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Bate-papo Startup: case Opinion Box

Focada em pesquisas online, empresa abre novas possibilidades para as PMEs. Desafios do início de um negócio são tema da primeira matéria de série especial

Por | 03/07/2014

luisa@mundodomarketing.com.br

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Com o rompimento das barreiras entre o on e o off-line, a internet se tornou uma aliada das marcas na missão de reconhecer o comportamento dos seus consumidores em diferentes momentos. Essa oportunidade foi o ponto de partida para a criação da Opinion Box, uma startup de pesquisa de mercado que utiliza questionários virtuais como principal ferramenta. A nova empresa nasceu da Expertise, para se especializar no canal.

O projeto foi desenvolvido pelo jovem empreendedor Felipe Schepers, que há nove anos trabalhava com pesquisas tradicionais. A intenção era automatizar, baratear e democratizar os levantamentos. Na plataforma, os clientes têm opções de formulários pré-planejados e também podem montar um personalizado. "Muitas vezes as companhias deixam de investir em pesquisa porque o custo é alto. Outro fator que desmotiva é o tempo aplicado ao processo. As nossas vantagens são preço baixo, que começa em R$ 4,00 por entrevista, e prazo de conclusão. A maioria dos processos termina em 48 horas", conta Felipe Schepers, COO e Co-founder Opinion Box, em entrevista para a TV Mundo do Marketing.

Os projetos de novas empresas, como o da Opinion Box, surgem em ritmo acelerado no Brasil. O Serasa Experian estima que cinco mil iniciem suas operações diariamente. Apesar da grande taxa de inaugurações, apenas 50% se mantêm em funcionamento após o terceiro ano. Mesmo assim, ser dono do próprio negócio é o sonho de pelo menos 44% dos brasileiros, de acordo com o Sebrae. A falta de informação é uma das causas do fracasso de pequenas e médias recém-nascidas. Os desafios enfrentados por quem entra para o mundo dos negócios serão debatidos ao longo da série especial Bate-papo Startup, na TV Mundo do Marketing.

Setor promissor é aquele que o empreendedor domina
Um erro comum na hora de decidir em qual setor apostar é se deixar levar pela moda. Mesmo um segmento promissor e que gera bons resultados para empresas que já estão inseridas nele pode se tornar uma armadilha para um empreendedor despreparado. O setor em si não é bom ou ruim. A solidez da gestão, sim, é determinante para o negócio se firmar no mercado. Investir no que está na moda não é garantia de sucesso.

O reconhecimento no mercado é fruto de um trabalho bem feito e a qualidade depende basicamente de dois fatores: o empreendedor deve dominar a área escolhida e também se apoiar em uma equipe de profissionais experientes. "Quem pensa que porque deu certo com o Opinion Box, o caminho é criar também uma empresa de pesquisa, engana-se. Para abrir uma startup, é preciso necessariamente estar aliado a uma experiência prévia. Não adianta investir só porque o modelo de negócios é interessante. É necessário buscar referências nas suas próprias competências", comenta Ricardo Longo, Diretor Geral da ONoffRE Consulting, em entrevista para a TV Mundo do Marketing.

Além da experiência anterior do empreendedor que está à frente do novo negócio, a transparência e a idoneidade de todos os processos também ajudam a construir uma imagem positiva junto aos consumidores. Consequentemente, isso aumenta a participação de mercado exercida pela nova companhia.

A Opinion Box conta com uma equipe de especialistas em pesquisa que direcionam os clientes para a abordagem mais apropriada, a fim de entregar o melhor resultado. Para constituir a amostragem, a empresa possui cadastros de internautas de diversos perfis, que recebem incentivos simbólicos pela participação. "Online, tudo que dá algum tipo de vantagem tende a favorecer o surgimento de fakes. Para evitar isso, criamos vários sistemas de auditoria que impedem as fraudes e verificam inclusive a coerência entre as entrevistas que a pessoa fez em diferentes épocas", diz o COO e Co-founder da Opinion Box.

Espaço se ganha suprindo demandas
Um importante indicador da oportunidade para a abertura de uma nova frente de negócios é pontuar as lacunas abertas no segmento e oferecer soluções. A criação da startup de pesquisas online significou a atualização dos serviços prestados pela empresa mãe, a Expertise. Lidar com armas digitais é um desafio para companhias tradicionais. "A Expertise se reinventou nos últimos anos percebendo a necessidade desse movimento", aponta Ricardo Longo.

Além de representar a presença digital de uma companhia de pesquisa que já atuava no mercado, a Opinion Box inovou no público-alvo ao focar em pequenos e médios empreendedores. Contratar levantamentos sempre foi um serviço caro, que distanciava as PMEs do conhecimento das reais necessidades do seu consumidor. "Nossa intenção é democratizar a pesquisa de mercado no Brasil. Quanto vale saber antes se deve lançar um produto com uma embalagem ou com outra? Tendo uma plataforma mais barata, existe a motivação para se fazer ainda mais pesquisas", avalia Felipe Schepers.

Ao propiciar que seus clientes tenham informações para a tomada de decião, os serviços contratados contribuem para a minimização dos erros que poderiam ser cometidos por seus clientes. Esta assertividade faz com que a startup gere valor para quem a contrata. "Eu mesmo utilizei o Opinion Box para fazer uma pesquisa com um cliente que queria passar a trabalhar com delivery de comida. Eles nunca poderiam gastar o que custaria uma pesquisa comum, mas investiram cerca de R$ 2.000,00 com 200 casos e 20 perguntas. O resultado saiu em dois dias", aponta o Diretor Geral da ONoffRE Consulting.

Startups tem muito a ensinar sobre tecnologia
As startups, apesar de enfrentarem desafios para se consolidarem, também colocam obstáculos diante de empresas que já conquistaram seu lugar no mercado. As vantagens do primeiro grupo costumam ficar evidentes no quesito tecnologia. As companhias mais jovens, apesar da pouca experiência, chegam munidas do que há de mais atual nessa área. Diante disso, ninguém pode ficar parado. "Algumas grandes organizações tem um modelo de negócios sólido, mas que suga sem inovar. Acabam suplantadas por outras marcas", comenta Ricardo Longo.

O digital, dominado com naturalidade pelas marcas mais jovens, deve se integrar também à estrutura de quem já está há anos no mercado. O trabalho com tecnologia não é simples, especialmente pelo dinamismo da evolução que exige a capacidade de mudanças rápidas.

Uma lição das startups é a capacidade de fornecer conteúdo multiplataforma para o consumidor. Desta forma, abrem-se novos canais de relacionamento que ajudam a conquistar uma maior participação na mente do público-alvo, sem precisarem mudar necessariamente o produto oferecido. "As pessoas estão conectadas o dia inteiro. Antigamente era possível fazer uma ação pontual e aguardar o retorno. Atualmente, com o enorme leque de marcas, o contato precisa ser constante para aumentar a chance de ser requisitado", complementa o Diretor Geral da ONoffRE Consulting.

Veja o hangout completo:

Leia também: 7 dicas para PMEs usarem bem o Marketing digital. Dica do Mundo do Marketing Inteligência.

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