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Dafiti completa três anos com desafio de rentabilizar a operação

Marca de moda online oferece hoje mais de 100 mil produtos e conta com equipe de 1.500 pessoas, mas segue no vermelho. Segmento ainda tem vasto potencial para ser explorado

Por | 26/03/2014

renata.leite@mundodomarketing.com.br

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e-commerce,digital,hangout,Dafiti, rentabilizaçãoA Dafiti acaba de completar três anos de atuação ocupando a posição de maior varejista online de moda e acessórios do país. Ainda assim continua com uma infinidade de desafios pela frente. A marca lançou-se no mercado em janeiro 2011, quando o e-commerce brasileiro de calçados e vestuário ainda era incipiente. Desde então, conquistou uma considerável base de clientes e a credibilidade no setor, mas ainda não conseguiu alcançar a rentabilidade de seus negócios e segue no vermelho sustentada por grandes investidores.

No ano de abertura, a marca chegou a investir num anúncio de televisão para se apresentar ao público e minimizar as desconfianças em relação à venda virtual. Hoje, cerca de 90% dos usuários de internet conhecem a marca, segundo Malte Huffmann, cofundador da Dafiti no Brasil. O site iniciou a operação com a oferta de 500 produtos diferentes, essencialmente sapatos. Hoje abrange 100 mil itens. A equipe também se multiplicou de 35 funcionários para 1.500 no Brasil.

Apenas os lucros ainda não vieram, demonstrando a dificuldade de se rentabilizar o e-commerce. "Vejo grande potencial para o futuro. A penetração de e-commerce dentro do varejo de moda ainda é baixa, variando de 1,5% a 2% das compras no segmento. Em muitos países a penetração está bem mais avançada, em torno de 10%. Isso mostra o potencial do e-commerce na categoria", atenua Malte Huffmann, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Logística como principal desafio

O desafio inicial de convencer as pessoas a comprarem sapatos pela internet foi vencido, mas outros permanecem. O principal deles diz respeito à logística. O custo de enviar os produtos para todo o Brasil, país de tamanho continental, é muito alto. "Ouvi uma vez que apenas 6% das estradas brasileiras são asfaltadas. Essa falta de investimento em infraestrutura certamente contribui para os custos de transporte serem mais altos do que em outros países", ressalta o cofundador.

Apesar disso, a empresa opta por não cobrar frete de seus clientes. A escolha onera a operação, mas gera satisfação ao consumidor e consequentemente um efeito viral de recomendação do site a conhecidos. A empresa fez as contas e chegou à conclusão de que não cobrar pela entrega de compras no valor de R$ 99,90 ou mais seria um investimento vantajoso para a marca.

O frete é um dos fatores determinantes para a decisão de compra no e-commerce. "Acreditamos que oferecer essa gratuidade gera confiança, porque mostra ao cliente que ele pode experimentar o serviço e trocar o produto em até 30 dias, caso haja necessidade, sem custo. É uma forma de neutralizar as barreiras do e-commerce de moda. É um investimento que fazemos, assim como os valores que gastamos em mídia para trazer o cliente para a loja", justifica Malte Huffmann.

Aposta na segmentação

A Dafiti também vem investindo na segmentação de seu público, tendo lançado duas plataformas direcionadas especificamente para os consumidores de produtos premium e esportivos. As novas lojas foram desenvolvidas com base em muitas pesquisas, para evitar confundir os consumidores, já habituados a um único site de e-commerce da marca. O e-commerce destinado ao segmento de luxo reúne apenas itens com preço a partir de R$ 500.

Os dois mercados demandam comunicação própria com o público alvo, o que justificou a criação de plataformas distintas. "Entendemos que criar um ambiente separado faria muito sentido. Enquanto na Dafiti a maioria dos clientes são mulheres, na Dafiti Sports isso é completamente invertido. Já na Dafiti Premium, o público alvo também tem exigências diferentes em relação a design e conteúdo. Precisamos oferecer um atendimento mais personalizado", explica o empresário.

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