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Comportamento do Consumidor

Classe Média evita supérfluos e reduz 12% no consumo

Cortes de gastos envolvem restaurantes e transportes. Por outro lado, supermercados e e-commerce receberam maior volume de compras por parte dessa população

Por Priscilla Oliveira - 09/06/2020

Os últimos 10 anos foram de extrema mudança para a Classe Média – da ascensão à queda, passando por uma ligeira retomada até viver a chegada da pandemia. O pós-crise, que mostrou um amadurecimento do consumidor, fez com que a experiência de viver um isolamento social fosse de menos impacto. Isso porque a população da classe C, desde o início, cortou gastos e segue evitando supérfluos.

De acordo com um levantamento da Superdigital, fintech do Grupo Santander com foco em inclusão financeira, o padrão de consumo das classes C e D reduziu 12%. O levantamento dividiu as compras em três períodos: 15 de fevereiro a 15 de março (30 dias antes da quarentena), 16 de março a 15 de abril (30 primeiros dias da quarentena) e 16 de abril a 15 de maio (segundo mês de quarentena).

Analisando o primeiro e segundo período, os clientes das classes C e D gastaram 33% menos em restaurantes, 37% menos com transporte, 28% menos com combustível e 74% menos com hospedagem. Por outro lado, os gastos no e-commerce cresceram 60% enquanto em supermercados aumentaram 40%.

Mesmo com o tempo de isolamento avançando, o comportamento seguiu equivalente – queda de 31% em gastos com restaurante, 47% com transporte; 37% com combustível e 74% com hospedagem. O e-commerce continuou com alta (62%) assim como supermercados (29%). O gasto nesses setores também aumentou: nas compras de mercado o salto foi de R$ 142,00 para R$170,00, enquanto no online o volume aumentou de R$ 113,00 para R$ 130,00.

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Cortes e reduções

Essa redução de gastos está associada a perdas de emprego, redução salarial e maior controle financeiro – muitos não querem mexer na poupança por enquanto. Analisando o recorte social feito pela Proteste no Rio de Janeiro, é possível analisar o quanto a pandemia impactou as questões financeiras do Estado. O estudo apontou que 86,9% das famílias fluminense tiveram perda de dinheiro durante a quarentena. A média de dinheiro perdida foi de R$ 3,5 mil por pessoa.

A principal causa da perda de renda deles é o desemprego, com 61,8%, seguida de cancelamento ou eventos culturais (41%), cancelamento de eventos esportivos (34,7%), cancelamento de cerimônias familiares (36,9%) e cancelamento de viagens, com (35,2%). A pesquisa também apontou que 47% das pessoas que trabalhavam antes da pandemia tiveram algum tipo de prejuízo: 16,2% demitidos devido à crise, 31% mantiveram empregos com perda salarial. Apenas 28% não foram impactados.

Com relação às dificuldades financeiras, a pesquisa mostrou que 40% dos entrevistados possuem problemas para pagar as parcelas do cartão de crédito, 30,9% enfrentam dificuldades para manter assistência médica e 29,7% encontram problemas para quitar necessidades básicas. Outros 26,7% têm dificuldade de pagar contas de água, luz e gás e outros 22,3%, o aluguel.

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