Pesquisador precisa ser mais estratégico e menos técnico 22 de março de 2010

Pesquisador precisa ser mais estratégico e menos técnico

         

Nelson Marangoni destaca os novos rumos das empresas de pesquisa

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<p><img alt="Pesquisador precisa ser mais estratégico e menos técnico" align="right" width="180" height="262" src="/images/materias/marangoni.jpg" />O modelo de pesquisa adotado pelas empresas no Brasil e o caminho a ser seguido por elas inspirou a apresentação de Nelson Marangoni (foto), CEO do IBOPE Inteligência, no 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa. As mudanças do mercado estão em ritmo mais intenso do que há dez anos, o que contrasta com a lentidão das empresas de pesquisa. Porém, o que ainda predomina nestas companhias é o foco em produtos e processos.</p> <p>A natureza técnica dos profissionais de pesquisa é uma das mudanças mais importantes no posicionamento da atividade. Em outras palavras, é preciso ser mais ousado, flexível, criativo e, fundamentalmente, mudar o foco nos processos para o foco no cliente e nos seus negócios. Esta mudança é lenta, e os motivos são, principalmente, a não superação da auto-imagem profissional desfavorável, já que os profissionais de pesquisa são vistos como prisioneiros dos padrões técnicos, possuem relação simbiótica entre qualidade e ética e o foco excessivo no financeiro.</p> <p>O estudo “Pesquisa no Brasil: Estamos mudando para a direção desejada?” mostra que para os profissionais de comunicação, entre 2004 e 2010, não houve mudança nos critérios para a escolha de uma empresa de pesquisa. As métricas avaliadas ainda são baseadas em preço; excelência na operação; foco no cliente; métodos sofisticados; expertise em Marketing; e capacidade de projetos grandes e complexos.</p> <p>Porém, novos aspectos são percebidos em evolução como a integração de informações; pesquisa via internet; utilização de redes sociais; e analises de redes sociais. “Atualmenbte temos que entregar conhecimento aos clientes. Poucos estão atendendo este quesito, mas isto já é uma evolução, mesmo que ainda estejamos longe do ideal”, afirma Marangoni.</p> <p>A pesquisa mostra que os clientes vão continuar investindo em pesquisa, mantendo o mesmo valor ou até aumentando a verba. Para Marangoni este é um alerta para o perigo da falsa impressão de que está tudo bem. “Mesmo assim, precisamos fazer diferente. Já mudamos um pouco, mas os nossos clientes continuam querendo uma maior contribuição das empresas de pesquisa”, conclui o CEO do IBOPE Inteligência.</p>


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