Mindset de startup é inspiração para o novo varejo Bruno Mello 7 de dezembro de 2021

Mindset de startup é inspiração para o novo varejo

         

Caio Camargo apresenta o conceito do “K.I.T.” que pode auxiliar o desenvolvimento do negócio de maneira mais assertiva

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Não é necessária muita pesquisa para constatar o fato de que o varejo está se remodelando e a pandemia teve um peso nesse processo e acelerou a dinâmica que envolve etapas como ideia, teste e ação. Comportamentos típicos de startups, com o conhecido mindset de “MVP” (most valuable player ou jogador mais valioso, em tradução livre), foi incorporado até mesmo nas empresas mais tradicionais, que agora estão mais atentas a questões como foco em resultados, práticas ágeis e eficazes com o objetivo de não prolongar a etapa de tomada de decisão. Ou seja, o campo das experiências no varejo está cada vez menos no plano das ideias e mais na prática, tendo o consumidor como um termômetro dessa experiência.

Mas como testar e avaliar novos conceitos e soluções para o negócio em um mundo que anda à uma velocidade às vezes maior do que a nossa capacidade de transformação? Não há resolução rápida ou fórmula mágica para uma mudança radical que trará uma gestão inovadora nos processos. É mais do que um produto ou solução, e sim algo como um encontro de visões e cultura para ressignificar desde a base até as linhas de frente da empresa. Porém, na ausência de um “kit” físico de soluções, pensei em fazer um trocadilho com cada letra da palavra para apresentar o conceito do “K.I.T.” que pode auxiliar o desenvolvimento do negócio de maneira mais assertiva.

O “K”, está relacionado aos “KPI’s” (Key Performance Indicator), mais conhecidos simplesmente pela tradução livre: indicadores-chave de performance. São os dados do negócio, a base para compor toda e qualquer estratégia para poder, de fato, mudar o que já é de conhecimento do varejista para gerar melhores resultados. A partir da coleta e análise de informações de clientes, por exemplo (sem esquecer da LGPD), podem ser gerados diversos indicadores que direcionam o varejista a tomar as melhores decisões. Além disso, é uma maneira de conhecer mais a fundo o cliente e direcionar ações que cabem para cada situação.

A próxima letra do “K.I.T”, o “I”, é direcionada para “Inteligência”. Se dados são a base, a inteligência se faz necessária para transformar qualquer dado ou conjunto destes em insights que evidenciem demandas ou oportunidades para o negócio. Uma pesquisa feita Talkdesk Research apontou que menos de 33% dos varejistas utilizam recursos de Inteligência Artificial como bases de conhecimento inteligentes, agentes virtuais e chatbots. Esse número tende a crescer com o tempo, considerando quão rapidamente a digitalização está tomando conta do varejo.

E finalmente, a última letra, “T”, fica para a “Tomada de Decisão”. Com os dados na mão, é hora de aplicar inteligência e converter essas informações em projetos para serem colocados em prática. Construir os resultados almejados a partir de um planejamento minucioso – linear ou não – é a melhor saída para mudar de vez o modo de gerir o negócio. No varejo, esse “K.I.T” se torna mais do que um simples jogo de palavras, e pode ser uma forma de inspirar as empresas que já sabem em que patamar querem chegar, mas tem dúvidas sobre como começar e alcançar esses objetivos. A questão que fica no ar é: em que nível seu negócio já está preparado para assumir de vez essas transformações?

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