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Retrospectiva 2013: investir em mobile não é mais luxo

Aplicativos ganham cada vez mais destaque no país, especialmente os de redes sociais e utilitários. Agências correm atrás de mão de obra especializada

Por | 19/12/2013

lilian@mundodomarketing.com.br

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app,aplicativo,mao de obra,mobile,tablet,smartphone, dispositivos,Marcelo Coutinho,Horacio SoaresDe 2012 para 2013, as marcas deixaram de ver os investimentos em mobile como um luxo. Tanto é que as que não desenvolvem experiências específicas para dispositivos móveis chegam a ser vistas como "atrasadas". Nesse cenário, os aplicativos ganharam cada vez mais destaque no país, especialmente os de redes sociais e de questões utilitárias como informações de trânsito, chamadas de táxi e comparadores de preço.

Em média, os brasileiros passam 84 minutos do dia acessando o smartphone, o que representa quase 15% a mais do que usuários de outras regiões, segundo números de um levantamento feito pela Conecta, Ibope e Win. Até 2017, os apps devem movimentar US$ 151 bilhões no mundo, mais que o dobro dos US$ 72 bilhões negociados em 2013, diz a pesquisa da Appnation.

Os dados móveis são um fator cada vez mais frequente na vida das pessoas. "Na verdade, não é tanto a expansão na utilização de smartphones, mas a presença cada vez maior dos dispositivos no dia a dia dos indivíduos. A intensidade do seu uso vem aumentando em função de redução de custo do pacote de dados e dos equipamentos", diz Marcelo Coutinho, Professor da FGV, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Experiência
Embora o consumidor continue acessando PC e notebooks de casa e do escritório, ele também leva seu smartphone ou tablet para um passeio ou para a cama e quer fazer as mesmas ações em todos os ambientes independentemente da plataforma em que ele está. "As empresas estão oferecendo alguns serviços, mas ainda não estão pensando de uma forma profissional nas oportunidades que o mundo mobile proporciona", avalia Horacio Soares, Professor da FGV, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Dos 21 maiores players de comércio eletrônico no Brasil, menos da metade tem algum tipo de solução mobile, menos ainda um site adaptado para esta plataforma, no decorrer de 2013. "Alguns até ofereciam um aplicativo ou outro, mas para baixá-lo é preciso um smartphone e um grande número de pessoas ainda não tem. De seis meses para cá, vários deles criaram experiências razoáveis, então até os grandes estão fazendo isso e, a reboque, pequenas empresas também estão correndo atrás", compara.

Também houve um barateamento nos custos com a criação de uma única versão do site, o chamado design responsivo, técnica de estruturação HTML e CSS em que a página se adapta ao browser do usuário sem a necessidade de definição de diferentes folhas de estilos para cada resolução. "As pessoas descobriram que existe a possibilidade de criar uma única versão e isso tornou mais barato e fácil o transporte de conteúdo desktop para o mobile. Os indivíduos querem fazer a mesma coisa nos dois, mas a experiência é diferente, então temos que produzir conteúdo de forma mais clara, direta e objetiva para que eles consumam com mais facilidade", explica.

Mão de obra especializada
O mobile não é e-commerce nem Marketing Digital, mas se encontra na intersecção entre estas áreas. As agências digitais vêm correndo atrás de mão de obra especializada na área, mas não encontram. A carência de profissionais capacitados se tornou um dos grandes desafios do setor em 2013.  "Se formos falar de mercado mobile, podemos resumir na seguinte palavra: desespero. Você tem agências tentando cursos avançados, que não existem. E-commerces tentando formar profissionais dentro das próprias equipes, que não existem. E não há cursos ligados ao segmento", alerta Gustavo Pereira, Presidente da Associação Brasileira de Agências Digitais do Rio de Janeiro (Abradi-RJ) e CEO da NoBlind, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A lacuna de profissionais convive com uma demanda enorme de projetos, porque todas as empresas desejam ter um site mobile ou um aplicativo. "Como representante de uma Associação, não vejo atuação política de nenhuma entidade de mobile querendo interagir e se aproximar das agências e outros segmentos que prestam esses serviços. Elas ficam se perguntando como podem e 100% gostariam de pegar um programador ou um designer para fazer um curso de imersão no segmento", diz.

A concorrência entre as empresas do setor também é muito grande, o que as leva a não conversarem entre si. "Não consigo trazer grandes produtores de mobile porque eles não se veem integrados a uma cadeia produtiva do digital. O mobile tem a ver com telecom e expande um pouco o leque. É difícil inclusive achar os players desse mercado a ponto de criar o chamado associativismo", comenta.

Apps de táxi e de trânsito
Dentro do mobile, a parte de aplicativos cria inúmeras oportunidades para as marcas e também para a criação de novos negócios. Os aplicativos para chamadas de táxi, por exemplo, se consolidaram em 2013 e mudaram o mercado. Em novembro, o app Taxibeat passou a ser gratuito para taxistas e, com isso, pretende se diferenciar dos seus concorrentes, que ganham por meio da cobrança de taxas dos motoristas. "Até as cooperativas, que eram uma parte economicamente tão tradicional, estão sumindo aos poucos por causa disso", comenta Felipe Wasserman, professor da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outro tipo de aplicativo que vem fazendo sucesso no país é o Waze, app social de tráfego criado por israelenses e adquirido pelo Google no meio do ano por um valor estimado em US$ 1 bilhão. O Brasil é hoje o segundo mercado da ferramenta, com 6 milhões de usuários, atrás apenas dos Estados Unidos. A sua popularidade se deve ao trânsito nas grandes cidades aliado ao aumento no número de smartphones e de veículos, avaliam os executivos da empresa.

Aproveite e leia também: Entrevista com Gustavo Pereira, Presidente da Abradi-RJ e e CEO da NoBlind. Conteúdo exclusivo para assinantes + Mundo do Marketing. Acesse aqui.

Veja ainda: Preferências do consumidor nos serviços mobile. Conteúdo exclusivo para assinantes +Mundo do Marketing. Acesse aqui.

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