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Data-driven: conheça os desafios da implementação em empresas brasileiras

Pesquisa feita pelo Cappra Institute mostra os principais desafios que os líderes e profissionais enfrentam para implementar o data-driven

Por Thiago Terra - 15/02/2021

De acordo com o Índice de Maturidade Analítica (IMA), somente 35% dos líderes de empresas usam o data-driven para tomar decisões. A pesquisa feita pelo Cappra Institute mostra quais os fatores que mais dificultam a evolução analítica nas organizações pesquisadas.

Um dos pilares é a governança data-driven, onde profissionais trabalham alinhados com objetivos comuns baseados em processos analíticos. A primeira barreira para o uso do data-driven nas companhias brasileiras aparece com o distanciamento entre setores. Por exemplo, quando os setores de Marketing, compras e recursos humanos operam sem considerar departamentos como TI e Analytics.

Data-driven nas empresas brasileiras

Nesse sentido, o principal desafio entre os setores passa pela linguagem técnica usada pelos profissionais, dificultando a solicitação e o entendimento da demanda. Ou seja, as equipes de diferentes áreas normalmente não entendem o que o outro precisa e também não sabem como pedir soluções.

Por outro lado, o estudo aponta para a falta de uma cultura ágil como outro desafio para a implementação de data-driven nas operações. Isso quer dizer que não existe uma cultura de experimentação e testes, tampouco de soluções MVP (sigla para Mínimo Produto Viável) antes de adotar processos.

O IMA também mostra que os líderes de empresas brasileiras têm resistência em mudar para o data-driven e alterar sua maneira de tomar decisões. Por fim, o índice também aponta para o acesso limitado aos dados empresariais como  mais um desafio para as organizações que buscam a evolução analítica.

Assim, as informações e dados empresariais não circulam de maneira livre pelos setores e estas barreiras impedem o modelo data-driven. A pesquisa entrevistou mais de 500 profissionais de liderança e suas equipes, onde a maioria almeja o data-driven e sabe da importância do uso de dados. Porém, a maior parte dos respondentes afirma que este modelo, mas ainda não faz parte da operação das empresas brasileiras.

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