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Por que Apple e Samsung devem se preocupar com Fire Phone da Amazon

Novo dispositivo traz os mesmos recursos de hardware que os concorrentes, mas com diferenciais tecnológicos como tela 3D e nova experiência de consumo

Por | 25/06/2014

priscilla@mundodomarketing.com.br

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O lançamento do Fire Phone pela Amazon, no último dia 18, está alinhado com o ousado sonho de seu fundador, Jeff Bezos, de construir uma loja virtual com catálogo de produtos o mais diversificado possível. O smartphone se junta a outras tecnologias próprias como o Fire TV, o Kindle e o Kindle Fire e cria uma nova forma de operação em comércio eletrônico, ainda não vista em outras empresas como Apple, Samsung e LG. Concebido para focar nas vendas de itens do site, o novo aparelho possui recursos avançados para facilitar a aquisição de produtos digitalmente.

O desafio de concorrer com gigantes do mobile parece não assustar a novata no segmento. A proposta da Amazon é se fixar por meio da confiança que os clientes já têm na marca e fazê-los consumir de uma forma completamente nova. O celular vem com o sistema Firefly, uma ferramenta capaz de reconhecer mais de 100 milhões de itens, contanto que o usuário aponte seu smartphone para algum objeto, tanto pela imagem captada pela câmera quanto por meio de áudio. Com essa tecnologia, a companhia almeja ter representatividade em um mercado que vendeu um bilhão de celulares em 2013, segundo dados da consultoria de pesquisas e análises do mercado IDC.

Diferentemente de outras empresas, o foco no lucro não está ligado diretamente à venda dos aparelhos e sim ao uso deles pelas pessoas. "O Fire Phone chega para derrubar barreiras entre o consumidor e o carrinho de compras. Grande parte dos ruídos que possam existir no momento da aquisição é ultrapassada. Os usuários de outras plataformas têm que dividir a atenção com redes sociais e aplicativos diversos. Já no Fire Phone, o cliente terá a loja à disposição em qualquer lugar que ele vá", afirma Terence Reis, Sócio e Diretor de Produtos da Pontomobi, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Amazon, Fire Phone, iPhone, Android, SamsungVitrine na palma da mão
O novo smartphone servirá como uma vitrine na palma da mão, principal diferencial em relação aos dispositivos das marcas já consolidadas. A Amazon segue uma linha diferente das grandes concorrentes, Apple e Samsung, ao focar em prestação de serviços. As duas maiores empresas de tecnologia mobile investiram inicialmente em um bom sistema operacional e em hardware para, só então, incluírem serviços e conteúdo.

Alguns especialistas preveem a possibilidade de haver uma mudança no mercado, como adequação diante do lançamento. "A Amazon enxergou o que o consumidor já buscava e criou um produto como resposta a esses anseios. Todos querem ser o jardim onde os consumidores mobile irão brincar, interagir e consumir. Os principais concorrentes vão evoluir para oferecer ao usuário a melhor experiência, mas eles precisam saber como farão isso para não serem apenas mais uma peça", afirma Terence Reis.

As outras marcas, no entanto, ficaram em desvantagem por não contarem com a expertise da Amazon, que possui um histórico de sucesso nas vendas digitais. "As demais empresas vão pensar em como utilizar esse mecanismo no dia a dia para não ficarem obsoletas. Elas não vêm do comércio, logo precisam estudar como utilizar o e-commerce aplicado a todas as áreas do celular", afirma Igor Baliberdin, especialista em mobilidade da Kanamobi, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Efeito 3D
Para ingressar em um setor altamente competitivo, Jeff Bezos reuniu diversas características que tornam o dispositivo atraente. A principal delas é a tela com perspectiva dinâmica, que simula uma imagem tridimensional sem uso de óculos. Tal efeito é possível por causa das cinco câmeras frontais que captam a direção do rosto do usuário e organizam a exibição das imagens conforme o ângulo e a distância dos olhos em relação à tela. Durante o evento de lançamento, o fundador da Amazon mostrou, como exemplo, o aplicativo de mapas com o edifício Empire States saltando da tela.

