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E-commerce deve fechar 2016 em alta mesmo em meio à desaceleração

Graças à entrada de novos consumidores na compra online e percepção de preço mais baixo, setor deve crescer 11%, segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico

Por | 20/12/2016

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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Pedro Guasti, CEO do E-Bit/BuscapéAumento do ICMS, inflação, desaceleração da economia, alto índice de endividamento do consumidor, desemprego e dificuldade de crédito. Mesmo com tantos desafios, o e-commerce no Brasil deverá fechar o ano registrando crescimento. Diferente do varejo físico, que já acumula queda de quase 7%, segundo o IBGE, o incremento no comércio eletrônico pode chegar a 11%, segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Já a previsão da consultoria E-Bit é um pouco mais comedida e projeta crescimento de 8%.  

Apesar das estimativas positivas, o setor não conseguirá repetir o desempenho de 2015, quando registrou crescimento de 15,3%, alcançando faturamento de R$ 41,3 bilhões, segundo E-Bit. Com um total de 106,5 milhões de pedidos, o tíquete médio também subiu no ano passado, em 12%, em comparação ao anterior, atingindo valor médio de R$ 388,00 - em parte devido à inflação, que também elevou os preços dos produtos vendidos on-line no decorrer do ano. A consultoria ainda não divulgou todas projeções para 2016, mas de acordo com a ABComm, o faturamento de 2016 chegará a R$ 53,4 bilhões.

Apesar do período difícil, o comércio eletrônico ainda é um setor muito atrativo na economia brasileira, mas o momento é de cautela. "O ano começou com uma expectativa de consumo de moderada a baixa. Tivemos um primeiro trimestre muito ruim, que se mantivesse esta performance não conseguiríamos chegar ao crescimento de 8% previsto no início do ano. O e-commerce conseguiu melhorar em maio, junho e julho, tendo uma recuperação a partir do segundo semestre. A partir de agora, esperamos o início de um momento mais positivo, apesar de ainda termos alguns problemas, como a taxa de desemprego alta, que é fundamental para a recuperação de renda. A confiança do empresariado e do consumidor têm melhorado", explica Pedro Guasti, CEO do E-Bit/Buscapé, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Maurício Salvador, presidente da ABCommDesafios
Por ser uma prática nova e ter uma grande possibilidade de crescimento por conta da chegada de novos consumidores, o e-commerce tem ainda muitos desafios para serem vencidos. A inovação, por exemplo, tem que fazer parte de todos os processos e a tecnologia ajuda a oferecer uma melhor experiência para os consumidores, que estão em busca de processos simples e eficazes. Contar com equipe engajada também contribui para a otimização do negócio, afinal, um time focado contribui para alcançar os resultados esperados.

O alto custo na publicidade digital e a mudança no recolhimento do ICMS são outras entraves. "Os desafios ainda são muito ligados à geração de tráfego qualificado à preço acessível. Hoje o investimento em Marketing Digital está muito caro, o custo de aquisição do cliente está muito alto. O pequeno e médio varejista têm que ser muito criativo para conseguir atrair consumidores sem ter que gastar no Google e Facebook. Sabemos da complexidade tributária no varejo, a obrigatoriedade de recolhimento do ICMS no estado origem e destino deixou a ciência de pagamentos de impostos ainda mais complexa", comenta Guasti.

Além dos custos de operação, um dos pontos mais delicados no setor, a logística, sofreu mais grande revés. O anúncio do fim do e-Sedex pelos Correios colocou um ponto de tensão no setor, que perderá um dos principais sistemas de entrega. Muito utilizado por pequenas e médias empresas, o fim do serviço poderá representar aumento de até 30% no valor do frete, o que impactará as vendas. "ABComm tem uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra as mudanças no ICMS. Com relação aos Correios, estamos conversando para prorrogar o encerramento dos serviços para 2018", esclarece Maurício Salvador, presidente da ABComm, entrevista ao Mundo do Marketing.

Natal positivo
Para ajudar o e-commerce a fechar no saldo positivo, as vendas de fim de ano também devem registrar crescimento. Impulsionado pelas vendas de Black Friday, o volume de pedidos entre 15 de novembro a 24 de dezembro deverá apresentar crescimento de 4,5%, chegando a 18,4 milhões de encomendas. Seguindo a tendência de alta, o tíquete médio deverá ser de R$ 458,00, 9% maior do que no ano passado. O faturamento deverá ser de R$ 8,4 bilhões, segundo o E-Bit, R$ 1 bilhão a mais do que em 2015, o que representa um crescimento nominal de 14%.

Apesar de também ter sido impactado pela recessão econômica, de certa maneira, por conta da migração do consumidor, que encontra outras facilidades, o setor está conseguindo passar pelo período difícil com menos dificuldade comparado ao modelo tradicional. "O consumidor tem a percepção que comprar online é sempre mais barato. Além disso, foram quatro milhões de novos e-shoppers no Brasil esse ano. Isso ajudou a oxigenar o mercado", pontua Maurício Salvador.

Entre os produtos mais desejados pelos consumidores para as compras de Natal estão: celular e smartphone, livros, TV, perfume, calçados: sapatos/tênis, máquina de lavar roupas, fogão, jogos, vinho, cafeteira.

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