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A inovação pelo fracasso

No primeiro dia da cobertura do RD Summit, executivo da plataforma Vakinha mostra um outro olhar a falha e como aprender com elas para ter sucesso real

Por Cláudio Martins - 06/11/2019

O processo de inovação é muito menos “glamuroso” do que aparenta ser quando apresentado em grandes eventos. Por trás de cada novidade capaz de produzir uma disrupção no mercado, há uma verdadeira estrada de pavimentada com fracassos e tentativas. Olhar para o fracasso por um novo viés foi o tema apresentado por Flávio Steffens, Relationship Manager da Vakinha, no primeiro dia do RD Summit, maior evento de Marketing Digital e Vendas que contará com cobertura exclusiva do Mundo do Marketing em 2019.

O executivo chama atenção para a importância de encarar um fracasso como parte inerente do processo de inovação. “Precisamos começar a olhar a falha como uma etapa, não o final do processo criativo. É preciso também criar o hábito de não julgar quem falha e celebrar cada ‘meia vitória’. Vale mais a pena comemorar um passo bem executado de um projeto do que a finalização de um grande projeto medíocre” aponta o Steffens.

Falar sobre o fracasso pode empoderar os colaboradores,  cria empatia e motiva a equipe. “É preciso desconstruir o mito do funcionário infálivel” aponta Flávio, que cita três tópicos para serem inseridos na cultura empresarial para fomentar o fracasso como oportunidade.

1 - Crie um marco zero - Fale sobre os aprendizados de cada falha, de cada projeto.

2 - Incentive um ambiente de experimentos - Inovação é tentativa e acerto. À medida que vamos evoluindo nesse processo, minimizamos as margens de erros e chegamos mais perto do sucesso. A inovação não pode existir em um ambiente sem possibilidade de falhas. Permita que sua equipe e tenha um feedback real do mercado. Fracasse rápido e barato mas não deixe de aprender!

3 - Compartilhe os erros e aprendizados - Isso ajuda a tornar esses acontecimentos menos “tenebrosos” e faz que com que todos compreendam que as falhas são parte inerente à jornada de inovação.

Além de apontar esses três passos, Flávio também chama atenção para três erros fatais para quem empreende. A armadilha, geralmente, está no apego exagerado  às próprias ideias. São eles:

1 - A Solução Perfeita - “Você leva um ano para desenvolver a solução perfeita, na sua concepção. Só que o mercado não espera. A perfeição costuma ser um disfarce para a nossa insegurança” aponta Flávio

2 - Paixão Cega pela Ideia - “É comum na cabeça do empreender a criação de uma ‘lógica dos absurdos’ que não permite ouvir feedbacks ou comentários contrários a sua própria ideia. É um caminho arriscado e a chance de haver erros nesse processo é grande. Precisamos descobrir e nos apaixonar pelo ‘problema’, não pela solução. O problema é que nos dá a orientação do caminho a seguir.

3 - Seguir o grande plano à risca - Por mais que seja necessário ter um planejamento para saber onde se quer chegar, nem sempre ele vai funcionar. O mercado nos vende uma ideia de sucesso que parece ter uma fórmula infalível, mas a realidade é contrária e foge ao nosso controle. 

Veja a cobertura completa do RD Summit 2019.