Mídias sociais? O buraco é mais embaixo 15 de abril de 2011

Mídias sociais? O buraco é mais embaixo

         

O poder da internet é inegavelmente gigante e se lançar em uma mídia social sem nenhum preparo apenas para se mostrar ?cool? não é um bom negócio

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<p>Por Viviane Coelho*<br /> <br /> Relacionamento. Quando dizem que a melhor propaganda é aquela feita boca a boca, estão falando do bom e velho relacionamento. Não é segredo que um cliente satisfeito defende a marca sem ganhar nada mais por isso. Pelo contrário. Ele paga. Então, como conseguir essa fidelidade do cliente? Ou melhor, como transformar um consumidor eventual em um cliente assíduo e leal? <br /> <br /> Com o boom das mídias sociais, muitas empresas até então tradicionais e um tanto rígidas na forma de se relacionar com o público, criaram perfis para se aproximar mais dos consumidores. Até aí, tudo muito bem. A questão é investir apenas nesses meios e deixar outras estratégias de lado, como se fossem ultrapassadas ou pouco eficazes.<br /> <br /> Ter um perfil no Facebook, Twitter, Orkut ou qualquer outra rede em que a empresa encontre seus públicos é apenas uma ferramenta de relacionamento e funciona até certo ponto. Mas o problema é no modo como essas mídias vêm sendo geridas, o que pode acarretar sérios arranhões na imagem. Lembrem-se do protesto do consumidor contra a fabricante de geladeiras que gerou vários comentários nas redes. E, mais recentemente, da mulher que comprou um carro e usou as mídias para reclamar.<br /> <br /> O poder da internet é inegavelmente gigante e se lançar em uma mídia social sem nenhum preparo apenas para se mostrar “cool”, mas mantendo uma postura rígida e imparcial, sem respostas ou empatia, distancia mais ainda a marca de seus atuais e potenciais clientes e gera imagem negativa tanto com o produto quanto com o institucional.<br /> <br /> Tenho visto muitos cursos voltados para as mídias sociais. Como gerir, como entender… O mercado de livros então cresce mais a cada dia. As empresas estão investindo (um custo relativamente baixo e alto retorno) na criação e monitoramento de perfis – com setores próprios ou terceirizados, muitas vezes em detrimento de outras ações de relacionamento.  Porém, até quando essas redes irão durar? <br /> <br /> As mudanças estão ocorrendo de um modo cada vez mais rápido e não se sabe até quando uma rede vai existir ou não, por mais forte que ela pareça ser. Com isso, não seria interessante analisar o relacionamento com os públicos (e, sim, me refiro também aos funcionários, imprensa, comunidade, acionistas e governo) de uma forma global pensando em estratégias de aproximação também off-line?  Infelizmente (ou felizmente, depende do ponto de vista), nem todos os consumidores acessam redes sociais, mas podem fazer a diferença em um processo de divulgação de marca e/ou produto. <br /> <br /> Para finalizar, quero deixar claro que gosto muito de redes sociais. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Acredito nelas enquanto ferramentas de Marketing e fico fascinada com a oportunidade que elas dão em aproximar pessoas de marcas. Porém, acredito que tudo deve ser feito de forma criteriosa, pesando os prós e contras que podem vir junto com as ações. Afinal, quando se trata de estreitar relacionamentos, o buraco é sempre mais embaixo.<br /> <br /> * Viviane Coelho é formada em Relações Públicas e Marketing pela Universidade Católica do Salvador e Especialista em Gestão da Comunicação Organizacional Integrada pela Universidade Federal da Bahia.</p>


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