Na era dos serviços, o desserviço das concessionárias 18 de março de 2010

Na era dos serviços, o desserviço das concessionárias

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<p style="text-align: justify;">Não podemos negar que foram enormes os avanços de alguns serviços das concessionárias após a privatização. Entretanto, além de terem encarecido absurdamente, sobretudo depois das últimas mudanças climáticas, estão fazendo uma entrega de péssima qualidade. O que temos visto na cidade de Niterói e no Rio de Janeiro a cada vez que chove é inacreditável.<br /> <br /> A mesma observação pode ser feita quanto ao sistema de telefonia fixa, responsabilidade da Telemar/Oi no estado. Em várias regiões da  cidade, as pessoas ficam em média dois dias sem o serviço. Imagine isso em uma empresa, que é o meu caso de vez em quando. Imagine o prejuízo que isso traz. <br /> <br /> O sistema de luz então… me lembro que na década de 1980, tivemos uma onda de tempestades muito fortes no Rio de Janeiro. Ficávamos, logicamente, sem luz. Entretanto, no máximo em 12 horas, a energia era restabelecida. Hoje em dia,  o que vemos acontecer, inclusive com manifestações nas ruas, de pessoas mostrando seu descontentamento. Muitas delas ficam dois ou três dias sem luz. Já aconteceu em minha casa, em Niterói, de ficar 24 horas sem luz. <br /> <br /> Sinceramente, me pergunto aonde estão os órgãos que deveriam estar supervisionando a prestação desses serviços, que permitem que essas prestadoras entreguem um serviço tão caro e deficiente à população. O que me choca é que vemos algumas dessas empresas se envolvendo em áreas que, a princípio, não são seu negócio fim. <br /> <br /> Por exemplo, venda de eletrodomésticos, venda de seguros, etc. Também preocupadas em desenvolver pontos-de-vendas que sejam mais agradáveis, financiar cultura, todas medidas hiper válidas e defendidas por minha pessoa. Porém, acho que a gente só pode oferecer um plus quando a gente oferece o básico e o básico, sinceramente, está caótico.<br /> <br /> O serviço de energia elétrica é fundamental na vida das pessoas. Ele envolve, inclusive, manutenção de vidas.  O consumidor não pode ficar esperando por dezenas de horas para ter sua energia religada. E o sistema de telefonia não é dessa urgência, mas é também fundamental. <br /> <br /> Temos visto o setor privado investir pesadamente na qualificação de seus funcionários, inclusive havendo uma reversão no sistema de terceirização de call centers das empresas. Tudo que está sendo feito para responder às mudanças na legislação no que diz respeito ao consumidor. Simplesmente porque entendem que a prestação de serviços é um grande diferencial. Provavelmente, um dos maiores. As empresas estão investindo pesado em conseguir dar atendimento ao seu cliente varejista e ao seu consumidor final. Não é possível que nos serviços básicos esteja acontecendo o inverso. <br /> <br /> E não é possível que essas mesmas empresas não equilibrem o seu investimento em desenvolvimento de novos produtos e na manutenção dos já existentes. O que estamos vendo é uma degringolagem geral do que já nos era conquistado. <br /> <br /> Aproveito esse meu desabafo para perguntar para meus amigos e parceiros dessas  empresas privadas concessionárias o que está acontecendo para que a manutenção da imagem e do serviço primário dessas empresas não sejam mantidos. Por favor, amigos queridos da Ampla, da Light, da Telemar, a minha pergunta é: O que está acontecendo?<br /> <br /> Espero, sinceramente, que sérias medidas estejam sendo tomadas, pois a sensação é de que o caos está estabelecido e que voltamos mais de 30 anos na qualidade do serviço básico fornecido.<br /> <br /> Um forte abraço.</p>


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