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Periscope e outras ferramentas de streaming: como escolher e usar

Marcas devem considerar o contexto do conteúdo ao vivo para optar pelo melhor software. Além do APP do Twitter, há o YouTubeLive, o Google Hangout e o Facebook Mentions Live

Por | 18/08/2015

renata.leite@mundodomarketing.com.br

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Pedro Alves, GENão é de hoje que especialistas apontam para um futuro social, mobile e em vídeo. Pois esse momento pode estar mais perto do que nunca. Um levantamento interno do Facebook mostra que o volume de postagens em vídeo na rede social cresceu 75% ao longo de 2014, no mundo. A metade dos usuários brasileiros que acessam a plataforma diariamente assistem a pelo menos um desses conteúdos por dia, percentual que representa 31 milhões de pessoas. Outro sinal claro desse movimento é a adesão crescente, especialmente este ano, às ferramentas de transmissão ao vivo de imagens, não só por usuários, como também por marcas.

O Periscope, APP comprado pelo Twitter e disponibilizado a partir de março, caiu nas graças dos internautas, unindo os três pilares - social, mobile e vídeo. Nos primeiros 10 dias, mais de um milhão de pessoas baixaram o aplicativo em seus celulares no mundo e um número ainda maior assistiu às imagens, que são transmitidas em tempo real na rede social. No dia dois de agosto, o Periscope alcançou 10 milhões de contas abertas e mais de 40 anos de vídeos, em tempo de exibição, vistos por dia no canal.

Esse buzz inicial, muito causado pelos early adopters, tende a se estabilizar, mas o sucesso da plataforma já chamou a atenção das marcas que buscam acompanhar seus clientes onde quer que eles estejam. Apenas dois dias depois do lançamento do Periscope pelo Twitter, no dia 28 de março, a Skol transmitiu o show da banda Tropikillaz pelo aplicativo. Em abril, foi a vez da GE investir na plataforma, exibindo a coletiva de imprensa em que apresentou seu patrocínio à Confederação Brasileira de Canoagem para jornalistas de todo o país e do mundo.

A companhia foi a primeira com atuação B2B a interagir pelo APP. "A estratégia de comunicação da GE está focada no pilar de ser referência em inovação e infraestrutura no país e na América Latina. Diante disso, é importante criar novas maneiras de dialogar com os stakeholders nos mais diversos segmentos, inclusive no campo digital. O uso de plataformas de streaming vem sendo uma tentativa bem sucedida de estabelecer esses diálogos de maneira online e aumentar o alcance dos eventos corporativos", explica Pedro Alves, Gerente de Publicidade e Comunicação Digital da GE para a América Latina, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Diversidade de ferramentas
Embora, em 2015, o destaque tenha mesmo ficado com a plataforma, o Periscope está longe de reinar sozinho neste mercado. Os streamings ao vivo já haviam chamado a atenção dos internautas durante os protestos de 2013, quando manifestantes do Mídia Ninja exibiram ao vivo a movimentação e a repressão nas ruas de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, no momento em que aconteciam. Na época, o aplicativo usado era o TwitCasting Live, que, assim como o Periscope, faz a transmissão das imagens registradas em smartphones e permite a interação da audiência com o cinegrafista-narrador.

As opções disponíveis no mercado não param por aí: há ainda o YouTubeLive, o Google Hangout e o mais recente Facebook Mentions Live. As diferenças entre eles não são muito grandes. No caso do Periscope, os vídeos permanecem no Twitter por 24 horas após a exibição ao vivo para que as pessoas tenham a oportunidade de assistir on demand. Depois, ele é apagado da plataforma, que permite ao proprietário das imagens baixá-las em seu computador. As empresas podem depois disponibilizá-las em seu website ou no YouTube, por exemplo. Já o YouTubeLive e o Google Hangout armazenam o conteúdo após o fim do streaming.

O Facebook Mentions Live ainda está limitado a interações entre figuras públicas com fãs e com outras personalidades. Atualmente, a ferramenta está disponível apenas para celebridades com páginas verificadas e não há informações sobre o lançamento do produto para fanpages de empresas. Embora as funcionalidades presentes em cada plataforma sejam bem similares, as companhias que optarem por usá-las devem considerar o contexto de suas exibições para escolher a opção mais apropriada.

Contexto é decisivo na escolha
A GE vem experimentando diferentes ferramentas em situações também distintas. Em dezembro de 2014, a companhia transmitiu a apresentação do capítulo Brasil do estudo Barômetro Global da Inovação por meio do YouTubeLive. Em edições passadas do levantamento, a empresa realizou eventos para anunciar os resultados, mas os espaços utilizados comportavam entre 200 e 300 pessoas. Na plataforma, durante uma hora de exibição, cerca de três mil pessoas foram atingidas, com picos de audiência de 400 usuários simultâneos.

