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Como o Social Commerce impactará no uso das redes sociais

Social selling vai além das lojas nativas e traz Live Commerce unindo entretenimento e compras, além de um novo formato de remuneração aos influenciadores

Por Priscilla Oliveira - 02/06/2021

São inúmeras as ações de Marketing - aliada a vendas - que, de forma sutil, menos direta e afim de gerar resultados a médio e longo prazo, podem ajudar as empresas a alcançarem o que querem. O social selling, ou venda social - que consiste em utilizar redes sociais para se comunicar com potenciais compradores -, por exemplo, tem se destacado por possibilitar que empresas prospectem clientes com o perfil que lhes interessa e, acima de tudo, consigam estabelecer um bom relacionamento. 

Entre os benefícios está a chance de fazê-los admirar mais a marca, conhecer novas empresas, descobrir novos produtos e serviços, além de dar a possibilidade de ter um contato direto com uma companhia de forma mais humanizada, aumentando assim a confiança em comprar. Ao contrário do que pensam alguns, as vendas por meio das redes não atrapalham o comércio online, na verdade eles se complementam. 

De acordo com dados da Opinion Box, 55% dos brasileiros passaram a comprar pelo WhatsApp no último ano. Então o WhatsApp se tornou a principal alternativa de canal de vendas e atendimento. Com a liberação do WhatsApp Pay pelo Banco Central, todo esse processo deve ficar mais cômodo e rápido tanto para o lado do negócio quanto do consumidor. “Já havia uma informalidade das pequenas empresas que estavam permitindo pagamentos via PIX, agora tudo será mais profissional. Quem comprava continuará comprando. É um formato mais seguro e outros começarão a utilizar mais esse canal ao ver as vantagens. Isentar cobrança ajuda a fomentar o serviço”, afirma Rafael Kiso, Fundador e CMO da mLabs, em entrevista ao Mundo do Marketing. 

Um caminho de muitas oportunidades 

Em 2020, o volume de consumidores únicos online chegou à marca de 42,6 milhões, sendo 20 milhões estreantes na modalidade de compra virtual (47%), segundo dados da Social Miner. Analisando que o Facebook tem mais de 2,74 bilhões de usuários ativos e o Instagram mais de 1,22 bilhão, as redes sociais têm cada vez mais poder de serem utilizadas pelos clientes para procurar lojas para fazer compras. 

O Facebook foi pioneiro ao criar a ferramenta “Facebook Marketplace”. A rede desenvolveu uma plataforma de vendas nativa onde é possível adicionar produtos, montar uma galeria e linkar com uma loja virtual já existente. “Já havia um modelo de C-Commerce (comércio colaborativo) dentro do Facebook e ele soube aproveitar, porque acontecia informalmente. O que acontece agora é uma maturidade do setor associado ao novo momento do consumidor”, pontua Kiso. 

Essa nova fase pede ainda mais atenção às empresas: com o brasileiro passando cada vez mais tempo conectado, surge uma oportunidade de converter o entretenimento em venda. “O Live Commerce traz esse frescor, já que há um formato diferenciado – quase um show – oferecido por uma marca ou de um influenciador patrocinado por uma. Dentro dessa estrutura tem a mídia comprável, que as empresas precisam estar atentas”, alerta Rafael Kiso. 

Futuro dos influenciadores 

Grandes marcas já vêm realizando Live Commerce e utilizando dos influenciadores para serem porta-vozes nessas apresentações. Com o carisma e uma legião de seguidores que acreditam nas recomendações dadas por eles, a ferramenta ganha ainda mais vigor: a conversão se torna natural e menos publicitária. Quando feitas no próprio perfil do influencer, a adesão é ainda maior. 

O que se virá, no entanto, é uma mudança na forma de remunerar essas celebridades virtuais. “Todo mundo de uma forma é influenciador – nano ou famoso. Já há um movimento de comissionamento, o que mudará o cenário de influenciador digital. A tendência é que todos se tornem vendedores e ganhem sobre aquilo que vendem”, prevê o Fundador e CMO da mLabs. 

Um exemplo apontado por Kiso é o YouTube, que vem mostrando abaixo de alguns vídeos um catálogo de produtos integrado com Google Negócios. O dono do canal ganha outra forma de ser remunerado além da publicidade nos vídeos. Outro case vem da China: o formato de gamificação que o Aliexpress implantou chamada de “Pechincha”.  

Nesse canal, a empresa oferece para os consumidores o modelo de negócios que incentiva usuários a compartilhar ofertas com seus contatos digitais e obter descontos progressivos em itens em oferta. Cada usuário gera seu link e, a cada nova pessoa que clicar neste link, o usuário que o dividiu nas redes sociais ou programas de mensagem obtém uma redução no preço final do item enviado a seus contatos. A partir dessa perspectiva o Social Commerce alterará a forma com que o influenciador atuará, já que ele ganhará para falar e vender. 

Projeções 

Além de surgir um novo tipo de influenciador, mais vendedor, o Social Commerce impactará também no aumento de uso nos aplicativos de mensagens para as vendas. A partir disso, devem surgir discussões sobre segurança uma vez que envolve meios de pagamento. “A plataforma e o usuário precisam se cuidar. Não é só o PME que se digitaliza, mas a bandidagem também. As marcas devem exercer seu papel de educar o consumidor também”, pontua Rafael Kiso.  

Contudo, os benefícios do Social Commerce são muitos e mudarão a forma com que as ações em redes sociais são feitas. O microempresário se sentirá seguro de vender e poderá competir igualmente com outras empresas, já que a realidade do e-commerce era distante para alguns, mas o uso do WhatsApp já era algo próximo. 

Com a população mais tempo conectada tudo gira em torno do social, até a compra. Gerenciar redes e vendas precisará de boas ferramentas e profissionais. “Os negócios precisam impulsionar seus conteúdos e alcançar mais pessoas, uma boa plataforma de gerenciamento, como a nossa, permite isso: que estude e entregue relatórios, que gere links para pagamentos e que ajude a vender mais”, finaliza Kiso. 

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Neste mês o tema é sobre Redes Sociais