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Digital

O fim da Era dos Likes e o início da Era da Voz

Em palestra durante o RD Summit 2019, Interney aponta as mudanças no paradigma de relacionamento nas diferentes interfaces e os movimentos das redes para acompanhar essa evolução

Por Cláudio Martins - 06/11/2019

O título provocativo do discurso de Edney Souza durante o RD Summit 2019 coloca as marcas em um novo cenário. Mais conhecido como Interney, o consultor,  palestrante e Diretor Acadêmico da Digital House traz alguns dados importantes sobre o tema: o seu negócio está preparado para a recém iniciada “era da voz”?

Embora pareça um pouco distante na realidade brasileira, os comandos de voz para dispositivos já são uma realidade no país. Segundo números trazidos pelo palestrante, 34% dos brasileiros já usam a voz para se relacionar com assistentes pessoais do smartphone. 

Outra previsão que aponta esse crescimento, agora fora do país, é a previsão de 50% dos lares nos Estados Unidos tenham um assistente como o Google Assistant ou Alexa, da Amazon. Atualmente, 30% das residências já contam o dispositivo.

Segundo Interney, a mudança do paradigma dos likes - da exposição, de fato - vai em direção a um dos instintos mais naturais do ser humano - a comunicação falada. Para as marca as marcas, isso significa um oportunidade de criar conversas reais com os consumidores.

Quando analisada a evolução das interfaces, saímos de um modelo extremamente dependente do teclado (DOS) para um que adota os ícones e o cursor (Windows), que foi seguido pela interface da tela dos smartphones populada por ícones, agora chamados aplicativos, acessados pelo toque. Em paralelo, o especialista aponta para uma mudança no modo como nos relacionamos no meio digital, migrando das redes de exposição para conversas privadas. O próximo estágio, pode representar uma oportunidade ou ameaça para as marcas.

“Os apps que mais apresentaram crescimento no último ano foram de conversas, como o WhatsApp e WeChat, da China. Testes do Facebook retirando as “curtidas” de publicações vem se tornando recente tanto na rede social como em outros canais do grupo liderado por Mark Zuckerberg, como o Instagram. O compartilhamento do conteúdo vai se sobrepor a essa métrica, porque estamos falando de conteúdo útil que o consumidor tem prazer em divulgar” chama atenção o palestrante.

O apelo da voz não se dá apenas para naturalidade com que ela pode ser usada pelo consumidor, mas também pelo caráter inclusivo que o sentido proporciona. “Adultos e crianças não alfabetizados podem aprender por meio dessa interface, pessoas com dificuldades motoras têm a chance de interagirem com mais qualidade e para nós, a conversa com softwares inteligentes pode se tornar mais interativa a partir da evolução das Inteligências Artificiais, como os chatbots”, aponta o especialista.

Continue acompanhando também a cobertura do RD Summit pelo canal oficial do evento neste link.