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Chandon e Salton: Marketing abre garrafas fora de época

Empresas mostram estratégias usadas para vender produtos antes das festas

Por | 25/06/2009

pauta@mundodomarketing.com.br

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O mercado de espumantes no Brasil e no mundo exagera na dose de vendas principalmente nos meses que antecedem o final do ano. Amparada pelas festas regadas a bebidas principalmente em dezembro com a chegada do Natal e do novo ano, os  departamentos de Marketing de marcas como Chandon e Salton não esperam doze meses para que o consumidor compre uma garrafa de seus produtos.

As duas marcas de espumantes têm suas estratégias e posicionamento bem definidos. Se por um lado os produtos da Chandon podem ser adquiridos em pontos-de-venda especializados, Salton está nas prateleiras de diversas empresas do varejo. Com características populares, a Salton tem em suas ações de patrocínio em programas de TV, no relacionamento com associações do setor e, principalmente, na participação em eventos, sua maior ferramenta de Marketing.

Integrante da holding francesa especializada em produtos de luxo LVMH, a Chandon faz um brinde às ações de Marketing que oferecem experiência do consumidor com a marca. Dia 30 de agosto a marca oferece mais uma edição do Promenade Chandon, evento que reúne grandes empresas no quadrilátero do luxo no Jardins, em São Paulo. Sem tempo para esperar as festas de fim de ano, o Marketing de Salton e de Chandon busca criar oportunidades e datas comemorativas para que os seus consumidores estourem cada vez mais espumantes.

Chandon e Salton: Marketing abre espumantes fora de épocaQualidade e distribuição
Líder em vendas de espumantes no varejo pela primeira vez este ano segundo estudo recente da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) e da Nielsen, a Salton acordou para o mercado principalmente em 1999, ano de abertura dos portos para produtos importados deste segmento. De acordo com Stella Salton (foto), gerente de comunicação da Vinícola Salton, naquele momento a qualidade do produto teve que ser adequada e a empresa investiu em tecnologia e em uma nova vinícola.

Sempre buscando a melhor qualidade de seus produtos, a Chandon tem como estratégia gerar valor no dia-a-dia, segundo Gabriela Moreno, Gerente de Marketing da Moët & Chandon no Brasil. "Focamos também na distribuição correta de produtos porque não queremos estar em todos os lugares", diz a executiva em entrevista ao Mundo do Marketing.

Além do cuidado na distribuição de produtos, a busca pela qualidade foi percebida pelo Grupo LVMH, que constatou a falta de bons espumantes em países como Brasil, Argentina e Austrália, além do estado da Califórnia (EUA). "Seguimos a mesma proposta do Grupo LVMH que é a consistência em tudo. Desenvolvemos estratégia que alimenta o desejo pela marca através do trade, de parcerias, entre outras formas de agregar valor à marca", conta Gabriela.

Chandon e Salton: Marketing abre espumantes fora de épocaPatrocínio e concorrência
Para se manter no topo do ranking da ABRAS, a Salton investe também no custo beneficio para evitar a concorrência com produtos importados. "Não aumentamos o preço dos nossos produtos há três anos, somente os impostos. Além disso, consideramos o ponto-de-venda importante porque muitos consumidores são formadores de opinião", explica Stella Salton ao site.

Com cerca de cinco milhões de garrafas de espumantes comercializadas em 2008 a Salton espera mais para este ano. Um de seus pilares para as vendas são os patrocínios da marca a programas de TV como Amauri Jr e Programa Ronnie Von. "Temos um retorno muito interessante porque as pessoas querem comprar e beber o vinho do Ronnie, por exemplo. O investimento em patrocínio começou entre 2006 e 2007 quando a marca registrou crescimento de 15% ao ano", lembra a gerente de comunicação da Salton.

Apesar de atuarem no mesmo mercado - o de espumantes - e brigarem pela liderança de mercado, Salton e Chandon afirmam que não são concorrentes diretamente. De acordo com a executiva de Marketing da Chandon, hoje não há concorrentes da marca neste segmento no mercado nacional. "Na categoria de espumantes nacionais, Chandon não tem concorrente direto em preço e nem em qualidade. Alguns produtos franceses se parecem com o nosso e os pró-secos foram concorrentes por pouco tempo", afirma Gabriela (foto) ao site.

Eventos e planos para 2010
Este ano a Chandon realiza mais uma edição da Promenade Chandon, evento considerado o mais importantes para a marca. Ocupando um quadrilátero do bairro Jardins que envolve as ruas Oscar Freire, Haddock Lobo, Bela Cintra e Vittorio Fasano a Chandon conta com um comitê de lojas próximas ao local do evento que ocorre no último domingo do mês de agosto. "Escolhemos as 40 melhores para participar do evento e todas elas fazem uma homenagem à Chandon em suas vitrines", aponta Gabriela Moreno.

Além de agregar valores glamorosos à marca com o Promenade Chandon, a empresa também aposta no verão para ativar as vendas, mas segue a linha de eventos proprietários. O Chandon Bubble Bar é um evento voltado para banhistas e acontece em praias sem tempo determinado para terminar. "No verão também fazemos um investimento forte em Marketing. O Chandon BubbleBar serve para estarmos nos lugares mais badalados desta época do ano através de um lounge", explica a executiva.

Sem estipular um valor fixo para investimentos em Markeitng, a Salton não negocia suas ações com agências. "Este ano a marca investiu cerca de 2% do faturamento total em Marketing. Querendo ou não, no mercado em que atuamos temos que estar onde os nossos consumidores especializados estão", conta Stela Salton. Completando o centenário da marca em 2010, a executiva adianta que o momento agora é de encher o copo para as comemorações. "Lançaremos um vinho e um espumante para comemorar o centenário da Salton no ano que vem. Além disso, teremos ações de Marketing na praia em 2010", adianta Stela.

Crise?
Além dos diferentes mercados de atuação das duas marcas, a crise econômica também chegou de forma diferente para Salton e Chandon. "Para nós a crise é boa porque o produto importado sobre junto com o Dólar. Por isso, a Salton não passou por crise, mas ficamos cautelosos com o mercado", diz Stela ao site.

Com um orçamento de Marketing mais apertado que em 2008 por conta da crise, a Chandon teve que se manter sóbria no mercado mesmo com 15% de redução na verba. "Isto nos instiga a trabalhar com muito mais criatividade e de formas diferentes. Não queremos abraçar a crise, estamos correndo atrás para viabilizar tudo mesmo com menos verba. Estar com menos 15% de verba não significa fazer menos 15% do trabalho. Sem nunca perder foco na qualidade, as ações devem estar dentro dos padrões ou então não fazemos", completa Gabriela.

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