O sistema Fire OS 3.5 utilizado no celular foi desenvolvido pela empresa com base no Android. O hardware se assemelha ao de um modelo popular de celulares como Moto X e iPhone 5S, com processador quad-core de 2,2GHz, acompanhado de processador gráfico Adreno 330 e equipado com 2GB de RAM. A tela possui 4,7 polegadas, com display com 590 nits de brilho, polarizador circular e acabamento em vidro Gorilla Glass 3, que protege os lados do aparelho. A câmera traseira é de 13MP, com lente f/2.0 de cinco elementos e estabilização ótica de imagens.

Tais recursos não enchem os olhos dos clientes, uma vez que existem diversos outros dispositivos com as mesmas características. No entanto, o grande diferencial está na exclusividade de acesso às ferramentas da Amazon em um só lugar. "Os novos recursos tecnológicos e a integração com os serviços da empresa certamente conquistarão o público", garante Terence Reis.

Preços equivalentes ao da concorrência
O Fire Phone chega ao mercado por meio da companhia AT&T, com pré-venda apenas nos Estados Unidos e data de entrega a partir de 25 de julho. Os compradores têm a opção de pagar U$S 199,00 em um aparelho com armazenamento de 32 Gbytes ou U$S 299,00 com 64 Gbytes, com um contrato de dois anos com a operadora. Caso deseje o aparelho desbloqueado, o consumidor irá pagar U$S 649,00. Pelo mesmo valor e sem contrato, o usuário pode comprar um Iphone 5S ou Galaxy S5.

Caso queira o número atrelado à AT&T, o comprador pagará valores entre U$S 199,00 a U$S 399,00, dependendo da quantidade de armazenamento que pode ser de 16, 32 ou 64 GBytes. Já o Moto X, que possui os mesmos requisitos de hardware do FirePhone, pode sair de graça se vinculado à operadora e, mesmo desbloqueado, sai mais em conta, com custo de U$S 399,00.

Com preços tão próximos, os diferenciais são o critério de desempate. "As pessoas gostam de novidade, mas isso não é determinante para que um modelo faça sucesso. A decisão de compra vai depender do perfil do usuário. Há quem prefira aparelhos da Apple pela usabilidade e há aqueles que vão optar pelo Fire Phone por já consumir em meios on-line", conta Baliberdin.

No ramo dos celulares, a empresa concorrerá não apenas com as líderes, como também com a Nokia e Microsoft, que há alguns anos tentam obter melhor posição nas vendas. "Há uma resistência quanto aos aparelhos com Windows Phone, por exemplo, e é esse público que o novo celular pode agradar. Ele se assemelha ao Android, mas com recursos mais amplos", diz o especialista da Kanamobi.

Desafio do celular próprio
A Amazon não é a primeira empresa digital a investir em celular próprio. No início de 2013, o Facebook desenvolveu um smartphone em parceria com a empresa de telefonia taiwanesa HTC. Chamado de One, o aparelho teve pouca expressão nas vendas. O Google também investiu na área com a aquisição da Motorola em 2011 por U$S12,5 bilhões, mas desfez o negócio a vendendo por um quarto do preço. A gigante de softwares percebeu que não seria tão fácil atuar neste segmento que exige constante atualização e relação com operadoras. A Firefox lançou discretamente seu próprio celular, mas teve problemas com a distribuição devido à restrição a apenas a uma operadora.

O temor de que o mesmo possa acontecer com o Fire Phone é remoto. O preço competitivo e a tecnologia de ponta fazem dele uma promessa, sem contar no legado que constrói ao implantar uma nova forma de venda. Até hoje, a Amazon não falhou em suas apostas. Em quase 20 anos de fundação, a empresa é a maior no segmento de comércio eletrônico do mundo, tendo um valor de mercado de US$ 153,8 bilhões. Os serviços oferecidos, como computação em nuvem, livrarias, marketplace, além de vídeos e músicas online, disputam com grandes marcas.

Tudo isso ainda não parece suficiente para Bezos, que planeja ainda lançar um Kindle mais fino e um leitor de cartões de crédito para smartphones. "O segredo é ganhar a confiança dos clientes. E, para isso, o primeiro passo é fazer coisas difíceis de realizar e fazer isso bem. Em seguida, repetir isso indefinidamente", disse o fundador e CEO da Amazon, Jeff Bezos, durante o evento de lançamento do smartphone.





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