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Luxo é para poucos
Saiba o que é preciso para investir, e ganhar dinheiro, neste mercado

Cada vez mais empresas olham com desejo o segmento que movimentará mais de US$ 4,3 bilhões somente no Brasil. Por isso, o site ouviu especialistas que desvendam os segredos desta área

Por | 18/10/2007

bruno@mundodomarketing.com.br

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Luxo não é para qualquer um
Saiba o que é preciso para investir, e ganhar dinheiro, neste mercado

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

Impecável é o adjetivo que melhor qualifica os produtos e serviços de Luxo. Assim como o seu primo mais distante que atende o público de baixa renda, o segmento dos mais ricos cresce a cada dia no Brasil. Somente em 2006, este mercado movimentou US$ 3,9 bilhões no Brasil e, para este ano, a estimativa é que supere os US$ 4,3 bilhões, com crescimento na casa dos 12%. Com tantos bilhões em jogo, há cada vez mais empresas querendo participar desta festa regada com o melhor champanhe francês. Porém, só recebe convite para aproveitar este momento quem estiver preparado.

Para investir no Luxo é preciso ter atenção aos detalhes, seja em qual segmento for. "Existem alguns comprometimentos que são importantes. Qualquer empresa que deseja trabalhar com o Luxo precisa ter visão de longo prazo e obrigação com a excelência. Tem que estar compromissada com investimentos em longo prazo e de forma continua", afirma Carlos Ferreirinha, Diretor-Presidente da MCF Consultoria & Conhecimento, especializada no assunto.

Segundo estudos da Ipsos, um produto de luxo só tem razão de existir se ele atender ao apelo das pessoas por emoções, por tornar a simples ação de comprar em algo que proporcione prazer e as façam felizes, optando, assim, por aquisições multi-sensoriais. A essência do luxo é composta por exclusividade e mensagens discretas. Por isso, as marcas devem investir para perpetuar a visão delas, considerar o cliente não só como consumidor, mas como um seleto integrante da marca e os produtos devem vender toda a dimensão da grife, seja ela de moda ou não.

Casos de sucesso que podem ser copiados
Nos shoppings e nas ruas que abrigam as lojas mais caras do comércio, fazer tudo de forma perfeita é condição inicial para atender a clientes exigentes e sedentos por experiências únicas. No bairro do Brás, distante dos endereços mais chiques de São Paulo, a loja multimarcas Woodlouse vende Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Dudalina, Aramis, Lacoste, Nike, The Bridge, Ricci & Colella, VR, entre outras.  Ainda falta outros nomes ligados a este mundo, mas os tapetes persas, consultores de moda e o uísque deixam claro o posicionamento do empreendimento.

Na AuroraEco, agência de turismo voltado a quem tem mais zeros na conta bancária, não oferece apenas pacotes feitos sob medida, para duas pessoas e para grupos de até 18 clientes, mas promove experiências, que inclui hospedagem chique, gastronomia refinada, contato com a cultura e a história locais, atividades físicas sob medida e a presença de um anfitrião, uma pessoa do mesmo nível dos clientes que serve como guia. "As pessoas estão dispostas a pagar um valor alto porque tem muito serviço de primeira agregado. Em troca disso, elas exigem um serviço impecável, sem nenhum contra-tempo", ressalta Roberto Bitelman, sócio diretor da empresa em entrevista ao Mundo do Marketing.

Produto Premium x Produto de Luxo
Com a crescente segmentação e a busca por novos mercados, o surgimento de marcas e produtos premium não podem ser confundidos com Luxo. "Qualquer produto focado no luxo é premium, mas o contrário nem sempre existe", aponta Carlos Ferreirinha. "No luxo não pode haver concessões", garante um dos maiores especialistas do segmento.

Mariana Bussab, professora da ESPM, também chama atenção para possíveis confusões. "Convencionou-se chamar de Novo Luxo os produtos super premium, que podem custar 200% acima da média", informa Mariana ao site. Segundo Mariana, os Estados Unidos criam este mercado para compensar a falta de marcas como Dior e Yves St Laurent. Outro ponto que deve tomar atenção dos profissionais é com relação à extensão de linha.

Companhias como Pierre Cardin já tiveram seus atributos desgastados porque sua marca assina até colchões. "É preciso estar atendo ao ponto de venda para saber onde o produto será vendido e como estará exposto", adverte Mariana Bussab. Já Carlos Ferreirinha vê a diversificação com bons olhos desde que a marca mantenha pulso firme na condução dos negócios. "Tem que haver critérios e uma mão pesada na gestão da marca", diz em entrevista ao Mundo do Marketing. O grande desafio de quem investe no Luxo, de acordo com Marina Bussab, é "deixar a marca querida e desejada por todos, mas ao alcance de poucos".

Acesse
www.mcfconsultoria.com.br
www.woodlouse.com.br
www.auroraeco.com.br
www.espm.br

* Atualizado às 22h27

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