Qual é o papel do profissional de Marketing na era da Inteligência Artificial? Bruno Mello 21 de junho de 2024

Qual é o papel do profissional de Marketing na era da Inteligência Artificial?

         

Especialistas avaliam receio do setor em buscar se aproximar das ferramentas e de como ainda mantém postura responsiva diante da evolução da ferramenta

Qual é o papel do profissional de Marketing na era da Inteligência Artificial?
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Um estudo feito pela W Futurismo apontou que até 2040, a Inteligência Artificial estará profundamente integrada em nossas vidas, moldando a maneira como consumimos conteúdo de diversas maneiras. Já um relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no início deste ano, apontou que a IA está destinada a afetar cerca de 40% dos empregos no mundo. Ainda de acordo com o levantamento, essa revolução tecnológica promete impulsionar a produtividade, estimular o crescimento econômico e aumentar os rendimentos dos trabalhadores em todo o mundo.

Entretanto, leigos e profissionais de Marketing ainda pensam na ferramenta com uma certa desconfiança, seja por substituição no mercado de trabalho ou pelo medo do imprevisível. Dados recentes da McKinsey & Company sugerem que até 45% das tarefas de Marketing podem ser automatizadas com IA, liberando tempo para que os profissionais foquem em tarefas mais estratégicas, como a criação de campanhas criativas.

O estudo da W Futurismo apontou que se bem utilizada, a Inteligência Artificial pode se tornar um co-piloto de grande eficácia para os seres humanos, que poderão ampliar sua capacidade criativa com e através desta tecnologia. Sobre isso, lista o papel humano para o avanço da IA em dois pontos:

1) Na era da expansão da consciência, é preciso desenvolver a capacidade crítica, de observação, e de desenvolvimento com o uso de Inteligência  Artificial, não delegando para a IA os atributos humanos e gerando conteúdos despersonalizados.

O filtro humano será essencial para identificar o que é real do que é sintético, e para isso, é preciso sair do mundo prático e ilusório e do mergulho intenso em tecnologias que nos abduzem da realidade.

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2) A Inteligência Artificial precisa encontrar humanos menos frágeis, mais robustos e estruturados em termos existenciais, para que o impacto gerado por estas tecnologias seja positivo e não nocivo.

Ponto de atenção: o ser humano se arrisca em jornadas nocivas para si próprio e para o planeta. Em tempos de múltiplas crises e mudanças radicais, talvez esta seja a grande lição a ser aprendida: menos superficialidade, mais profundidade em tudo que é feito no presente, para moldar o futuro.

Durante o Rio2C, Jaqueline Weigel falou sobre como a criatividade humana é o grande diferencial. Cabe ao profissional de Marketing aproveitar a ferramenta para se antecipar as necessidades e mudanças que já estão começando a ser feitas a partir de agora.

“Inteligência Artificial é muito precisa em juntar dados e criar novas coisas a partir dos inputs nos bancos de dados, mas a criatividade humana será cada vez mais importante para alimentação das bases de dados, para as perguntas feitas também. Será preciso ter conhecimento em programação. Inteligência Artificial será como um excelente assistente e pesquisador”.

Pontos de atenção

Uma coisa que precisa mudar do mercado é a forma com que muitos profissionais de Marketing e outros criativos atuam em relação ao tema, sendo mais responsivos do que ativos. Para isso, o estudo aponta nove pontos de atenção:

• Cultura obsoleta dos tomadores de decisão
• Procrastinação e foco no curto prazo
• Negligência com os movimentos de disrupção
• Desconhecimento de novas metodologias de exploração de futuros
• Aplicação de Planejamento Estratégico tradicional
• Comunicação Incoerente
• Timing errado para absorver tendências
• Seguir tendências erradas ou duvidosas
• Falta de especialistas e de qualificação técnica

Encantar e gerir

Camila Renaux, especialista em Marketing Estratégico, Marketing Digital e Inteligência Artificial, afirmou que a verdadeira inovação acontece quando humanos e máquinas trabalham juntos, cada um contribuindo com suas habilidades únicas. Ela lembra uma afirmação de Neil Patel de que ainda é papel do profissional de Marketing encantar, gerir expectativas e criar experiências e conteúdos memoráveis que nossos públicos de interesse busquem consumir e compartilhar. “Isso não pode, nem deve, ser delegado à IA”, contou.

Diante da linha tênue entre o uso positivo e a excessiva dependência, a especialista encontrou os passos ideais para os profissionais de Marketing incorporarem a IA em seu dia a dia com assertividade.

Automatizar tarefas repetitivas: deixe a IA cuidar das atividades operacionais, como análise de dados, segmentação de público e elaboração de relatórios de desempenho. Isso liberará tempo valioso para que você e sua equipe se concentrem em aspectos mais criativos;

Testes A/B inteligentes: use a IA para conduzir experimentos e testes A/B de maneira rápida e eficiente. Assim, você pode identificar quais estratégias e conteúdos funcionam melhor, permitindo ajustes em tempo real e maximizando o impacto de suas campanhas;

Apoio no processo criativo: a IA não deve substituir o potencial humano no processo criativo, mas pode ser uma boa aliada. Ela pode fornecer boas ideias, sugerir temas e identificar tendências. A partir dessas sugestões iniciais, você pode desenvolver e criar novas ideias, potencializando ainda mais a criatividade da sua equipe.

Leia também: Por que todo profissional precisa estudar inteligência artificial agora

IA - Clube Mundo do Marketing


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