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Indústria do Vinho recorre ao Marketing para crescer

Mercado brasileiro busca nos compostos do marketing o caminho para o crescimento do consumo

Por | 25/01/2007

bruno@mundodomarketing.com.br

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Indústria do Vinho recorre ao Marketing para crescer 

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

O consumo de vinho no Brasil ainda está aquém do que a indústria pode produzir. Apesar de ocupar o 15º lugar no ranking mundial da bebida, com consumo de 1,8 litros per capita ao ano, o país ainda está distante de mercados como o da França, onde são degustados 56 litros por pessoa anualmente. Para aumentar estes números, o mercado brasileiro foi buscar no Marketing as práticas para mudar esta realidade.

Produtores nacionais e importadores se uniram à Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM - para lançar o curso de Pós-Graduação em Marketing do Vinho. Vinícola Miolo, Expand e Vini/Brasil querem qualificar seus profissionais ainda mais na busca pelo aumento do faturamento deste setor que hoje é de R$ 2,1 bilhões, conforme a produção de 300 milhões de litros anual. Uma das principais motivações para se aliar ao Marketing diz respeito ao consumidor.

Há um mito no país de que o vinho é caro e para quem sabe degustar. Em parte, a própria indústria fomentou a idéia de que os melhores sabores estão nos rótulos mais raros e, por isso, com preços mais salgados. Além disso, muitos especialistas fazem questão de separar o mercado de pobres mortais. O que acontece, na verdade, é que há sim muitas garrafas com excelente sabor aliado a preços acessíveis.

A partir deste cenário, o desafio é desenvolver a cultura do brasileiro para esta bebida. "Muitas pessoas têm medo de entrar numa loja ou sequer passam pelo corredor de vinhos em hipermercados", afirma Tibor Sotkovszki, Diretor de Operações e Marketing da Expand, grande importadora e produtora. "Por isso, as ações de Marketing são fundamentais para educar este consumidor e mostrar que há rótulos acessíveis", ressalta. Em entrevista ao site, o executivo também disse que é fundamental a diminuição da carga tributária da produção e, principalmente, da importação.

Espumante faz sucesso
Ainda assim, a indústria precisa focar suas ações no gosto brasileiro. "É preciso conhecer melhor o consumidor e seus hábitos. Eles estão ávidos por novidades", salienta Flávio Martins, Coordenador do curso de pós-graduação em Marketing do Vinho da ESPM. "Um caso interessante no país é o do espumante, que tem feito grande sucesso e talvez isso se explique pelo fato de termos um clima quente", adiciona. 

A questão preço também é determinante. Para o consumidor leigo, um vinho argentino ou chileno, cujos preços têm sido competitivos, é melhor que o brasileiro. Mas nem sempre um importado corresponde ao mesmo tipo do nacional. "É preciso um trabalho de grande esforço para mudar este conceito", aponta Martins em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outro caminho a se percorrer é do posicionamento. As vinícolas precisam planejar suas estratégias de venda de acordo com cada tipo de consumidor e com o processo de produção. Neste caso, a forma de fabricação e as reservas são determinantes no fator preço. O ideal é desenvolver um mix de produtos. E, para isso, o marketing é fundamental.

Acesse
www.espm.br

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