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Ações de marketing sofrem com proibições do Pan-Americano

COB afirma que a medida resguarda os patrocinadores, mas especialistas criticam a iniciativa

Por | 01/02/2007

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Ações de marketing sofrem com proibições do Pan-Americano

Por Mariana Oliveira
redacao@mundodomarketing.com.br

Ainda faltam mais de cinco meses para o início dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, mas a proibição da veiculação de imagens contínuas na internet e da atualização de sites pelos atletas já está gerando polêmica. Segundo o Co-Rio - Comitê organizador dos jogos -, as medidas visam "proteger as empresas detentoras de direitos dos Jogos, evitar o marketing de emboscada e que empresas ou pessoas que não têm associação comercial façam promoção de sua marca durante os Jogos Pan-americanos". E ressalta: "As ações promocionais também só serão permitidas para os cotistas tanto nos jogos quanto nos arredores".

As medidas orientadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Organização Desportiva Pan-americana (ODEPA) não são novidade em competições internacionais, mas foram recebidas com críticas no Brasil. "É um direito legítimo dos `donos do evento´ querer resguardá-lo. Mas isso é nadar contra a corrente e não impede ações de emboscada", comenta Gustavo Fortes, Diretor de Planejamento da Espalhe, agência especializada em marketing de guerrilha. Ele cita o exemplo da Nike, empresa que embora não seja patrocinadora da Copa do Mundo sempre se faz presente no evento com ações especiais.

Para Fortes, estas restrições demonstram uma acomodação por parte dos organizadores, que em vez de criar formas mais dinâmicas de patrocínio, preferem simplesmente proibir ações. "Parecem as gravadoras que em vez de acompanhar as mídias digitais tentam proibir", avalia.

Marcelo Trípoli, Sócio-Diretor da iThink, empresa especializada em marketing na internet, também questiona o alcance desta iniciativa. "É totalmente inócuo porque é impossível impedir as pessoas de colocarem coisas no Youtube" e ressalta: "Se fosse do COB,  eu teria uma estratégia de mídia digital para o evento, dentro de uma forma que eu pudesse gerenciar e que tivesse uma receita para o evento. Seria muito mais inteligente", constata.

Embora não esteja previsto um esquema de fiscalização, os atletas que forem denunciados podem perder o direito de participar da competição. Mariana Brochado (foto), atleta da equipe brasileira de natação, concorda com as restrições estabelecidas para priorizar a exclusividade dos patrocinadores.

Mariana é patrocinada por um dos cotistas dos Jogos Pan-Americanos, a Oi, e escreve num blog. Ela relata que, mesmo assim, as proibições também a atingem, mas prefere se concentrar na competição. "Prefiro manter o foco e me desligar do que estão falando".

Acesse
www.rio2007.org.br
www.espalhe.com.br
www.marianabrochado.com.br
www.ithink.com.br

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