HAVAS, com a participação de personalidades e influenciadores que dialogam com o tema. 

No Mês do Orgulho, o Nubank vai além da bandeira do arco-íris para dar visibilidade a grupos da comunidade LGBTQIA+ em apoio à causa. Com doação de 100% do lucro obtido para a TODXS, organização sem fins lucrativos com projetos de inclusão social dessa parte da população, o banco digital disponibiliza – em edição limitada – porta-cartões e cadernos exclusivos com as cores de algumas das bandeiras LGBTQIA+.

 A comercialização desses produtos marca a estreia da Lojinha do Nu, loja virtual do maior banco digital independente do mundo, que irá concentrar a venda de itens exclusivos do Roxinho. Todo o lucro do e-commerce será convertido para projetos sociais ou entidades sem fins lucrativos parceiras de forma permanente, tendo na TODXS a primeira parceira beneficiada.

Em censo realizado junto aos funcionários anunciado em fevereiro, o Nubank registrou que cerca de 26% dos nubankers – como são chamados os funcionários da empresa – se autodeclararam/identificaram como parte da comunidade LGBTQIA+. Atualmente, o banco digital possui mais de 4,5 mil colaboradores.

Cada porta-cartão da coleção LGBTQIA+ é disponibilizado no valor de R$ 32,00, enquanto os cadernos a R$ 45,00. Na Lojinha do Nu, os clientes também encontram outros produtos já conhecidos, como o ursinho de pelúcia TED, lançado em 2019 – também em edição limitada e esgotado em 2 horas na ocasião –, e os clássicos porta-cartões roxinhos, frequentemente requisitados nas redes sociais.

O e-commerce do Nubank também oferece um kit promocional dos produtos LGBTQIA+ (porta-cartão e caderno) – à escolha do cliente e mediante disponibilidade de estoque – por R$ 65,00. Neste início de operação, enquanto os estoques dos produtos relacionados à causa LGBTQIA+ estiverem disponíveis, a TODXS será a entidade beneficiada com todo o provento gerado com a operação da loja virtual, incluindo as vendas dos outros produtos. A Lojinha do Nu, em breve, deverá ampliar o seu portfólio com outros produtos originais que refletem a identidade, propósitos e valores do banco digital, sempre com a doação do lucro para projetos ou organizações sem fins lucrativos parceiros.

Parada Virtual

A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo teve 11 milhões de espectadores únicos em 2020, 40% a mais do que o registrado em 2019. Só na última edição, o evento teve audiências relevantes nos Estados Unidos, Portugal, Argentina e mais 10 países além do Brasil. E o crescimento pode ser percebido dentro da própria transmissão: Em 2018, primeiro ano em que o evento na Avenida Paulista foi transmitido para todo o mundo, eram quatro apresentadores oficiais, e em 2021, foram 12 influenciadores, artistas e profissionais LGBT+ responsáveis pelos bate-papos e bastidores da Parada. 

A segunda edição virtual da Parada do Orgulho LGBT SP conta com apoio de onze marcas parceiras. O evento aconteceu 6 de junho com oito horas de transmissão ao vivo. A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), ONG responsável pela organização da marcha, traz na sua 25ª edição o tema HIV/Aids: Ame +, Cuide +, Viva +, que marca os 40 anos da descoberta da Aids. Em 2021, as marcas patrocinadoras da maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, que também estão abraçando o tema deste ano, são o Bradesco, Mercado Livre, Diageo, TIM, Burger King, AVON, DORITOS, Accor, Jean Paul Gaultier, British Council e AMSTEL.

A Parada SP ao Vivo acontece desde 2018 em parceria com o YouTube, plataforma por onde é possível assistir à live pelos canais da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), da Dia Estúdio e dos apresentadores. O canal GNT é parceiro de mídia do evento desde 2019 e também teve sua própria transmissão. A união de marcas em torno do tema HIV/Aids: Ame mais, Cuide mais, Viva mais, demonstra o quão poderosa e necessária é a mensagem que a Parada vai levar para uma audiência de milhões de pessoas. Veja abaixo o posicionamento das apoiadoras:

TIM: “Preparamos uma ampla campanha com o mote ‘amor é amor de todas as formas’ e destacando as diferentes possibilidades de ser quem cada um realmente é. Vamos incentivar o diálogo dentro e fora da empresa para que mais pessoas conheçam, entendam e combatam a LGBTfobia. A participação na Parada Virtual do Orgulho LGBT é um grande marco para o início das ações”, comenta a diretora de Advertising e Brand Management da TIM.  A empresa é responsável por trazer o show de encerramento da transmissão, com a drag queen mais famosa do mundo: “Estamos muito felizes de apoiar novamente o evento e, dessa vez, apresentando o show da Pabllo Vittar, um grande ícone do movimento LGBT+ e símbolo de resistência”, completa Ana Paula Castello Branco, Diretora de Advertising & Brand Management da TIM Brasil .

Bradesco: “O Bradesco vem buscando há alguns anos, com a plataforma #AliadosPeloRespeito, discutir, interna e externamente, causas relacionadas à equidade de gênero, etnias, pessoas com deficiência e o universo LGBTI+. Por isso, a parceria com a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo tem um significado grandioso - é o momento para celebrar a diversidade e reafirmar essa busca por inclusão. Pelo que o Bradesco é capaz de mover, como marca importante para a sociedade, é fundamental nos unirmos a este movimento para amplificar a pluralidade de vozes”, afirma o gerente de Redes Sociais do banco, Marcelo Salgado. O banco, que patrocina a transmissão da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo pelo segundo ano, mais uma vez estará no evento, trazendo o show da cantora baiana Majur, que lançou “Ojunifé”, seu primeiro álbum nas plataformas digitais, este ano.

