Não confunda neuromarketing com quiromancia! 17 de novembro de 2015

Não confunda neuromarketing com quiromancia!

         

Atividade elétrica e metabólica do cérebro lê áreas que se ativam e não o futuro do comportamento de compra e biometria lê a condutância da pele e não as linhas das mãos

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A ativação das células cerebrais durante uma pesquisa de Neuromarketing não significa que o consumidor vá comprar o produto ou serviço anunciado. Cuidado com a perspectiva 1×1 (um neurotransmissor para sapatos femininos, uma área cerebral para minissaias, outra para ternos masculinos) que se afirmam nas palestras e cursos de pretensos conhecedores de Neuromarketing. O que este tipo de estudo revela é a ação do individuo no exato momento do estudo e não predição sobre o futuro comportamento de escolha e tomada de decisão. 

Mesmo assim, ele não revela exatamente o que o sujeito sente, porque ninguém vai às compras com eletroencefalograma na cabeça, mesmo que seja wireless ou tem o mesmo sentimento tanto num equipamento de ressonância magnética como no corredor de um supermercado.

Palestras e cursos ilusionistas e fantasiosos surgem por todo canto. Está na moda quando se trata do tema Neuromarketing e podem dar uma impressão absurda desta ciência aplicada. Uns têm todo cuidado em explicar, mas outros, para vender show propagam muitas neurobobagens. Estes cursos e palestras tipo achocolatado (bateu virou), prometem milagres criam a ilusão da certeza da compra e da venda. Pura pirotecnia! Traduzindo: fogo de palha.

Neuromarketing refere-se a uma variedade de técnicas que podem ser aplicadas a pesquisas de marketing, mais especificamente sobre o comportamento do consumidor. Estes estudos contam com medidas de atividade cerebral ou outras medidas indiretas, mas biológicas, em vez de questionamento direto ou estudos comportamentais por observação. São estudos com uso de equipamentos de diagnóstico por imagem para entender quais são os efeitos das ações de marketing.
Três são os interesses e parâmetros da pesquisa em neuromarketing: 1. A atenção; 2. O engajamento emocional; 3. A memória. E Ponto. Portanto, nota-se que não se inclui neste tipo de pesquisa a predição de compra futura. O sujeito pode estar atento ao seu comercial, pode estar engajado emocionalmente e até lembrar-se do produto, serviço ou ideia, mas não significa que vá comprá-lo.

Existem técnicas que medem a atividade metabólica do cérebro, as que leem as atividades elétricas e ainda outras que não medem diretamente a atividade cerebral, mas dilatação da pupila, micro expressões faciais, condutância da pele para identificar emoções que se manifestam. Veja a ilustração.

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Cuidado com a informação em neuroshows, pois atividade elétrica e metabólica do cérebro lê áreas que se ativam e não o futuro do comportamento de compra e biometria lê a condutância da pele e não as linhas das mãos. Certifique-se de quem está falando em nome do neuromarketing. Quer ver o futuro da sua venda, procure uma vidente ou quiromante. Talvez elas ou eles sejam dotados da faculdade de ver o passado, profetizar o futuro, conhecer o que se passa ainda que não esteja presente.


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