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Ação com influenciadores fomenta novos negócios

Falta de prática ao lidar com jovens blogueiros fez com que fossem abertas agências intermediárias para prepara-los para trabalho profissional e buscar jobs com marcas

Por | 01/08/2016

priscilla@mundodomarketing.com.br

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Luciana Levy, fundadora do LooklinkTrabalhar com blogueiros é uma das estratégias que as empresas utilizam quando querem atuar no meio digital. A ação com esses jovens já existe há alguns anos, mas há pouco tempo que ela ganhou um profissionalismo tanto por parte das marcas quanto dessas web celebridades. Jovens empreendedores enxergaram potencial em promover a ponte entre ambas as partes, levando a relação a um patamar mais profissional.

O amadorismo em venda de anúncios ou contratos publicitários passou a ser visto como uma perda - de tempo e recursos - por parte dos influenciadores. Por esse motivo, alguns deles iniciaram o movimento para criar agências que atuam com blogueiros e empresas. O conhecimento prático de como é atuar nas mídias e as portas abertas que possuem por já lidarem com assessorias de imprensa e relações públicas faz com que eles tenham uma chancela maior de confiança entre aqueles que estão começando.

Até mesmo quem já possui renome e grande número de seguidores também recorre a essas novas agências. "Quando criei a Looklink pensei em uma maneira de fazer essas jovens ganharem dinheiro de maneira efetiva. Muitas já são conhecidas, como a Nati Vozza, Lu Tranchesi, Bruna Vieira e Fabi Justus, mas percebem que fazem mais propaganda gratuita do que obtém de retorno. A nossa ferramenta busca unir o que pessoa física e jurídica querem: vender", conta Luciana Levy, fundadora do Looklink, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mão dupla
A plataforma criada pela também blogueira interliga influenciadoras e marcas por meio de uma ferramenta virtual e sem custo algum para as participantes. O sistema transforma links virtuais em links rastreáveis, como em um afiliado. Em cada post com uma peça da grife parceira, elas utilizam a ferramenta para gerar o código delas e, caso uma leitora clique ou compre, uma comissão é gerada para essa influencer.

Para Luciana também é revertida uma parte dessa venda, o que mantém o negócio lucrativo e em crescimento. "Busco trabalhar com lojas que têm a ver com o perfil das meninas cadastradas. Algumas eu já mantinha um diálogo desde que eu era apenas blogueira. É importante você ter um olhar comercial e entender a visão da companhia que atrelará o nome ao seu serviço, assim como captar a essência do blog que trabalhará com ela", pontua Luciana.

Um dos desafios constantes de quem trabalha com Marketing Digital é criar um retorno em vendas. Quando esse lucro vem para ambas as partes que trabalham, o resultado é um amadurecimento em investimentos na web. "Aqui no Brasil ainda é muito raro encontrar quem busque pensar em todos os lados de uma relação comercial, mas quando mostramos que isso é possível, vemos mais interessados em atuar nesse nicho - que é um recorte promissor e de bom custo para as empresas", afirma a fundadora da Looklink.

Simone Aline, blogueira e fundadora do EBSAEspaço para investir
De fato trabalhar com influenciadores digitais vem gerando uma boa resposta para as companhias. Uma pesquisa feita pela Collective Bias, empresa norte-americana de Marketing digital, revelou que 30% dos 14 mil adultos pesquisados nos Estados Unidos compram produtos indicados por blogueiros, contra 3% que compraria se fosse indicado por uma celebridade. Já as compras relacionadas a anúncios de TV ficaram com 7,4%, impressos com 4,7% e anúncios digitais com 4,5%.

Nesse volume tão impressionante não é à toa que cada vez mais pessoas querem atuar como blogueiros e criam diariamente perfis na internet. O grande porém está na maneira como eles aceitam qualquer proposta de anúncios. Para que cada vez menos novatos estejam despreparados para essa relação de negócios, vem surgindo plataformas que orientam eles a trabalhar de maneira profissional.

É o caso da EBSA Publicidade Digital, empresa criada pela blogueira Simone Aline. "Como organizadora do maior encontro de blogueiras do Brasil, as marcas me procuravam para pedir indicação de influenciadoras e as meninas também me pediam contatos de empresas para fazer parceria. Decidi abrir minha própria agência ao notar que muitas jovens tinham dificuldade nessa relação", conta Simone Aline, blogueira e fundadora do EBSA, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Profissionalização
Ao invés de formar um grupo de bloggers pré-determinada, Simone abriu a agência para toda e qualquer pessoa que queira orientação. Dessa forma, ela enxerga que a profissionalização de blogueira será feita mais rapidamente. "É um trabalho que precisa ser levado à sério. Enquanto houver quem faça de maneira leviana, será difícil para as companhias olharem para com respeito. Uma boa parcela já vem entendendo isso e é esse o impulsor do nosso negócio", afirma Simone.

A criação do EBSA Publicidade Digital foi uma necessidade pessoal aliada ao que já observava do mercado. "Como blogueira eu também sentia dificuldade em atuar com marcas e com o tempo pegamos amizade com elas, mas infelizmente a camaradagem não paga conta e se dedicar a um blog hoje é um trabalho. Outras plataformas são fechadas para quem já tem fama, o nosso agrega as pequenas também, que cada dia mais são mais procuradas pelas empresas", conclui Simone.

Assim como o EBSA, o CBBloggers é um serviço que busca reunir influenciadores digitais e seus membros a alcançarem seus objetivos e se destacarem ainda mais no meio online. Hoje a ferramenta oferece oportunidades de patrocínio, conselhos práticos e acionáveis, e oportunidades de crescimento. Ele está afiliado a CBB Comunicação Digital, que atua como uma agência de relações públicas e Marketing para os seus membros e clientes realizando assessoria e desenvolvendo trabalhos e projetos exclusivos para empresas que desejam ampliar as divulgações.

Espelhadas no sucesso da primeira plataforma de influenciadores do Brasil a F*Hits, que chegou a ganhar o título de oitava companhia mais inovadora do Brasil no ranking da americana Fast Company, elas esperam que os diálogos comerciais possam ser tratados de maneira mais eficaz e gerando retorno para ambas as partes e tirando a imagem de conteúdo fútil e vendido.

Os novos negócios que giram em torno desses influenciadores vêm mostrando uma nova forma de atuar com Marketing Digital. "Hoje em dia existem muitos empreendedores focados em anúncios, banner, afiliados, entre outros. Gerar um relacionamento que aprofunde as negociações e faça sentido para a marca dá trabalho, mas com alguém intermediando - e alguém que entende o pensamento de todos- é o caminho para o sucesso", pontua Simone.

Leia também o estudo completo do Mundo do Marketing Inteligência: O potencial do mercado de Influenciadores Digitais.

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