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Marcas não acompanham tendências dos aplicativos que prestam serviços

Empresas devem investir para conquistar espaço no mercado dos apps que disponibilizam informações e serviços de utilidade pública. A aceitação desses dispositivos é crescente

Por | 09/04/2014

rodrigo@mundodomarketing.com.br

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As novidades tecnológicas são cada vez mais procuradas pelas pessoas, principalmente quando servem para facilitar a vida delas. À popularização dos smartphones, seguiu-se uma onda de lançamentos de aplicativos de conveniência, como os de táxi e trânsito, que transformaram o uso dos celulares. A principal tendência agora são as ferramentas que disponibilizam informações e serviços de utilidade pública, compensando, muitas vezes, problemas crônicos em grandes cidades.

Em função de sua comodidade, o tempo de uso de aplicativos vem aumentando de modo acelerado, superando até as horas passadas em frente a browsers de internet. O período que pessoas permanecem diante de smartphones ultrapassou também o dispendido em frente à TV. O estudo AdReaction, realizado pela Millward Brown este ano, mostra que os brasileiros passam 149 minutos ao celular ante 113 assistindo à televisão. 

As empresas, no entanto, ainda não estão antenadas para a possibilidade de participarem ativamente deste mercado.  "A maioria das marcas não tem sequer um site no modelo mobile, que dirá aplicativos. Grande parte delas desconhece o que pode ser feito dentro dessa área para potencializar os seus negócios ou, pelo menos, para ter um canal mais efetivo com o público", diz Vinícius Pereira, Diretor da ESPM Media Lab, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Digital,Aplicativo,Smartphone,TecnologiaQualidade de vida na palma da mão
Com pouco mais de quatro meses de funcionalidade, o Easy Empregos já proporciona a candidatos a oportunidade de irem a pé até a entrevista de trabalho. Isso porque a proposta do aplicativo é disponibilizar ofertas de vagas próximo à residência do usuário. Por meio de geolocalização, a ferramenta permite ainda que a pessoa filtre os anúncios por área de atuação e salário.

O aplicativo recebeu investimento de R$ 150 mil da Rsale e aposta em um discurso simples e direto para conquistar novos usuários. "A mensagem que passamos é a de que o funcionário que trabalha próximo a sua residência está sempre motivado. Este fato influencia na produtividade e, com isso, as empresas acabam se beneficiando e aderindo ao projeto", explica Renan Godinho, Diretor do Easy Empregos, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O aplicativo emprega hoje 1.500 pessoas e tem cadastradas 720 empresas, com mil vagas no Rio e 180 em São Paulo. "No momento, não cobramos por nenhum serviço prestado. Posteriormente, vamos passar a cobrar das empresas que quiserem destacar sua oferta no site e no aplicativo. Também planejamos oferecer cursos de capacitação ainda este ano, orientação para a elaboração de currículos e um sistema de videoconferência para empresários iniciarem uma pré-seleção de candidatos", diz Renan Godinho.

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Carona solidária
Para quem não encontrou um emprego próximo à residência e terá que enfrentar o trânsito das grandes cidades, foi criado o app Zaznu, de carona solidária. Com mais de 6 mil carros cadastrados, a ferramenta já está em funcionamento nos municípios do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Nos próximos dias, a empresa dará início à operação em Porto Alegre e Curitiba.

Para utilizar o aplicativo é preciso se registrar na plataforma. Motoristas apresentam uma série de documentos e ocorre uma entrevista. Já quem senta no banco do passageiro se cadastra utilizando o perfil do Facebook e tem de fornecer o número do cartão do crédito. "Os dados dos usuários servem para evitar problemas futuros. A empresa sugere ao passageiro uma contribuição, que geralmente fica entre 20% e 30% abaixo do que um táxi cobraria. O pagamento é feito via cartão de crédito no próprio aplicativo. Do total doado, a Zaznu recolhe 20%", diz Mariana Castilho, Gerente de Marketing da Zaznu, em entrevista ao Mundo do Marketing. A empresa projeta um faturamento em torno de R$ 5 milhões.

Caso o usuário opte por utilizar o transporte público e necessite de orientação, um app disponível no Store do seu celular é o Moovit. A ferramenta oferece os horários, tempos de chegada e a opção de receber alertas sobre os serviços de ônibus, trem, metrô e barcas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, João Pessoa, Campinas, Bauru e Itajaí. Para o usuário colaborar com o Moovit bastar usar o transporte coletivo com o aplicativo aberto.

