Mudar ou não mudar de estratégia, eis a questão 7 de fevereiro de 2007

Mudar ou não mudar de estratégia, eis a questão

         

Alterar o curso dos negócios é uma atitude delicada, porém, cada vez mais empresas são obrigadas a mudar

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<p><strong>Mudar ou não mudar de estratégia, eis a questão</strong></p><p>Por Bruno Mello<br /><a href="mailto:[email protected]">[email protected]</a></p><p>A cada dia que passa as empresas se vêem mais pressionadas diante da concorrência, da mudança do comportamento do consumidor e de uma série de fatores que as obrigam a alterar o curso dos negócios. Em alguns casos, modificar a estratégia ou reposicionar a empresa é a única saída para permanecer no mercado. </p><p>Há vários níveis de mudança quando se fala em estratégia. Pode-se mexer no portfólio de produtos, na marca e no negócio como um todo. Mas nem sempre a transformação deve ser encarada como única e última forma de reverter uma situação desfavorável. Discutir a estratégia de uma empresa é sempre pertinente. “É importante questionar a estratégia analisando outras possibilidades para se antecipar à concorrência”, observa Eugenio Foganholo, Diretor da Mixxer Desenvolvimento Empresarial.</p><p>Muitas vezes, o pensamento estratégico não está na cabeça dos líderes como deveria, pois eles estão cada vez mais atarefados com o dia a dia da empresa. “A demanda e as necessidades mudam e você tem mudar. Não tem mais como fabricar máquina de escrever. A concorrência também é cada vez mais agressiva e o ambiente interno e externo influenciam cada vez mais nos negócios”, enumera Ricardo Poli, Professor de Marketing da ESPM-SP. “A Ford e GM, por exemplo, estão batalhando para diminuir a emissão de gases poluentes por conta do aquecimento global”, aponta o Poli em entrevista ao site.<br /> <br /><span class="texto_laranja_bold">Exemplos</span><br />O Grupo DASS sabe que vive num mercado em rápida e constante transformação. A nova companhia é resultado da fusão dos grupos Clássico e Dilly, responsáveis pela comercialização de artigos esportivos e que registrou um faturamento de R$ 433 milhões em 2006. “Nos últimos três anos e meio, construímos pacientemente uma nova cultura, resultante do encontro das duas organizações. O processo se consolida com a adoção de novo posicionamento e nova identidade, regido por uma única cultura corporativa”, informa Vilson Hermes, Presidente do DASS.</p><p><img style="width: 150px; height: 190px" class="foto_laranja_materias" src="images/materias/reportagens/mudar_estrategia_fernando_s.jpg" alt="" hspace="6" vspace="2" width="150" height="190" align="left" />Neste caso, a mudança que salta aos olhos é o novo nome, sempre uma das coisas mais complicadas porque as pessoas têm um vínculo emocional com as marcas. “Sempre existe a necessidade de refletir o DNA da marca”, ressalta Fernando Sganga, Diretor de Estratégia do GAD’ Design, responsável pelas mudanças no DASS. “Durante o processo de união das empresas eles viram que tinha a necessidade de criar uma plataforma única para a marca e de estruturar a comunicação”, completa ao Mundo do Marketing.</p><p>Alterar a marca não é uma mudança plástica. Para Fernando Sganga, nem sempre é preciso mudar o nome, mas sim os valores que sustentam a marca frente a um novo cenário. “A Apple consegue provocar fascínio porque preserva valores como inovação”, diz Sganga. Já o exemplo do professor Ricardo Poli é do Unibanco. “Se pensarmos em termos de estratégia o banco não mudou nada. É diferente do Itaú que criou o Personnalité”, atesta.</p><p><span class="texto_laranja_bold">Percepção e agilidade para mudar</span><br />Outro caso citado por Poli é o da Todeschini. Apesar de diferenciados, os móveis da rede eram vendidos no grande varejo, que não dava prioridade a sua marca porque comercializa diversos produtos diferentes. “Eles partiram para uma estratégia ousada e criaram as lojas licenciadas e exclusivas. Hoje são líderes do setor com 500 lojas no Brasil”, informa.</p><p>Fazer uma radiografia completa e com rapidez em momentos difíceis como a Todeschini passou é fundamental. “Analisar o mercado, o tipo do comportamento do consumidor, a concorrência, entre outros fundamentos, e colocar o plano em ação rapidamente é essencial nestes casos”, constata Eugenio Foganholo, Diretor da Mixxer em entrevista ao site. </p><p><span class="texto_laranja_bold">Acesse</span><br /><a href="http://www.grupodass.com.br/" target="_blank">www.grupodass.com.br</a><br /><a href="http://www.gad.com.br/" target="_blank">www.gad.com.br</a><br /><a href="http://www.espm.br/" target="_blank">www.espm.br</a><br /><a href="http://www.mixxer.com.br/" target="_blank">www.mixxer.com.br</a></p>


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