O Brasil que inspira. A China é aqui 16 de maio de 2011

O Brasil que inspira. A China é aqui

         

Passado, presente e futuro das empresas no país

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<p>A primeira frase do título deste editorial é a mesma do título que levou a palestra do economista Ricardo Amorim no Inspiração 2011, realizado na semana passada em São Paulo. Já o segundo período foi destacado de sua apresentação, a mais inspiradora e intrigante do evento, que reuniu mais de 400 pessoas. De acordo com o consultor, as empresas brasileiras precisam fazer apenas o básico para dar certo. O motivo? A maré que durante anos esteve contra, agora está a favor do país.</p> <p>O mundo mudou muito mais do que conseguimos ver, aponta o economista. Nesta transformação, o maior nível de consumo passou dos países ricos para os emergentes. As fontes de riquezas também. Hoje, as commodities estão mais valorizadas que a tecnologia. Segundo Amorim, enquanto nos últimos 10 anos uma TV de tela fina caiu de preço, o barril do petróleo ganhou valor. E onde está hoje uma das maiores reservas globais de petróleo? “Vivemos num mundo de crise nos países ricos e oportunidade nos emergentes”, aponta o economista.</p> <p>Jogadores de futebol, modelos, altos executivos e até mão de obra especializada que iam para os Estados Unidos, Europa e Japão em busca de melhores oportunidades hoje fazem o caminho de volta. O risco da alta da inflação pode ser menos problemático do que uma crise ainda mais profunda nos países ricos. Mesmo assim, a indústria continuará batendo recordes de produção e o varejo multiplicando suas vendas. Mesmo fazendo o básico, é preciso se transformar.</p> <p><strong>Varejo continua tendo importância </strong><br /> "Diante da digitalização do processo de compra e do constante crescimento do comércio eletrônico, o varejo tradicional continuará a ter importância", afirma Brian Dyches, Diretor Geral da Iconic Tonic e Presidente do Retail Design Institute. A própria tecnologia será responsável por conquistar mais consumidores no ponto de venda. Casos de sucesso como o da Diesel, que possibilita que o comprador compartilhe nas redes sociais a roupa que está provando, mostram isso. É a tendência do social commerce.</p> <p>O desafio está em decifrar a cabeça das pessoas, cada vez mais inconstantes. Hora desejando uma coisa, hora outra, de forma complemente diferente. O caminho para fugir deste beco sem saída quem dá é Marc Gobé, que propõe marcas emocionais. O especialista sugere que as empresas criem marcas e produtos mais humanos e que dialoguem com as pessoas.</p> <p>Roberto da Matta, outro participante do Inspiração 2011, dá importantes dicas para as empresas que ainda trabalham como se estivessem no século XIX ao falar sobre os rituais. Para o antropólogo, temos que dar mais atenção à surpresa, uma vez que os sentimento surgem de situações cotidianas. Isso quer dizer que uma marca que não promove nada de diferente, dificilmente surpreenderá o seu cliente.</p> <p>Como pessoas, lembramos sempre das primeiras vezes e das últimas vezes. O primeiro beijo, a morte. O mesmo acontece com produtos. Se desejamos um, lembramos quando compráramos e quando ele deu defeito. O meio, entre a primeira e última vez, está vazio porque entra no lugar comum e as empresas não mantêm relacionamento com seus clientes. O caminho é transformar a rotina em prazer.</p>


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