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Dia dos Pais: 4 em cada 10 não darão presentes na data

Distância é a principal motivação entre os que não comprarão presentes. Pesquisa do Mundo do Marketing com a LeadPix mostra a diferença na decisão de escolha entre filhas e filhos

Por | 06/08/2015

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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Wiliam Kerniski, LeadPixQuatro em cada 10 filhos deixarão de comprar presentes neste Dia dos Pais. Entre eles, 50,9% disseram que o motivo é porque ele mora longe, o que também pode ser interpretado como falta de contato afetivo, realidade comum nas famílias brasileiras. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pelo Mundo do Marketing em parceria com a LeadPix, que traçou o comportamento de consumo durante a data comemorativa e que está disponível no Mundo do Marketing Inteligência. A falta de recursos e a atual situação econômica do país foram apontados por 19,3% dos respondentes, com 8,7% e 10,6%, respectivamente, como outros motivos pelos quais os filhos não gastarão.

Entre os dispostos a fazer um agrado ao ente querido, 77,2% deverão gastar até R$ 150,00. Destes, os nordestinos tiveram destaque entre os que estão dispostos a desembolsar menos, cerca de R$ 50,00. Mais da metade dos pesquisados que moram na região Sudeste disse que gastará entre R$ 100,00 e R$ 150,00, e a maioria é mulher. Já os moradores da região Sul estão dispostos a gastarem um pouco mais, acima de R$ 200,00. Em relação ao Dia das Mães, o gasto deverá ser o mesmo para cerca de sete entre 10 filhos. Apenas 10,9% devem pagar um pouco mais. Se comparado ao valor gasto no ano passado, a maior parte (37,5%) está disposta a dispensar a mesma quantia.

O levantamento mostra ainda como filhas e filhos optam por presentes diferentes, o que chama atenção para as marcas reverem as estratégias. Apesar de o consumidor ser o mesmo (pai), os shoppers podem ser bem diferentes: homens e mulheres. Segundo a pesquisa, elas são as que compram opções mais pessoais, como perfumes, cosméticos e artigos de cuidado pessoal. Já os filhos preferem itens de esporte, lazer e equipamentos eletrônicos. "Existe um público mais focado em um determinado tipo de produto em detrimento de outro. Esta é uma grande oportunidade para as empresas ajustarem melhor a comunicação, reforçando as qualidades dos presentes para um pai para os públicos feminino e masculino", comenta Wiliam Kerniski, Diretor Executivo da LeadPix, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de julho a três de agosto, por meio da plataforma LeadPix Survey, de propriedade da agência de Marketing Direto. Participaram do levantamento 1.567 internautas das cinco regiões do Brasil.

Dia dos Pais, ComércioDia dos Pais deve injetar R$ 3,8 bi no comércio
De olho nesses filhos que estão dispostos a colocar a mão na carteira, independente do gênero, o comércio varejista mira no Dia dos Pais como quem busca uma salvação. Apesar de a data nunca ter figurado no topo da lista para o setor - briga pela quarta posição com o Dia dos Namorados e está bem atrás do Natal, Dia das Mães e das Crianças - a comemoração ganhou ainda mais importância com o atual cenário econômico. Afinal, a celebração de agosto abre o segundo semestre e ajuda os empreendedores a respirarem financeiramente enquanto aguardam, finalmente, as compras de fim de ano. 

O período deve injetar R$ 3,8 bilhões no comércio brasileiro, de acordo com levantamento realizado pela Fecomércio-RJ/Ipsos. A projeção está um pouco acima da do ano passado, quando ficou em R$ 3,4 bilhões. Segundo a pesquisa, 32% dos entrevistados afirmaram que pretendiam presentear alguém na data. O número é quase estável em relação ao ano passado, quando o percentual ficou apenas dois pontos percentuais acima. O momento pode ser muito importante para o setor têxtil que vem sofrendo com a desaceleração econômica, pois as roupas estão na preferência dos que vão presentear e aparecem com 41% das intenções de compra. Na sequência, estão perfumes e cosméticos (13%) e calçados e acessórios (9%).

Apesar de ter mais relevância para alguns segmentos, a data pode ser trabalhada por todos aqueles que esperam aproveitar a ocasião em que o consumidor se permite gastar um pouco mais, impulsionado pelo apelo emocional. "Este é um momento muito importante para o empreendedor montar suas estratégias de venda, pensar em promoção, qualificar os funcionários para atender os clientes, que estão cada vez mais seletivos. O consumidor está muito retraído, com o orçamento cada vez mais apertado e o comércio como um todo está sofrendo muito por conta desta queda na atividade econômica. Essas datas comemorativas são muito importantes para movimentar o setor e amenizar todo esse cenário", comenta Juliana Campos, gerente de Pesquisas da Fecomércio-RJ, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Consumidor endividado e cenário de incertezas
Apesar do montante previsto pela Fecomércio-RJ, o cenário não é dos mais favoráveis e isso não chega a ser novidade. No ano passado, a previsão era de que a data tivesse o pior desempenho em relação aos 10 anos anteriores. Se em 2014 a inflação, o excesso de feriados e a proximidade com a Copa do Mundo prejudicaram, neste ano o alto nível de endividamento do consumidor e o desemprego podem impactar ainda mais. Depois da experiência do comércio com o Dia das Mães, uma das principais datas para o setor, a expectativa não é das melhores.

A comemoração de maio não foi suficiente para conter a desaceleração das vendas no quinto mês, que registrou queda de 4,5%, em comparação ao mesmo período de 2014, segundo o IBGE. E para o próximo domingo, nove de agosto, as projeções não são animadoras, pois quase a metade dos brasileiros (43,8%) pretende gastar menos com o presente, já que, na percepção de 76,8% deles, os produtos estão mais caros do que há um ano. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Com maior restrição ao crédito e aumento da taxa de juros, os filhos deverão recuar um pouco mais neste ano, para não correrem o risco de se endividarem ainda mais.

De acordo com a pesquisa do SPC Brasil, seis em cada 10 pessoas deixarão para comprar o presente em cima da hora. Além de ser hábito entre os brasileiros, o quinto dia útil do mês, data limite para o pagamento do salário, cai nesta sexta-feira, sete de agosto, antevéspera do Dia dos Pais, o que fará com que a busca pelo presente se intensifique no sábado. Seguindo a tendência de economia, o pagamento à vista deverá ser a principal modalidade utilizada, atingindo 53,3% dos consumidores, bem à frente do cartão de crédito parcelado (18,3%), cartão de crédito à vista (13,6%) e cartão de débito (8,5%).

Leia também: Dia dos Pais: Qual a relação do brasileiro com a data. Pesquisa no Mundo do Marketing Inteligência. Conteúdo exclusivo para assinantes.

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