Digital,Aplicativo,Smartphone,TecnologiaParticipação das empresas
Oportunidades não faltam para as empresas se inserirem neste mercado. Com o caos de mobilidade urbana encontrado nas grandes cidades, aplicativos estão surgindo a todo instante oferendo informações de utilidade pública e serviços para as pessoas. Um exemplo é o Bike Rio, do Itaú, que disponibiliza bicicletas aos interessados após cadastro em um aplicativo. "A bicicleta não é um produto comercializado no banco, mas sim uma ação que tem como objetivo auxiliar o dia a dia das pessoas. A marca ganha ao levar a cor alaranjada por toda a cidade e associa seu nome a um meio de transporte não poluente", analisa Rodrigo Amantea, Coordenador Acadêmico de Educação Executiva no Insper, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Qualquer negócio pode ter ganho ao desenvolver um aplicativo, pois essa é uma forma de manter a empresa junto ao público em um momento em que o usuário está em movimento e sem oportunidade de acessar o computador. "Apenas o formato mobile dos sites já ajudaria, mas as empresas nem isso possuem. O aplicativo surge como uma oportunidade de segmentar serviços, produtos e comunicação com o cliente", comenta Vinícius Pereira.

Além do financiamento para a elaboração de uma ferramenta, as empresas podem encontrar outras maneiras de participar deste mercado. Uma opção é colocando anúncio nos apps já existentes. O Waze, que mostra o trânsito nas vias e as rotas que o usuário pode escolher para chegar ao destino, permite a participação de marcas no mapa. "O usuário que estiver utilizando o aplicativo para se deslocar vai encontrar ofertas de estabelecimentos no trajeto. Esses anúncios aparecem apenas quando o público passa no local", informa Sandra Sinicco, Porta-Voz do Waze no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

digital,smartphone,aplicativo,tecnologiaCanal efetivo com o público
Uma das principais características dos aplicativos disponíveis para download é a facilidade de encontrar um canal efetivo entre o desenvolvedor da ferramenta e o usuário. Estes modelos de negócio estão se aprimorando para se aproximarem de quem utiliza as plataformas e, desta maneira, falarem a mesma língua e fortalecerem a imagem junto ao público.

O relacionamento com os usuários é importante para a divulgação do app, à medida que gera o boca a boca, e também por proporcionar o aprendizado com quem utiliza a ferramenta. "O aplicativo deve ter espaço para envio de sugestão por parte do usuário que gere um relatório com as ferramentas, funções e áreas mais acessadas. Essa é a forma de compreender quais ofertas que o aplicativo faz são mais procuradas e efetivas", afirma o Diretor da ESPM Media Lab.

Além de promover o aplicativo, a comunicação entre os usuários pode romper a barreira de insegurança que estas ferramentas criam. "Acredito que a questão da segurança é o que impede a utilização destes aplicativos por parte dos usuários, que não conhecem o prestador do serviço. A falta de confiança que as pessoas têm umas nas outras no Brasil acaba impactando na adesão a essas ferramentas, tornando-a mais lenta. Nesse contexto, o usuário é importante, pois por meio de seus comentários pode dar credibilidade ao serviço prestado", explica Rodrigo Amantea.

Como reter o usuário por mais tempo?
Atualmente, muito se discute sobre os métodos eficazes para se atrair clientes para o uso do aplicativo. No entanto, o mercado encontra outro desafio: como manter o usuário conectado por mais tempo? Uma vez que o interessado se encontra a par da ferramenta, o serviço prestado precisa ter um layout rápido para carregar, bom conteúdo com ótima disposição dos serviços ofertados, design sofisticado e excelente interface.

Outra forma de fidelizar o usuário é oferecer novas funcionalidades. "O aplicativo que é utilizado para chamar taxi na cidade do Rio de Janeiro, hoje em dia conta também com notícias de última hora, ofertas de produtos locais naquela região e anúncios de empresas. Isso faz com que eu fique conectado por mais tempo enquanto estou esperando o motorista", declara Vinícius Pereira.

O próprio fenômeno pode revelar uma bolha, afinal há tantos investimentos e poucas são as companhias que apresentam algum retorno financeiro. Para isso, uma maneira de otimizar os lucros e reter o usuário é inovando, seja oferecendo cursos, mentoria ou qualquer outro serviço de interesse do público.

Confira: 5 maneiras para um aplicativo ter destaque no mercado, conteúdo exclusivo para assinantes.

Leia também a entrevista completa com Vinícius Pereira, Diretor da ESPM Media Lab, no Mundo do Marketing Inteligência. Exclusivo para assinantes.

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