Playboy elimina mulheres nuas da publicação por causa da internet 13 de outubro de 2015

Playboy elimina mulheres nuas da publicação por causa da internet

         

Aos 62 anos, revista passa por reformulação editorial e abre mão de seu principal produto. Disseminação da pornografia online tirou a relevância deste conteúdo para o periódico

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A partir de março de 2016 a Playboy não publicará mais ensaios de mulheres peladas. O principal conteúdo da publicação será deixado de lado por conta da internet, que popularizou cenas de sexo e nudez. A reformulação editorial chega 62 anos após a fundação da revista comandada por Hugh Hefner, que fez parte da revolução sexual nas décadas de 1950 e 1960. A informação é do jornal New York Times e é referente à publicação norte-americana. Ainda não há informações se as revistas editadas em outros países seguirão a mesma linha.  

Desde que a internet se popularizou, a Playboy vem perdendo relevância, leitores e faturamento. Em 1975 eram vendidas cerca de 5,6 milhões de exemplares, atualmente, são em média 800 mil unidades. Apesar do recente anúncio, há algum tempo a revista vem trabalhando para recuperar público. Desde agosto de 2014, o site deixou de publicar imagens de mulheres completamente nuas e passou a postar fotos mais provocantes.

A medida contribuiu para aumentar o fluxo de visitantes, que passou de quatro milhões para 16 milhões. A iniciativa também atraiu um público mais jovem, a idade média dos leitores caiu de 47 anos para 30 anos. Com a mudança, o canal digital também conseguiu se alinhar às redes sociais. Apesar da novidade, a publicação continuará investindo em matérias investigativas, conteúdos mais densos, entrevistas, além de colunas sobre sexo.

Playboy

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