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Lala Deheinzelin: ?o futuro exige adaptação às novas economias?

Uma das mais importantes futuristas brasileiras, Lala Deheinzelin destaca a importância das economias criativas, compartilhadas e colaborativas para projetar e construir um futuro mais sustentável

São Paulo, SP

Categoria:

Autor: DINO

Data de Publicação: 15/10/2018

Lala Deheinzelin é uma das mais relevantes estudiosas do futuro no Brasil - é a única brasileira associada à World Future Society, uma das mais antigas e respeitadas comunidades futuristas do mundo. Fundadora do Movimento "Crie Futuros" e do "Núcleo de Estudos do Futuro" da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela tem como foco de suas avaliações as economias criativas, compartilhadas e colaborativas.

O início de seus estudos ligados ao futuro se deu em 1995, quando passou a fazer parte da WFS e, desde então, trabalhou em projetos como assessora de instituições governamentais, não governamentais, empresas e até da Organização das Nações Unidas (ONU), com foco em questões ligadas à sustentabilidade e projeções de futuro. Em 2014, criou e coordenou, a convite da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Sul), o curso de pós-graduação em Economia Criativa e Colaborativa. Lala organizou e sistematizou sua técnica de futurismo no método Fluxonomia 4D, combinando Estudos de Futuro e 4 Novas Economias (Criativa, Compartilhada, Colaborativa e Multimoedas).

Ao bluevision, Lala Deheinzelin explicou como se produz conhecimento no futurismo, apontou quais são os fatores determinantes para projetarmos o futuro e apresentou sua compreensão de sustentabilidade e novas economias.

Veja a seguir:

Bluevision: Lala, por favor, antes de tudo nos explique o que significa a função de futurista: por que você classifica seu trabalho sob esta denominação?

Lala Deheinzelin: Fui oficializada como futurista em 1999, quando a WFS promoveu um anuário das pessoas que pesquisam e pensam futuros: mandei um relatório das minhas atividades e fui aceita. Meu trabalho se formou na prática. Realizei muitas pesquisas e serviços grandes como assessora. A partir de 2008, comecei o Crie Futuros, onde trabalhamos com projeções de futuro desejável. Em um mundo em rede exponencial, não é mais possível trabalhar com um futuro provável, é preciso ir além. Acredito que o estudo de tendências é interessante, mas não suficiente para gerar inovação. A tendência é retrato do agora, que é fruto do pensamento do passado. No movimento Crie Futuros, coletei futuros desejáveis de muitos países, de vários perfis e idades, e combinei essa visão com a assessoria técnica para governos, ONU e empresas.

Hoje, trabalho com futurismo do ponto de vista social e cultural. Há mais gente que trabalha com futuro do ponto de vista da tecnologia. É complexo imaginar outra sociedade, outras relações, outra formas de pensar e produzir. O foco está em como aprimorar o fazer junto, agrupar potências e pensar o futuro com economia criativa, compartilhada, colaborativa e multimoedas.

B: Como funciona este trabalho no dia a dia de suas atividades? O que faz um futurista?

LD: No começo de 2017, Jerome Blenn, do Millenium Project, um grupo de futuristas que está em 35 países, apresentou um estudo sobre o impacto da inteligência artificial e o que ela pode gerar. Perguntaram sobre duas questões chaves: aquecimento global e educação como forma de mudar a consciência humana. Ele respondeu: "o estudo sobre aquecimento global foi publicado em 71 e sobre educação e consciência foi publicado em 73". Então, o que faz um futurista? Como diz [o teórico austríaco da ciência administrativa, falecido em 2005] Peter Drucker: "Apenas vejo o que está lá, mas ainda não foi percebido". A gente tem olhar treinado para perceber aquilo que já está sendo, não se influenciar pelos padrões do passado e ter visão macro. Um futurista é sintetista. Há muitos analistas, mas falta quem veja os padrões macro, que percebam o todo e consigam compreender o que está acontecendo.

B: Que tipo de soluções os futuristas podem apresentar para a sociedade?

LD: Vou contar uma história: no fim do século 19 e começo do século 20, as cidades que cresciam muito eram movidas a cavalo - e onde há muito cavalo, há muito cocô de cavalo. Cidades grandes, como Londres, procuravam o que fazer com tanto cocô de cavalo e urbanistas pensavam em fraldas de cavalo. Enquanto isso, os carros chegaram e rapidamente substituíram os cavalos - e as fraldas deixaram de fazer sentido. Para mim, isso foi algo emblemático. Não podemos hoje criar mais fraldas de cavalo. Vejo empresas, organizações e governos discutindo suas fraldas de cavalo, coisas que não farão sentido rapidamente. O meu trabalho tem uma função: trazer o futuro para o presente.

B: Do ponto de vista da sustentabilidade, como você vê as soluções para o futuro?

LD: Nosso trabalho com sustentabilidade é integral. A sustentabilidade ambiental, com redução de resíduos, desperdício, energia, é uma consequência dos processos das outras áreas. A experiência revelou que a gente não chega aos resultados ambientais se não trabalhar antes as outras dimensões.

Em cinco anos, vai ser muito diferente daquilo que vemos agora, com uma velocidade que as empresas e instituições não estão percebendo. Quando vemos imagens do passado e futuro há uma infinidade de imagens de tecnologias desejadas, mas são pouquíssimas que mostram outro retrato da sociedade e das relações. É a razão pelas quais estamos em crise - e não é uma crise, é uma transição.

B: Como você vê a participação do Brasil nesta configuração com uma agenda pró-desenvolvimento sustentável?

LD: Nós perdemos o bonde da história. Houve um momento, até 2009, no qual a gente teve oportunidades extraordinárias de protagonizar uma mudança global, justamente porque o desafio da rede é a colaboração, e no "fazer junto" nós somos bons, vide a potência do Carnaval, do futebol e até da igreja. Mas agora estamos completamente atrasados, a gente retrocedeu muito. Do ponto de vista da sociedade, há um avanço no desenho de novas iniciativas da sociedade civil, existe uma proliferação de boas práticas, de metodologias, mas isso ainda muito lento. E não há apoio e visão do Estado com relação à inovação. A gente produz experiências e conhecimento de vanguarda, mas não consegue escalar conhecimento e experiências sustentáveis, porque não temos um Estado a favor, temos que operar apesar dele e não graças a ele.

Leia mais em: http://bluevisionbraskem.com/desenvolvimento-humano/lala-deheinzelin-o-futuro-exige-adaptacao-novas-economias



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