Nessa mesma semana, o banco também lança seu novo filme sobre respeito e diversidade, com criadores que já produziram conteúdo para a empresa, cada um representando uma letra: L – youtuber Jéssica Tauane, G – tiktoker Vittor Fernando, B – youtuber Preta Araújo, T – artista e comunicador Ariel Nobre e I – apresentadora bigênero Bielo Pereira. A assinatura é “Respeitar o presente para transformar o futuro”.

Smirnoff: “Smirnoff é uma marca democrática, pra todes e que acredita na diversidade e inclusão. E é por isto que temos muito orgulho de estarmos presentes na parada LGBTQIA+. Um brinde ao amor, inclusão e ao respeito!” Paula Lopes, head de Marketing da DIAGEO.

Avon: “É muito especial para nós como marca estarmos, mais uma vez, presentes nesse momento tão importante para a comunidade LGBTQIA+. Estar na Parada é reforçar o papel que a Avon tem no processo de mudança e quebra de estereótipos da sociedade. Temos em nossa comunicação representatividade e diversidade como palavras de ordem. Acreditamos que as consequências de abrir espaços para diálogos sobre inclusão e diversidade na comunicação da companhia é positiva: traz mais inovação, criatividade, enriquece as perspectivas e reforça possibilidades que atendam às necessidades reais das pessoas”, afirma Viviane Pepe, Diretora de Comunicação da Avon Brasil.

Amstel: “Para nós é um orgulho fazer parte, pelo terceiro ano consecutivo, de um evento tão grandioso, importante e valioso para a comunidade LGBTQIA+ e toda a sociedade. Acreditamos que todo mundo é bem-vindo e deve ser respeitado e reconhecido por ser quem é”, afirma Vanessa Brandão, diretora de marketing da AMSTEL.

Doritos: “Há cinco anos, DORITOS® apoia a comunidade e, neste ano, reforçará seu compromisso com a causa, convidando as pessoas a viverem a liberdade de ser quem quiserem ser”, afirma Daniela Cachich, SVP de Marketing Alimentos Brasil e CMO Latam.

Accor: "A Accor acredita e apoia a diversidade, por isso estamos reafirmando nosso compromisso junto à Parada do Orgulho LGBTI+ de São Paulo, onde marcamos presença todos os anos. Para 2021, vamos apoiar esse evento com a marca ALL - Accor Live Limitless, plataforma de fidelidade da Accor", afirma Antonietta Varlese, vice- presidente sênior de Comunicação e líder LGBTI+ Accor América do Sul.

British Council: "Estamos muito felizes em participar da Parada de São Paulo no mês do Orgulho LGBTQIA+. Nossa missão no British Council é construir conexões, entendimento e confiança entre as pessoas no Reino Unido e no Brasil, por meio das artes, da cultura, da educação e da língua inglesa. Em todas as nossas atividades, estamos comprometidos com a equidade, a diversidade e a inclusão e em promover oportunidades iguais para que todos possam expressar sua criatividade e alcançar seu potencial". Andrew Newton, Diretor do British Council no Brasil.

Burger King: “Este é o nosso 4º ano consecutivo na Parada do Orgulho LGBT+ e, com isso, celebramos a continuidade dessa grande parceria e dessa jornada em prol da diversidade. É um motivo de enorme alegria para o BK poder dar voz a essa causa e chamar a atenção sobre a importância de representatividade, respeito e inclusão”, afirma Juliana Cury, diretora de marketing e inovação do Burger King Brasil.

Ao longo de sua trajetória, o Burger King tem usado sua voz para apoiar e ampliar a diversidade no País. No mês do Orgulho LGBT+, a rede anunciou o lançamento de uma campanha que traz os colaboradores como grandes protagonistas da luta pela diversidade: A PARADA BK. 

Durante a primeira semana de junho, foram espalhadas pela Avenida Paulista e pontos conhecidos da cidade de São Paulo, fotos destes que são verdadeiros símbolos do orgulho dentro e fora do Burger King. A ativação é uma homenagem aos mais de 2.700 colaboradores que se autodeclaram LGBT+, do campo e do escritório, - e toda a comunidade - que fazem do BK uma das maiores redes de fast-food do País. Além disso, a marca esteve presente pelo quarto ano consecutivo, na Parada LGBT+, que acontece em 2021 aconteceu em formato virtual. 

A campanha conta com 20 colaboradores da comunidade LGBT+ de diferentes regiões do país, que se voluntariaram para participar desse momento de celebração. A história por trás de cada protagonista da campanha ganhou ainda uma página especial e pode ser conferida em detalhes neste link. Além disso, todo o material estará disponível nas redes sociais do BK e em pontos de mídia OOH, como as principais estações de metrô e adesivação de trens. O coletivo de produtores de conteúdo do I Hate Flash foi responsável pelos cliques da campanha, criada pela DAVID.

Camarote solidário - A maior parada do mundo também marca os 18 anos do camarote solidário da Agência de Notícias da Aids. Esse ano, o camarote solidário é um evento virtual com sete horas de entrevistas e três shows, o principal objetivo é arrecadar cestas básicas para doação à ONGs que atendam pessoas com HIV e AIDS em estado de vulnerabilidade. 

A tecnologia propicia que a doação seja sem fronteira e vai facilitar a adesão de empresas e pessoas físicas porque o processo de doação será por QR Code que estará na tela da live. O evento social, organizado pela Agência de Notícias da Aids e tem o apoio do SESC, do Senac, das farmacêuticas GSK ViiV Healthcare, Janssen e Gilead, da DKT do Brasil, de Mulheres no E-Commerce e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. 

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