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Como implementar a transformação digital nas empresas

Principal meio para mudar cenário é uma profunda transformação da gestão, incluindo a desconstrução dos espaços corporativos clássicos e mentalidade dos colaboradores

Por | 21/06/2018

pauta@mundodomarketing.com.br

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A tecnologia encurtou as distâncias e, com um mundo de informações e possibilidades na palma das mãos, as pessoas exigem cada vez mais inovação. Agora, as empresas mais preocupadas com o seu presente e com o futuro buscam correr atrás em um ambiente de mercado muito mais complexo e que muda a cada hora. Entretanto, o que ainda impede muitas companhias a darem um passo à frente é a sua cultura. O principal meio para mudar este cenário é uma profunda transformação da gestão empresarial que, inclusive, tem a ver com a desconstrução dos espaços corporativos clássicos e mentalidade dos colaboradores.

Durante o Oracle Open World 2018, realizado em São Paulo, líderes de companhias como Oi, Bradesco, Nexus e Smiles abordaram questões de como a transformação digital começa pelo fator humano e é a maior barreira a ser encarada pelas empresas. Muito mais do que pensar em novas ferramentas e soluções de aplicação ao negócio, entender como motivar a equipe para resultar em consumidores felizes se tornou a chave do sucesso.

A prática, no entanto, é muito mais desafiadora, já que envolver toda a equipe exige uma reinvenção de mindset da empresa. "O segredo é como sair da ideia para prática. Existem corporações grandes com silos que precisam ser desfeitos e também precisamos acelerar processos burocráticos, por isso as startups colaboram. Outros se prendem a questão de custo e resultado, mas é um investimento que traz retorno. No final, é o cliente quem vai dizer quanto vale aquela inovação. Que diferença e experiência passou para o consumidor final", conta Luca Cavalcante, Diretor de Canais Digitais e Inovação do Bradesco, durante o Oracle Open World 2018.

Conectar pessoas
A mudança na mentalidade precisa vir de toda a corporação, nem que isso tenha que mudá-la completamente. Em 2017, o Bradesco lançou um banco digital chamado Next. Ele é controlado por aplicativo, foi pensado para jovens e oferece três cestas de serviços - incluindo um pacote gratuito. Embora pertencente à companhia, a ideia é manter o nome da empresa apenas no verso do cartão. A proposta é se parecer mais com uma startup, dando um ar de inovação.

Esse serviço é apenas uma das frentes que o Bradesco vem trabalhando e que começou em sua estrutura empresarial. "Na convivência com startups aprendemos lições de como fazer mais rápido ou não se apegar. Todo esse conceito de convivência e interações das atividades que nós temos são de grande valia. Possuímos especialistas em design thinking, que nos trazem um pensamento de "o que estamos fazendo para mudar esse contexto?", além dos próprios temos antropólogos digitais na equipe, conta Luca Cavalcante.

Saber conectar pessoas de dentro com de fora é um desafio que garante bons resultados, mas exige uma atitude rápida para não ser engolido pelo concorrente. "A velocidade da inovação deixou de ser por um período longo e hoje acordamos achando que alguém passou a nossa frente. A personalização passou a ser um envolvimento da organização inteira e não apenas de uma pessoa. Criamos uma universidade corporativa, com a escola digital, que é importantíssima para esse trabalho", afirma o Diretor de Canais Digitais e Inovação do Bradesco.

Novo mindset
Investir em pessoas tanto quanto se investe em tecnologia é essencial para que a transformação digital seja implementada em uma empresa. No entanto, é preciso estimular as pessoas a trazer novas ideias.  De acordo com o estudo The Digital Culture Challenge, realizado pela Capgemini, há uma significativa diferença de percepção entre os líderes seniores e os funcionários em relação à existência de uma cultura digital dentro das empresas. Enquanto 40% dos executivos do alto escalão acreditam que seus negócios já dispõem de uma cultura digital, apenas 27% dos empregados entrevistados concordaram com esta afirmação.

Essa diferença pode ocorrer justamente por muito funcionários não se sentirem incluídos como parte do processo, mas a estimulação de participação vem a gerar retorno. "Deve-se criar processos e novas ideias de como recompensar esses colaboradores que querem engajar nesse modelo. Não é dinheiro o que eles querem, muitos visam apenas serem vistos pela chefia ou ganhar uma experiência com a família. Tratar a inovação quebrando o mindset atual é o que nos faz andar", conta Tulio Oliveira, Diretor Executivo da Smiles, durante o Oracle Open World 2018.

Já para Marcel Jientara, CEO da Nexus, o desafio é vencer a resistência em relação às mudanças daqueles que não trazem consigo o pensamento inovador. "Ninguém quer responder 10 mil comentários em tempo real nas redes sociais, mas se oferecer outro trabalho para essa pessoa pensar o relacionamento no Facebook, esse trabalho exigirá um novo estudo na qualificação e sobe o patamar criativo. Precisamos parar de pensar transformação digital como automação básica, e sim como velocidade de inovação", afirmou o executivo durante o evento em São Paulo.

Sem medo dos riscos
Pensar em pessoas em toda a cadeia de processos e na experiência do usuário é muito mais do que uma tendência, é a realidade para a sobrevivência de uma empresa. Isso envolve desde quem produz até quem irá consumir. "Queríamos diminuir o número de chamadas na banda larga e para isso lançamos um aplicativo que tem toda uma questão cognitiva por trás em experiência do usuário. Com isso, tivemos uma redução de 50% de chamados. Fortalecemos a parte analítica, com profissionais capacitados e vencemos nossa maior barreira", contou Gustavo Valfre, Diretor de Arquitetura da Oi S.A., no Oracle Open World 2018.

Preparar-se para essa transformação significa desenvolver capacidades das quais a própria empresa pode enfrentar riscos. Essa possibilidade de errar precisa estar viva na cultura também, pois ela manterá acesa a capacidade de mudança a qualquer momento. Ficar estagnado pode custar a sobrevivência da marca, muito mais do que arriscar e perder. Grandes bancos e varejistas continuam totalmente informatizados, mas com modelos de negócios do século passado.

A transformação digital chegará para todos, mas para aqueles que possuem uma cultura empresarial sólida, ela pode trazer fortes mudanças que resultem até mesmo na quebra do negócio original, mas para dar certo depois. "A Smiles não está mais associada a uma companhia aérea, assim como o Next é o futuro do Bradesco. Eles estão evoluindo conforme o digital avança", conta Marcel Jientara, CEO da Nexus.

Oracle, Transformação Digital

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