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Mundo do Marketing Inteligência

Reportagens

5 mudanças em práticas no mundo dos negócios

Era digital está transformando a forma como empresas fazem ofertas, como profissionais trabalham e como consumidores compram. Hyper Island traça tendências para os próximos anos

Por | 30/03/2016

renata.leite@mundodomarketing.com.br

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À medida que a sociedade se transforma, as empresas são obrigadas a ajustarem suas atuações de modo a responderem aos anseios remodelados. A fórmula não é nova, mas a velocidade com que as mudanças ocorrem se acelerou significativamente com a chegada da Era Digital, impondo desafios extras às companhias. A avaliação do que é apenas modismo e de quais novidades são realmente capazes de revolucionar velhas práticas precisa ser ágil e constante. A Hyper Island reuniu tendências que devem estar no radar dos executivos de Marketing que quiserem manter as marcas nos trilhos ao menos pelos próximos três anos.

Essas perspectivas para o futuro estarão destrinchadas em uma série de três reportagens do Mundo do Marketing. A primeira mostra os cinco novos modelos de fazer negócios que despontam e já demonstram ampla chance de se consolidarem no mercado:

1. O fim da posse
São cada vez mais numerosas e abrangentes as plataformas que promovem a troca da lógica da propriedade em favor do acesso. Esses ambientes online foram pensados para facilitar o compartilhamento de produtos e serviços, com potencial de impactar as mais diversas indústrias. As primeiras a sentir os efeitos dessa nova forma de pensamento foram a hoteleira e a de táxis, por conta de iniciativas como o Airbnb e o Uber. Mas esses dois negócios são apenas a ponta do iceberg da Economia Compartilhada.

As plataformas permitem que indivíduos e companhias ofereçam um acesso facilitado a recursos, tempo, habilidades e produtos a um custo mais baixo e com mais conveniência do que é tradicionalmente possível. Diferente do que muitos tendem a pensar, a energia empregada nessas ações não precisa ter uma motivação social, e sim a de ganhar dinheiro. A economia compartilhada vem desafiando marcas a repensarem suas ofertas, como mostrou reportagem do Mundo do Marketing.

Trata-se de um novo momento do capitalismo, em que, especialmente nas cidades globais, as pessoas estão dispostas a possuir menos coisas, em prol de mais qualidade na forma como empregam seu tempo e seu dinheiro. As empresas devem se questionar se poderiam oferecer mais valor aos clientes, disponibilizando seus recursos e suas habilidades de uma nova forma. Também precisam avaliar se a nova lógica pode contribuir para o negócio produzir de forma mais eficiente, abrindo mão da posse de parte de seus ativos.

Leia também o estudo "Economia compartilhada. O que é, desafios e oportunidades" do Mundo do Marketing Inteligência, exclusivo para assinantes.

2. Cultura ágil
O mundo viu as startups do Vale do Silício e de outras partes do globo crescerem em uma velocidade impressionante, superando quase do dia para a noite negócios tradicionais, que estão há anos no mercado. Aos poucos, todas as companhias passaram a observar a atuação desses novos empreendimentos para compreender o que estava por trás de tanta agilidade. A resposta parece estar mais na cultura do que em métodos ou ferramentas específicas.

Práticas de trabalho eficientes desenvolvidas ao longo de anos na indústria de desenvolvimento de softwares, agora, passam a ser aplicadas a outras áreas de negócios. Elas são marcadas por ciclos curtos de desenvolvimento, reuniões diárias de micro planejamentos, avaliações profundas e correções constantes. A experimentação toma o lugar dos longos e detalhados planejamentos; e a transparência substitui a política de que grande parte dos dados de uma empresa é secreta. Essa atitude e o modo de pensar desses jovens vêm provando funcionar nos mais diversos setores, sob o nome de Growth Hacking.

Entenda melhor a prática na reportagem "Growth Hacking: por que este é o momento para aplicar a metodologia", exclusiva para assinantes.

3. Vida e trabalho: integrados ou separados
As fronteiras entre a vida dentro e fora do trabalho estão cada vez menos claras diante da proliferação de aplicativos e devices que garantem flexibilidade ao ambiente de trabalho. O escritório parece caminhar rumo à obsolescência - ou, ao menos, a perder consideravelmente sua importância. Essa nova realidade tende a separar as pessoas em dois grupos: um formado por aqueles que buscam separar claramente os dois mundos e outro formado por pessoas que abraçam a ideia de que o trabalho é parte da sua vida.

Essa segunda parcela, cada vez mais, distancia-se das posições corporativas para se envolver em um negócio próprio, no qual acredita e esteja alinhado a suas paixões. Esses pequenos empreendimentos vêm demonstrando poder em gerar lucros ao focar no atendimento aos consumidores de determinada localidade e com um perfil específico, pois conseguem desenvolver um relacionamento mais profundo com os clientes do que as grandes companhias.

Para manter os empregados talentosos em seus quadros - e motivados -, as empresas vêm optando por abraçar causas e rever a balança entre trabalho e lazer em seu dia a dia no escritório. Ainda assim, mesmo essa estratégia traz consigo riscos. Em meio a ofertas comoditizadas, as causas que as marcas defendem assumem um importante papel de diferenciação, fazendo consumidores amá-las - mas também odiá-las, como mostrou a reportagem "Marcas no centro de polêmicas. Qual o preço de se posicionar?".

4. Colaboração constante
A colaboração tem múltiplas facetas no meio corporativo. Ela pode nascer de uma necessidade, como ocorre com a Apple, que ainda tem que recorrer a sua principal concorrente, Samsung, para conseguir seus chips processadores. Mas pode fazer parte de uma estratégia ousada, como a da Amazon, que criou um marketplace e possibilitou que os usuários compitam com seus próprios produtos na plataforma. A aposta da Hyper Island é de que a colaboração vem deixando de ser uma opção para se tornar imperativa na Era Digital.

O movimento dos softwares abertos está liderando essa transformação. Para comprovar a teoria, a consultoria cita o Android, do Google, que está presente em 82,8% dos smartphones ao redor do planeta e é open source. Isso significa que qualquer empresa pode pegar o sistema operacional para si, usando-o, contribuindo para seu desenvolvimento, adaptando-o e vendendo-o.

Para as empresas em geral, essa tendência impacta na questão da transparência. As companhias precisam se despir das resistências em compartilhar dados em prol da colaboração - inclusive com competidores diretos. Buscar os parceiros é mais um desafio, uma vez que uniões improváveis já ocorreram, como a da Lego com a Nasa, na criação de um projeto voltado para crianças que unia ciência e brincadeira.

5. Liderança digital
O mundo é digital e essa já é uma constatação geral. Mas o panorama ainda exige que companhias adequem os conhecimentos e as habilidades de seus quadros de liderança em relação ao mundo online. Os executivos não precisam, necessariamente, entender de códigos, design e interfaces, mas precisam estar conscientes dos benefícios que essas ferramentas oferecem. Diante disso, uma qualidade chave que todo líder precisa ter é a curiosidade.

Somente assim, estarão abertos a experimentar novas formas de trabalhar e de produzir. E isso inclui aceitar as falhas como uma importante etapa do processo que leva ao sucesso. Se, no passado, gestores inseguros, que só contratavam profissionais com menos conhecimentos do que eles já prejudicavam companhias, agora, esses quadros se tornam desastrosos.

Hyper Island, tendência, economia compartilhada

Leia também: Economia compartilhada. O que é, desafios e oportunidades. Estudo do Mundo do Marketing Inteligência. Conteúdo exclusivo para assinantes.

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