Quem nasceu primeiro: a rede ou a repercussão? 12 de maio de 2011

Quem nasceu primeiro: a rede ou a repercussão?

         

Para quem acompanha de fora, um aviso: as revoluções virtuais estão apenas começando

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<p>Por Stephania Fincatti *<br /> <br /> Desde o início de 2011 tem se falado muito sobre a mobilização convocada pelas redes sociais na tomada de decisões e derrubada de governos, como o de Hosni Murabak, no Egito, e Muammar Kadaf, na Libia. De repente, a população desses países encheu-se de expectativas após ter sido convocada por milhares de internautas por meio de redes sociais como o Facebook e o Twitter. Uma mobilização dessa grandeza seria inimaginável há cinco anos e agora se torna uma força sem precedentes graças à acessibilidade da tecnologia. <br /> <br /> O poder que a internet possui na capacidade de comunicação já está mais do que reconhecido e sua grande força de propagação começa a cair no gosto dos 73,9 milhões de internautas brasileiros. Dois exemplos (no Brasil) recentes entraram no Trending Topics do Twitter: a autorização do Ministério da Cultura para captação de recursos para o blog da cantora Maria Bethânia e o comentário infeliz sobre a morte do ex-vice-presidente José Alencar, feito pelo perfil oficial da Secretaria da Cultura de São Paulo. Ambos geraram enorme repercussão, o que despertou surpresa e, ao mesmo tempo, alerta para os meios de comunicação. <br /> <br /> Qual é a explicação para o aumento do interesse pelas redes sociais? O poder de repercussão que a web causa é que provoca o crescimento no número de usuários, ou as redes possuem um fascínio tão intrínseco pela sua essência de conectar pessoas e isso acaba sendo a mola propulsora dessa expansão?  <br /> <br /> Segundo o Ibope Nielsen Online, 85,3% dos internautas brasileiros visitam, ao menos uma vez por mês, uma rede social. No mês passado, enquanto o Orkut teve 32,41 milhões de acessos, o Facebook atingiu o número de 17,92 milhões. Briga de gigantes numa luta para ver quem possui o poder de mobilizar mais seguidores. <br /> <br /> Por outro lado, ao mesmo tempo em que o volume de seguidores aumenta, o Yahoo Research revela um estudo que questiona o caráter “social” das redes. A pesquisa descobriu que apenas 0,05% dos usuários do Twitter produzem os conteúdos que são consumidos na plataforma. O estudo apontou ainda que 50% de todos os tweets foram gerados por “meros” 20 mil usuários. Já no Brasil, um estudo divulgado pela eCMetrics mostra que apenas 16% dos internautas produzem conteúdo em redes sociais. A maioria simplesmente reproduz o conteúdo, numa atitude passiva frente às novas possibilidades de aprendizado e interação. <br /> <br /> O grande sucesso das redes sociais e seu poder de mobilização ocorrem numa realidade comparada à Lei de Pareto, com o princípio 80/20, entre a proporção de internautas socialmente ativos e os passivos, respectivamente. Agora, proponho um exercício de pensamento: imagine quando essa proporção se inverter, ou se tornar mais equilibrada. Imagine a influência e o impacto que os fatos ganharão nas redes sociais. Não haverá poder de repercussão maior entre os meios de comunicação. Para quem acompanha de fora, um aviso: as revoluções virtuais estão apenas começando. <br /> <br /> <em>*Stephania Fincatti é Gerente de relacionamento e comunicação web do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional.</em></p>


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