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Mercado

Inner Color: a tecnologia que amplia as possibilidades no mercado de embalagens

Case da Wheaton em parceria com o Grupo Boticário mostra como a categoria de beleza pode investir em linhas premium

Por Priscilla Oliveira - 25/05/2021

Em tempos de alta concorrência, saber se destacar na vitrine ou em uma gôndola é essencial para chamar a atenção do consumidor e, consequentemente, aumentar as vendas. Para conseguir este feito, o mercado de embalagens foi beneficiado com uma nova tecnologia capaz de aumentar o grau de sofisticação e ser mais atraente no ponto de venda: o Inner Color. A técnica de pintura interna era inédita no mercado sul-americano e chegou ao Brasil pela Wheaton, em parceria com o Grupo Boticário. 

A novidade chegou na marca upper premium Elysée, por meio do lançamento de Elysée Succès. Utilizada mundialmente nos frascos das icônicas perfumarias internacionais, a técnica chega agora ao Brasil e promete representar um passo importante para o design de embalagens. 

A solução chega para elevar o conceito de design e luxo, por meio de um visual moderno e sofisticado. “A pintura é uma tecnologia que explora e valoriza a distribuição do vidro, a espessura das paredes e fundo do frasco proporcionando um efeito visual tridimensional. A Inner Color amplia as possibilidades de customização de frascos de perfumes, pois pode ser associada às demais técnicas de pintura externa. Ela coloca a embalagem em uma categoria de design superior”, afirma Renato Massara, Diretor Comercial e de?Marketing?da Wheaton, em entrevista ao Mundo do Marketing. 

Linha Premium 

Por meio da tecnologia Inner Color é possível ter acesso a novas possibilidades de customização de embalagens, pois ela pode ser aliada com todas as técnicas de decoração aplicadas no exterior do frasco, como a serigrafia, hot-stamping, pintura, impressão digital e outras. Explorando a criatividade é possível unir tecnologias e obter diversos efeitos para criar embalagens inovadoras e elegantes.  

A paleta de cores contempla tons escuros com acabamento fechado proporcionando um efeito luxuoso. O resultado é um visual sofisticado e moderno, tornando-se uma forte tendência no mercado cosmético.  

Apesar do vidro não estar entre a maior participação no valor da produção (apenas 4,5%, segundo a Associação Brasileira de Embalagem), é nesse formato que se encontram os maiores investimentos nas linhas premium. Associada à nova tecnologia, ela traz modernidade no design das embalagens.  

Por causa disso, o custo dela é mais alto. “Este é um processo bem sofisticado em relação às pinturas tradicionais, é uma técnica diferenciada de aplicação. Trata-se de uma tecnologia voltada para produtos com posicionamento premium. Por enquanto, a tecnologia está sendo utilizada somente em perfumaria”, explica Massara. 

Expertise brasileira 

Para esse novo processo, a Wheaton contemplou o mapeamento rigoroso de testes químicos e de qualidade, além de submeter a longas pesquisas, comprovando-se resistente ao contato prolongado com as fragrâncias e atingindo os padrões internacionais de qualidade. 

Toda a criação e desenvolvimento do processo produtivo, desde a aplicação até a cura e queima, são expertise brasileira. Inclusive, a empresa possui o pedido de patente da Inner Color pública junto ao INPI. “O processo e a parceria começaram em 2015, em conversas sobre inovação. A partir daí, começaram as discussões, pesquisa e o desenvolvimento da nova tecnologia. Em 2017 nasceu a ideia de utilizar a técnica de pintura interna em um projeto para o Elysée”, explicou Massara.  

O design do frasco é extremamente sofisticado, apresentando um fundo push up com relevo em pequenas esferas.  A nova tecnologia trouxe uma aparência marcante e autêntica ao Elysée Succès além de remeter a uma joia, código da marca Elysée. O destaque da embalagem é a refração e brilho natural do vidro em contraste com a pintura interna preta.

Inovação para atrair 

Em todo o mundo, a atenção no mercado de embalagens está voltada ao papelão. O forte crescimento das compras online – sobretudo no cenário de pandemia – desafia os designers no desenvolvimento de opções seguras e sustentáveis. No varejo, as empresas de papelão ondulado estão priorizando as embalagens prontas para prateleira para reduzir a carga de trabalho antes de colocar no display. Já o plástico flexível em todo o mundo deve crescer na taxa mais rápida entre 2019-2024, seguido por plásticos rígidos e papelão. 

Inovar com vidro, no entanto, é uma tarefa mais árdua. “Há anos estamos observando a mudança do comportamento dos consumidores, especialmente quando falamos de inovação. E é um grande desafio transformar e traduzir novas tecnologias para embalagens de vidro. Hoje, quando pensamos no desenvolvimento da embalagem, vamos muito além da sua cor ou forma. Temos que analisar o processo de criação 360º, desde o que motiva o consumidor a comprar até o seu descarte e economia circular”, explica o Diretor Comercial e de?Marketing?da Wheaton. 

A empresa conta com uma área de inovação denominada Grupo Experimento, um time multidisciplinar focado em desenvolver inovação e novas tecnologias em embalagens. “O consumidor quer muito mais do que um produto ou uma embalagem, ele quer saber a história da marca e qual seu comprometimento socioambiental. Por isso estamos sempre próximos dos clientes para entender o conceito do produto e da marca, desenvolvendo a melhor solução em embalagem para cada projeto”, finaliza. 

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