O Mad Man dará lugar ao Math Man 25 de junho de 2015

O Mad Man dará lugar ao Math Man

         

O Mad Man dará lugar ao Math Man

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"Deixe sua criatividade ser inspirada pela informação que os clientes oferecem. Não torture os dados para que eles concordem com as suas ideias". Esse conselho, dado por Omar Tawakol, da Oracle, hoje à tarde no Cannes Innovations, resume bem o desafio que agências e seus criativos precisam enfrentar nestes novos tempos. Trocando em miúdos, os publicitários estão sendo confrontados com a necessidade de dar mais espaço à informação do que à sua própria intuição no desenvolvimento de estratégias de comunicação e na criação de suas campanhas, o que implica em mudar um modelo mental que predomina desde o início desta indústria. Ouve-se muito por aqui em Cannes a frase: "sai de cena o Mad Man e surge em seu lugar o Math Man".

Quando falamos em informação, não devemos nos limitar ao que as pessoas postam nas redes sociais. É necessário monitorar o que elas fazem de fato, e é aqui que entram sensores, como os beacons, capazes de capturar a movimentação real dos clientes e personalizar ofertas, tornando-as mais relevantes e, por consequência, mais atraentes. Os sensores permitirão ainda que se façam observações etnográficas em grande escala, elevando com isso a precisão das estratégias de marketing.

Isso tudo levará à morte do marketing e da comunicação de massa? Não necessariamente. De volta ao Cannes Lions, depois de um dia devotado à inovação, assisti ao seminário da Heineken, que foi um tributo à publicidade tradicional. Com grandes campanhas e abordagens ousadas, baseadas nos 'velhos' insights oriundos de pesquisas com consumidores, a  cervejaria holandesa ainda é capaz de se comunicar com uma gigantesca quantidade de pessoas para vender um grande volume de cerveja.

Conclusão? Provavelmente o futuro e o presente da comunicação o marketing ainda conviverão por um bom tempo em algumas categorias de mercado.
 


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