Pedidos em e-commerce de moda crescem 5% no primeiro tri Bruno Mello 27 de junho de 2023

Pedidos em e-commerce de moda crescem 5% no primeiro tri

         

Dados apontam tendência de crescimento em 2023, após alta de 15% no ano passado

Pedidos em e-commerce de moda crescem 5% no primeiro tri
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Assim como em outros países, o mercado de moda brasileiro vem registrando crescimento no e-commerce. Dados da plataforma de Marketing de afiliados Admitad, pertencente ao grupo Mitgo, apontam que o número de pedidos aumentou 5% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2022, a quantidade de vendas acumulou crescimento percentual de 15%.

Ainda segundo o balanço do ano passado, que analisou 72 marcas e marketplaces de moda brasileiros ou com filiais no país, a receita bruta – Gross Merchandise Volume (GMV) ou Volume Bruto de Mercadorias – gerada pelo setor foi 24% maior que a de 2021.

Segundo o diretor de vendas da Admitad Brasil, Bruno Trindade, o resultado demonstra   um cenário de recuperação após a diminuição de vendas durante a pandemia. “Embora o setor tenha começado a se recuperar gradualmente em 2021, somente em 2022 os clientes voltaram a fazer compras ativas”, explica.

Em relação a 2023, a expectativa é que o crescimento seja maior nos próximos trimestres. “É importante considerar que as altas temporadas da indústria da moda geralmente ocorrem nos meses de primavera e outono, quando ocorrem muitas vendas grandes. Esses números são iniciais, portanto, ainda poderemos ver um crescimento mais proeminente”, comenta Trindade.

Novas ferramentas oferecem melhor experiência

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Durante os anos de pandemia, o segmento de e-commerce teve papel significativo no crescimento do varejo de moda. Para aumentar a conveniência, as empresas passaram a oferecer ferramentas online de dimensionamento e ajuste, métodos mais ágeis de entrega e devolução, além de ofertas especiais e descontos. Os benefícios diminuíram a principal desvantagem das compras online – o risco de não agradar o cliente.

De acordo com a Admitad, a moda representa um setor importante no e-commerce, principalmente, próximo a datas comemorativas. No Dia das Mães deste ano, 22% de todas as compras online foram provenientes da categoria.

No mercado mundial de moda, uma tendência que pode impactar o setor no Brasil pode ser percebida no crescimento de 24% do mercado de moda de segunda mão, que deve continuar crescendo a uma taxa três vezes mais rápida que a do mercado regular. O aumento da procura tem sido atribuído à preocupação  crescente dos consumidores em relação ao meio ambiente e ao consumo consciente.

Popularização do Marketing de afiliados

Segundo a Admitad, no último ano, o número de marcas e marketplaces brasileiros que usam a plataforma de Marketing de afiliados para atrair vendas aumentou aproximadamente em 30%. Para Bruno, a razão disso está no aumento de custos referentes ao setor durante o ano passado e início deste ano, o que pode ter tornado a ferramenta mais atrativa para esse mercado.

Em poucas palavras, a plataforma permite que sites com grandes audiências, influenciadores, criadores de conteúdo, comparadores de preços, sub-redes e serviços (de cupons e cashback, e-mail Marketing, compradores de mídia, etc) promovam marcas em troca de comissão. Para anunciantes, a plataforma promove o aumento do alcance da marca e dos produtos, o que favorece o aumento de leads e vendas online.

“A indústria da moda viveu um período de turbulência econômica, com custos crescentes para fabricantes em todo o mundo. Nessas condições, marcas e marketplaces foram se tornando mais cautelosos com seus gastos com Marketing”, explica. O número de afiliados, como sites com grandes audiências e especialistas em tráfego, também aumentou 29% no Brasil em 2022.

No mercado brasileiro, os serviços de cashback foram usados com uma frequência significativamente maior – em 27% dos pedidos, contra 15,5% da taxa global de utilização. Também se destacaram as fontes plataformas de conteúdo e influenciadores, enquanto as lojas afiliadas e a publicidade por aplicativos móveis se mostraram menos eficazes na região.

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