Para enxugar gastos, brasileiros pretendem comer menos fora e parar de consumir produtos premium Bruno Mello 11 de maio de 2022

Para enxugar gastos, brasileiros pretendem comer menos fora e parar de consumir produtos premium

         

Em pesquisa realizada pela Toluna, os entrevistados afirmam que deixarão as luzes menos acesas e que tomarão banhos mais curtos

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Os efeitos da inflação continuam impactando diretamente o bolso dos brasileiros. É o que confirma uma pesquisa realizada pela Toluna, empresa de pesquisa especialista em insights. O levantamento apurou que dentre as categorias de consumo, a de mantimentos é a que a maior parte dos brasileiros vêm sentindo o aumento nos preços: 66% dos entrevistados concordam que comidas, bebidas e outros itens para manter a casa são os que ficaram mais caros. Para 59% dos entrevistados comer fora está mais caro que tudo, e para 56%, os gastos com férias são os que ficaram mais pesados.

A percepção geral dos brasileiros sobre o galopante aumento de preços afeta todos os setores. Entre os entrevistados, 89% acham que a comida fresca está muito cara nos supermercados; 87% creem que os preços nas padarias estão altos demais e 85% percebem aumentos significativos nos gastos com saúde&beleza. Assim, para os próximos três meses, os consumidores do Brasil pretendem cortar gastos com: comer fora (38% vão reduzir esse gasto), roupas (32%) e férias (32%).

Para driblar o aumento dos preços, os brasileiros estão dispostos a mudar de hábitos em busca do menor preço: alguns visitarão  mais lojas em busca de preços mais baixos (55% vão adotar esse comportamento), ouros mudarão de supermercado buscando alternativas (47% pretendem tomar essa atitude) e uma parcela substituirá as marcas que costuma comprar (44% irão atrás desta alternativa).

Maior frequência, menor quantidade de itens premium

Já 37% dos entrevistados planejam comprar com mais frequência nos mercados para evitar desperdícios e obter melhores ofertas. A categoria de marcas premium é a que sofrerá maior impacto na queda de consumo dos brasileiros: 44% dos entrevistados pela Toluna pretendem cortar gastos com marcas vip para fazer as contas reduzirem no final do mês. 37% pretendem reduzir gastos com bares quando o assunto é mudança de comportamento na intenção de economizar.

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Quando perguntados para quem recorreriam caso precisassem de ajuda financeira, os brasileiros responderam que em primeiro caso, procurariam a família (51%), em segundo caso, pediriam dinheiro a amigos (24%) e em terceiro caso, recorreriam a bancos ou empresas de empréstimo (21%).

Em casa, os entrevistados também pretendem fazer economia: 71% dos pesquisados afirmam que desligarão as luzes sempre que possível, 58% pensam em tomar banhos mais curtos para reduzir o consumo de água e 45% planejam investir em soluções inteligentes para reduzir o consumo de energia.

A pesquisa da Toluna foi realizada com 1.006 brasileiros, entre os dias 23 e 28 de março, sendo 55% mulheres e 45% homens, das classes A, B e C, segundo critério de classificação de classes utilizado pela ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, onde pessoas da classe C2 têm renda média domiciliar de R$ 4.500 por mês. Estudo feito com pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões brasileiras, com 3 pontos percentuais de margem de erro e 95% de nível de confiança.

Insights do novo comportamento do consumidor

O aumento dos preços tem afetado de forma generalizada o dia a dia do consumo do brasileiro em diferentes categorias: mantimentos (66%), comer fora (59%), férias (56%), roupa (55%). Consequentemente, uma das categorias com maior perspectiva de aumento nos gastos nos próximos meses é mantimentos (57%). Por outro lado, há categorias de lazer que têm sofrido este impacto, mas em menor proporção, como por exemplo, assinaturas de TV e música (38% impactado).

Assim como há categorias que o brasileiro manterá os mesmos padrões de gastos (sem aumento e queda) nos próximos meses: celular (38%), assinatura de TV e música (38%). Para driblar o aumento, o brasileiro está mudando o comportamento em busca do menor preço.

Os números mostram ainda que mais da metade dos consumidores (55%) visitam mais lojas e 47% mudam de supermercado, mostrando que o preço é o fator determinante de escolha. Isso porque 67% aumentarão as compras alternativas mais baratas que as habituais e 44% substituirão as marcas preferidas. Além disso, 43% aumentarão a busca por férias perto de casa.

Cortar os gastos vão além do supermercado. Para 31%, comer fora está deixando de ser prioridade, assim como tirar férias no exterior (30%). Por outro lado, há categorias de lazer que têm sofrido este impacto, mas em menor proporção, como por exemplo, assinaturas de TV e música (38% impactado). Do mesmo modo, existem categorias que o brasileiro manterá os mesmos padrões de gastos (sem aumento e queda) nos próximos meses: celular (38%), assinatura de TV e música (38%).

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