Principais lições que a Black Friday deixou para o Natal e e-commerce em 2022 Bruno Mello 20 de dezembro de 2021

Principais lições que a Black Friday deixou para o Natal e e-commerce em 2022

         

Pesquisa da Criteo aponta as principais tendências de compra na data festiva e as implicações para o desempenho do comércio eletrônico no final do ano

Principais lições que a Black Friday deixou para o Natal e e-commerce em 2022
Publicidade

Nos últimos anos, a Black Friday acelerou o uso do comércio eletrônico no Brasil e em 2021 não foi exceção. Uma pesquisa da Criteo analisou os dados de consumo do período e constatou que, na América Latina, as vendas online continuam crescendo em comparação com o período pré-COVID-19, comprovando a força do e-commerce. O crescimento ocorre em vários países ao redor do mundo. Na América Latina, foi registrado aumento de 55% em novembro de 2021, quando comparado a 2019.

A taxa, no entanto, é menor quando comparada ao mesmo período de 2020, que foi de 65%. No índice global, as vendas orgânicas globais aumentaram 32% no ano passado e 33% em 2021, estável ano a ano em comparação com os dados de 2019 em um mundo pré-pandêmico.

Para Tiago Cardoso, Diretor Geral para a América Latina da Criteo, isso é resultado da retomada das atividades presenciais. “Percebemos que após o pico da pandemia e o avanço das vacinações os brasileiros retomaram as atividades normais de compras, incluindo o retorno às compras na loja. No entanto, muitos consumidores continuaram a fazer compras online, indicando que o e-commerce já se tornou uma forma consolidada de compras para brasileiros.”

Black Friday começa antes da data oficial

Em 2019 e 2020, os dados globais da Criteo mostraram que os varejistas já estavam postando negócios antes e depois do fim de semana da Black Friday. Os dados deste ano reforçam que as vendas nesta data não se restringem mais à Black Friday, mas sim ao mês de novembro como um todo. Em alguns países, como o Brasil, os dias próximos da Black Friday registraram ainda menos transações quando comparados a outros períodos do mês.

Publicidade

Na semana inteira que antecedeu a Black Friday, em comparação aos níveis pré-pandêmicos (29 de novembro a 3 de dezembro de 2019), as vendas orgânicas globais aumentaram 21% em 2020 e 16% em 2021. Os dados do Brasil apontam que em novembro de 2021 houve aumento de 48% em relação a 2019; já em relação a 2020, o consumo caiu 14%.

Especificamente na Black Friday, os dados da Criteo registraram queda de 25% nas vendas online em relação ao mesmo período de 2020. “No Brasil, a expansão da Black Friday já é comum. É claro que os consumidores estão aproveitando as ofertas antes do dia oficial para aproveitar os descontos à medida que são disponibilizados. Isso mostra que novembro está se tornando um ‘Cyber mês’ globalmente, enquanto os picos de vendas na Black Friday estão se tornando menos importantes do que costumavam ser”, acrescenta Cardoso.

No Brasil, junto com Estados Unidos e Itália, a queda nas vendas orgânicas foi mais significativa durante os cinco dias da Black Friday até a terça-feira seguinte, embora tenham permanecido bem acima dos níveis pré-pandêmicos.

Retornar às compras presenciais impactará ainda mais as compras de final de ano

Embora a Black Friday tenha um grande impacto nas vendas, espera-se que os consumidores façam compras tradicionais de presentes online neste Natal. O período ainda deve registrar níveis de vendas mais elevados em comparação com o período pré-pandemia, mas menores quando muitos foram forçados a comprar online. “No Natal passado, com o medo da COVID-19 e de muitas lojas fechadas, o consumidor optou por fazer grande parte de suas compras por meio digital. Agora, com a retomada das atividades normais, o público pode optar por comprar pessoalmente. A Black Friday teve um recorde elevado de compras online, mas já percebemos a queda e é provável que se repita no final do ano”, disse Cardoso.

Outra grande tendência para o feriado é a chamada mentalidade de “comércio constante”, em que o consumidor está sempre pensando na próxima compra. Em 2020, isso ganhou força à medida que as pessoas passavam mais tempo em casa conectadas à internet, proporcionando inúmeras maneiras de pesquisar e comprar produtos online.

Leia também: Case Mercado Livre – como ter a maior Black Friday da sua história! – Conteúdo para assinantes. Assine já!


Publicidade