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Marcas japonesas sofrem baixas com cenário internacional reforçando crise interna

Ranking da consultoria Interbrand mostra Toyota como a com o maior valor, com US$ 31,57 bilhões, e Nintendo como a única entre as sete marcas mais valiosas do Japão a apresentar uma alta significativa. Cenário de queda refor&cc

Por | 05/03/2009

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Marcas japonesas sofrem baixas com cenário internacional reforçando crise interna

Por Guilherme Neto
guilherme@mundodomarketing.com.br

A crise econômica enfrentada atualmente pelo mundo financeiro já se refletiu no valor das principais marcas japonesas. Com exceção da Nintendo, cuja marca valorizou 5% desde setembro, início da crise, e da Panasonic, que manteve-se praticamente estável com uma subida ligeira de 0,1%, outras cinco marcas entre as sete primeiras apresentaram uma queda que varia de 4% a 10%.

Quem lidera a lista é a Toyota, cujo valor atingiu os US$ 31,57 bilhões, uma queda de 7% em relação ao outro ranking. Dentro do grupo Toyota, outra marca aparece no ranking: Lexus, de carros de luxo, ocupa o sétimo lugar com US$ 3,233 bilhões, em uma queda de 10%. Em segunda, terceira e quarta posição vêm respectivamente Honda (US$ 17,673 bilhões, em queda de 7%), Sony (US$ 12,438 bilhões, caindo 8%) e Canon (US$ 10,484 bilhões, menos 4%).

Esse é o resultado de uma nova pesquisa da empresa global de consultoria de marca Interbrand, que montou uma lista das 30 marcas globais mais valiosas do Japão. A comparação só foi possível para as marcas de origem japonesa que também configuraram no ranking que listou as 100 mais valiosas de todo o mundo, divulgado há seis meses.

Apesar da crise, Nintendo teve sua marca valorizada
Na quinta posição aparece a Nintendo, que, a despeito da crise, continua comemorando o sucesso de seus videogames Wii e DS e apresentou um crescimento de 5%. A Panasonic, em sexto, teve sua marca valorizada em mais seis milhões, atingindo US$ 4,287, em um crescimento tímido de 0,1%.

A nova lista reforça a importância do Japão no mercado automotivo, máquinas e equipamentos eletrônicos, com poucas presenças de marcas atuando fora desses setores (Shiseido, de cosméticos, Asics, de artigos esportivos; e a Kikkoman, do ramo alimentício, a única do ranking sem distribuição oficial de seus produtos no mercado brasileiro).

Crise internacional reforça longa queda de desempenho da economia local
A queda no valor das marcas reforça os vários índices negativos que a economia japonesa vem acumulando nos últimos meses, sequência da própria crise interna que o Japão vem enfrentando nos últimos anos. As empresas japonesas vêm sofrendo uma recessão oficial há quase um ano, com os últimos três trimestres tendo apresentado retrações no PIB nacional.

De outubro a dezembro, a queda foi de 12,7% em relação ao mesmo período de 2007. É a maior baixa desde 1974, época da Crise do Petróleo. Nos trimestres de abril a junho e julho a setembro, o PIB caiu respectivamente 3% e 0,4%. Em todo o ano, foi 0,7%, a primeira queda em nove anos.

O país já vem enfrentando um misto de altos e baixos desde a década de 1990, quando vinha sofrendo altas deflações. Atualmente o que incomoda são as inflações, gerando uma queda no consumo interno, representante de 55% do PIB nacional.

Queda na exportação é reflexo da crise mundial
Com o crescente foco na exportação de produtos característica da economia japonesa, esse parecia um problema controlado. A crise mundial, no entanto, fez com que a importação de bens e serviços no Japão caísse drasticamente, com baixa de 45% no último trimestre em relação ao mesmo período de 2007, segundo o Ministério das Finanças. Em uma comparação anual do mês de janeiro, a baixa registrada foi semelhante: 45,7%. Também em janeiro, o país apresentou um déficit histórico de 952,58 bilhões de ienes (R$ 22,9 bilhões), ultrapassando o recorde anterior de 824,8 bilhões de ienes do primeiro mês do ano em 1980.

Aliado a estes problemas, está a alta valorização do iene, tornando os produtos japoneses menos competitivos no exterior, e o índice de confiança do consumidor interno, que caiu para um patamar recorde em dezembro. O índice atingiu 26,7 pontos, o menor desde que começou a ser levantando, em 1982.

A produção industrial também tem apresentado baixas históricas. Em janeiro, a queda foi de 10% em relação ao mês anterior, uma queda recorde, segundo dados do Ministério das Finanças. Em relação ao mesmo período do ano passado, representa um recuo de 30,8%, o que pode ser explicado pela menor demanda de automóveis e semicondutores, o que fez com que a sua produção também caísse (41% em janeiro para veículos em relação ao mesmo mês em 2008, maior queda desde 1967, segundo a Associação de Fabricantes de Automóveis Japonesa). A expectativa do governo japonês é que o índice volte a subir apenas esse mês.

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