Já em março deste ano, a GE voltou a realizar uma transmissão, dessa vez com um debate sobre o legado dos Jogos Olímpicos para o país. O evento de uma hora chegou a oito mil pessoas, com pico simultâneo de mil usuários. Houve mais de mil interações da audiência, que enviou perguntas aos participantes do debate. As questões foram levadas ao mediador para que fossem respondidas. O resultado é avaliado como positivo pela empresa, à medida que vem dando mais visibilidade aos eventos corporativos, antes limitados a alguns convidados. O custo de execução deles também acabou reduzido.

Nestes casos, a ferramenta do YouTube foi escolhida por conta da capilaridade de entrega dela. "O contexto que consideramos é o de que praticamente todo mundo, em todos os lugares conseguiriam assistir ao vídeo, já que a grande maioria das empresas dão acesso ao site aos funcionários (o que nem sempre ocorre com as redes sociais). Na coletiva de imprensa, optamos pelo Periscope por conta de o Twitter ser um canal de notícias em tempo real. Fazia sentido nos comunicar daquela maneira", explica Alves.

Dennis Zanini, Inusitado Marketing Digital IntelligenceDemandas do "ao vivo"
A transmissão ao vivo, é claro, tem seus riscos. A equipe deve ter jogo de cintura para solucionar imprevistos rapidamente e agilidade na interação com a audiência, que pode, inclusive, entrar em polêmicas. Isso não significa, entretanto, que o time por trás das câmeras tenha que ser grande. No caso da GE, três profissionais fazem o monitoramento das mensagens enviadas pelos internautas, outro filma e um quinto leva as perguntas ao mediador. "A era do ao vivo chegou para as marcas. Não tem como não estar presente", garante o Gerente de Publicidade e Comunicação Digital da GE para a América Latina.

A companhia já planeja, para o próximo dia 20, um debate sobre o futuro da saúde no esporte e como as tecnologias podem ajudar a melhorar a performance dos atletas. Participarão especialistas em saúde e o CEO da GE Healthcare, Daurio Speranzini. A exibição ao vivo acontecerá a partir das 14:00, no canal da empresa no YouTube. Outra novidade prevista é o início do uso do Google Hangout para contatos entre as equipes comerciais e os clientes. A ideia é que a demonstração de produtos possa ser feita de forma online e depois compartilhada entre os prospects.

A expansão dos smartphones e a melhora na conexão móvel são alguns dos fatores que vêm favorecendo a expansão das ferramentas. As oportunidades de uso são diversas, mas alguns cuidados devem ser tomados. "Recomendo que seja elaborada uma pauta, uma espécie de agenda com os tipos de atividade da empresa, para que sejam decididos quais conteúdos serão transmitidos. Eles precisam ser atraentes, como um bate-papo com uma personalidade, os bastidores de um evento ou os preparativos para uma grande ocasião", afirma Dennis Zanini, CEO da Inusitado Marketing Digital Intelligence, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Carlos H. Moreira Júnior, Twitter Pílulas podem funcionar melhor on demand
Mesmo uma pequena loja pode se aproveitar da ferramenta, fazendo, por exemplo, demonstrações de uso de produtos cobiçados que acabam de chegar à unidade, como smartphones. O tom de exclusividade funciona muito bem por esse canal. Apesar do ao vivo estar sujeito a situações inesperadas, não é necessário fazer a gravação de forma totalmente espontânea. "Entre os cuidados, é fundamental pensar muito bem o que será transmitido, fazer um ensaio, um treino, principalmente se for um evento oficial. Há ainda a preparação daquele que conduzirá a narrativa", ressalta Zanini.

O ponto forte das transmissões está no ao vivo, mas o material, depois, pode ser editado e aproveitado em pílulas. O formato tem funcionado tão bem que já há especialistas em Periscope oferecendo cursos do uso da ferramenta para negócios. Também há e-books e outros materiais online sobre o APP. Além de avisar o público-alvo sobre a exibição, seja pela plataforma ou por e-mail Marketing e outras formas de divulgação, é importante pedir compartilhamentos à audiência durante a transmissões. Outra estratégia importante é perguntar se as pessoas estão gostando e os incentivá-las a mandar corações (clicando duas vezes na tela). Os corações são um dos critérios que o Periscope usa para ranquear um perfil.

Oferecer um conteúdo pertinente é fundamental para alcançar relevância no aplicativo. "O Periscope é a extensão do Twitter para o vídeo e, assim como na rede social, ter pertinência é fundamental na hora de ingressar em uma conversa ou iniciar uma. As vantagens do aplicativo estão no contexto do Twitter, que é o tempo real. Ele não tem barreiras e está sempre relacionado ao breaking news. As notícias aparecem ali no instante em que acontecem, depois é que migram para outras plataformas. Ele não represa o conteúdo", resume Carlos H. Moreira Júnior, Diretor Executivo de Mídia do Twitter para a América Latina, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Leia também: 5 passos para investir em Marketing digital. Dicas do Mundo do Marketing Inteligência.

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